segunda-feira, 12 de outubro de 2015

PÉ NO OESTE. PE no Oeste. Qualquer frase que faça Pernambuco lembrar que tem e precisa explorar seu belo Oeste.


Os americanos exploram o Oeste de forma inteligente. O que é inóspito vira atração. O que parece problema vira fábrica de dinheiro e de propaganda do turismo.
O Oeste pernambucano é singular. Aqui, somos triplamente presenteados pela natureza. Abrigamos o único bioma exclusivamente brasileiro, a caatinga, ou Mata Branca em tupi (ka'a [mata] + tinga [branca]), o que significa dizer que dezenas de espécies biológicas só são encontradas aqui - e somente isso já seria o bastante para atrair estudiosos e curiosos de todas as partes do mundo; aqui está a Chapada do Araripe, de raríssima beleza e riqueza, um verdadeiro prato cheio para a paleontologia; e aqui dispomos com abundância do VENTO, gerando energia limpa para o presente e para o futuro. Também temos sol durante 12 horas do dia, o ano inteiro, o que nos permite garantir que seremos o maior produtor de energia eólica do País.
De quebra, somos o Araripe cantado e contado pelo Rei do Baião Luís Gonzaga e dispomos da maior reserva de gipsita do País, concentrando mais de 90% do minério branco.
Num passado não muito distante conseguimos, às duras penas e longa batalha, receber água do Rio São Francisco, no primeiro governo de Jarbas Vasconcelos. Isto significa dizer que temos segurança hídrica, com uso racional, para explorar bem o turismo.
A chapada do Araripe também é explorada para a produção de farinha de mandioca e criação de bode e ovelha, o que garante pratos regionais imbatíveis, a exemplo da tapioca com carne assada, o bode assado acompanhado de baião-de-dois e a buchada. Não precisaria mais nada. Mas tem e tem sobrando. Temos frutas nativas, a exemplo do umbu; seriguela, entre outras. E temos gente. Sobretudo gente. Gente boa, capaz e hospitaleira. Gente que sabe trabalhar e fazer festa. Gente que sabe receber e fazer amizade. Então falta o que? Falta governo capaz de sair do mesmo. Falta projeto. Falta ambição. Falta sobretudo uma inversão dos valores antigos e costumes mesquinhos. 
Falta o que? Falta o governo se deslocar para cá. Falta instalar o governo uma vez por semestre por aqui e obrigar os viciados em praia e água de coco mudar de ideia e de costumes.
Abre o olho Paulo Câmara! Ou Pernambuco explora seu Oeste ou alguém chega na frente. Afinal, a Chapada cruza fronteiras e o vento corre solto.
A foto que ilustra a postagem é só uma sugestão amadora. O Governo tem gente para fazer coisa de qualidade. O que deve ser aproveitado é apenas o mote. PE no Oeste. Pé no Oeste. Pernambuco ama o Oeste. Ou, de forma mais direta: Vamos para o Oeste, pois lá é o lugar a ser visitado e explorado.
Mais do que isso, o governo precisa melhorar o visual de suas chegadas ao Oeste, seja entrando pelo Piauí e Ceará, seja vindo da capital. Assegurar cidadania ao povo da Vila Serrânia, que nem identidade pernambucana tem, tamanho o abandono (lá Pernambuco só cobra imposto); garantir visual decente e diferenciado às margens da BR 316 e PE 585, requalificando tudo, inclusive e principalmente nos perímetros urbanos; sinalizar as fronteiras decentemente, deixando claro que o viajante 'agora está no Oeste de Pernambuco, a terra dos ventos e da energia limpa'.
Isto e muito mais. Técnicos capazes e bons planejadores não faltam ao estado.
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