sábado, 19 de setembro de 2015

Enquanto não chega o grande dia



Enquanto aguardamos o desfecho de tão longa e árdua luta contra esse regime que faliu antes de nos destruir enquanto Nação Cristã dos trópicos e potência do Sul, vamos lutando e ouvindo "Perfeição", a meu ver a única música de cunho político realmente inteligente e desinfetada de ideologia petista. Nem precisa mais informar que Chico Buarque é Pixuleco interessado apenas em verbas públicas para curtir a seu 'modus' em Paris.

Aproveito o sábado de reflexão para quebrar longo jejum por aqui.  Até hoje suportei pressões para voltar a postar. Continuo suportando. Eu explico em parte a minha decisão de abandonar o blog à deriva: Nosso objetivo era lutar contra a consolidação da Máfia de Dirceu no poder. Quando ele foi preso a primeira vez, este risco reduziu-se a menos da metade. Hoje é nenhum. Confesso que também cansei. Também não gosto de chutar cachorro morto. Só me satisfaz combater gigantes do mal quando estão em plena forma. A corja é hoje moribunda; cadáveres políticos fugitivos da sepultura.

O nosso combate não tem apenas a idade do blog, que por sinal foi a única voz de oposição ao PT enquanto Zé Dirceu aterrorizava.  No estado de Pernambuco e no Nordeste não conheço outro blog que tenha se posicionado com clareza contra as 'estátuas' ora chutadas, inclinadas, fazendo ângulo de 45 graus com o solo. O 'Meu Araripe' surgiu para combater Lula em seu esplendor, semi Deus, intocável.
O nosso combate vem de longe.  Nosso combate vem dos árduos tempos de Jornal Voz do Sertão.
Sempre enfrentamos as ditas maiorias. Não por concordar com a tese de que toda maioria é burra,  mas por discordar dos fundamentos, das formas e do que se mostrava falho, o que hoje resta totalmente provado.
A nossa pausa aqui tem razões e razões. Uma delas é que o editor vira escravo do leitor. Uma outra é que o campo de batalha ficou vasto, passando a oferecer outras formas interativas, mais rápidas e mais eficientes de combate: O facebook e o wattsap.  Importante dizer que a luta continuou e continua. Mas convido-os a uma reflexão: A economia do País, das empresas e das famílias pedem o fim dessa agonia. Contudo, não é recomendável enterrar mitos com vida. Eles são como cobras, quando do mal. A crise gerada por mitos é um veneno em si e pode comprometer líderes sadios entre os poucos que temos para nos livrar em definitivo desse mal. Considero preciso mais um pouco de sofrimento, pois ele nos fortalece enquanto povo e nos ensina ainda mais, sobretudo tirando a venda dos que enxergam pouca coisa além do umbigo. É necessário mesmo tirar todas as cortinas e nem todas foram tiradas. Algumas, e justamente as mais sujas e contaminadas, ainda tapam a visão dos menos esclarecidos. É preciso deixar para todos duas lições: 1) O trabalho dignifica o homem e só ele emancipa. 2) A escola vem antes do trabalho e só ela livra o homem bom do agente do mal - Esse tipo do qual tentamos nos livrar. Se achar conveniente, entenda que a minha parada também foi uma forma de parar de empurrar daqui - o que sempre fizemos.

Engana-se quem acha que aqui defendemos o alongamento da agonia como forma de vingança. Não se trata disso. Aqui onde moramos não encontramos semelhança alguma com o berço do PT. Aqui não há ideólogos barbudos que mereçam penar com copo de uísque quebrado aos pés, vagando só pelas madrugadas e lamentando  o fim da farra. Não estamos no ABC Paulista, onde o mal nasceu e onde o dinheiro roubado em Brasília é torrado por falsos intelectuais e falsos moralistas. Estamos no extremo oposto, onde a gente que aplaudia era a mesma que se transformava em massa de manobra, para quem faltava ensino na escola justamente para a propaganda entrar sem resistência.
Portanto, é daqui que surgirão as primeiras preocupações reais e os primeiros sinais de que as soluções definitivas não podem tardar. E o motivo será o de sempre. Por isto, a nossa missão nunca deixará de ser árdua: a de alertar desde os primeiros sinais. Talvez, alertar a nós, os combatentes.

Vamos ouvir Legião Urbana. "Perfeição" ajuda a entrar no clima para o epílogo e para o que vem depois. E ajuda também a nos manter sempre lembrados do que dissemos e repetimos na longa andança pelas estradas mais esburacadas e perigosas da luta travada.

Que cristalize-se o Collor que veste saia para ficar  2 x 0 no placar. O povo não aguenta perder todo jogo de 7 x 0.
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