quarta-feira, 8 de abril de 2015

Temer 'recebe' o governo de Dilma. Com PMDB 'governando', Brasil volta a ter uma primeira-dama e pode ganhar rumo.


Na foto, a 'Rainha da Inglaterra', o 'Primeiro Ministro'  Michel Temer e a 'primeira-dama' Marcela Temer.

A ex-guerrilheira Dilma não deu conta do recado e sua ruptura silenciosa com o seu criador, o ex-presidente  Lula, expôs seu leque interminável de fragilidades e desvios de conduta. A crise se agravou desde que a criatura decidiu isolar o criador no segundo mandato. O afastamento do centro de decisões daquele núcleo duro e podre ligado ao sindicalismo que deu origem a Lula resultou no esgarçamento do já fragilizado tecido político de Dilma, que de 'mãe' dos pobres passou a ser madrasta de todos, ou de pelo menos 80% dos brasileiros que a rejeitam. A turma de Lula conhece os defeitos da mandatária, e agora desafeto, como nem ela mesma conhece. O tecido político de Dilma sempre foi predominantemente adiposo, com muita energia negativa e nenhum regulador de consumo. A presidente fez regime e alardeou salutar perda de peso. Coincidentemente, a baixa na silhueta expôs o fim de sua 'gordura' política no congresso.
Toda aquela gordura política está agora concentrada no PMDB. Leia-se Eduardo Cunha, presidente da Câmara; Renan Calheiros, presidente do Senado; e o simpático, 'bom gosto' cauteloso e enigmático vice-presidente da República Michel Temer, que além disso tudo, é professor conceituado de Direito Constitucional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o que já dispensa o resto das credenciais.

O poder está com o PMDB. A mídia engessada do País esconde a crise de governabilidade, usa sofismas e eufemismos à perder de vista para preservar os dedos, já que as jóias se foram. Mas não há como esconder. Na Câmara, o evangélico Eduardo Cunha arrancou do pescoço e jogou no terreiro do Jaburu o cabresto que durante décadas pôs de joelhos a Câmara dos Deputados. Agora, é um poder independente. Se levado ao pé da letra, o deputado do Rio seria hoje o primeiro-ministro e o vice-presidente Michel o presidente de fato - Sem poderes, como a mandatária de direito.

Vem aí o 12 de abril. Veremos como se comportarão as ruas em todo o País. O Brasil está em crise e em chamas. O mau humor é geral. As pessoas só ganham para pagar impostos, taxas e prestações. Os mais ricos pagam impostos territorial, de carros, seguros, dólar caro etc. Os mais pobres pagam três vezes mais por energia, parcelas intermináveis dos móveis e da segunda geladeira que compraram sem precisar, além de IPVA de carros usados e de motos adquiridas em prestações suaves, que se somam e inviabilizam orçamentos domésticos sertões e periferias à fora.

A crise do Brasil tem nome: Dilma Roussef. Só ela é crise e solução a um só tempo. Solução meio termo não alivia, não resolve. Chamar Temer para governar sem renunciar só aumenta a insegurança. Seria mais digna se assumisse a falta de preparo e renunciasse. Poderia jogar a culpa em Sérgio Moro. Ninguém questionaria. Seus aliados em apuros até agradeceriam a retirada. Poderiam ao menos respirar e parar de sonhar com a Polícia Federal - sem garantias de liberdade, claro.

O Brasil precisa se livrar do Bolivarianismo. Dilma deu o primeiro passo. A multidão precisa empurrar no próximo domingo.

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