quinta-feira, 2 de abril de 2015

FACULDADE DE MEDICINA PARA ARARIPINA....

Para Arcoverde e (ou) Salgueiro....


As tentativas de Araripina vêm se arrastando a dois anos. Já tinha 'batido na trave' meses atrás em virtude do número de leitos apresentados. Uma distorção foi corrigida na proposta local. Leitos de Ipubi foram incorporados para atender aos requisitos. Forças políticas locais, com suporte de grupos interessados, correram em busca de base para atender às obrigações do MEC e Ministério da Saúde.
Veja postagem do Diário de Pernambuco. A lista de Pernambuco restou em  três cidades interioranas. A lógica deve ser a da interiorização. Araripina é a cidade mais distante da capital. Também é a mais distante de uma faculdade de medicina no Estado. Arcoverde está bem próximo a Garanhuns e Caruaru, e também de Recife ou das capitais alagoana e paraibana, ou de Campina Grande. Se houver exclusão nessa decisão em virtude da necessidade de chegar mais perto do elemento 'carência', que se exclua quem está mais próximo de tudo.
Vejamos agora com lupa o comportamento dos nossos senadores e deputados federais com lastro político no interior, se houver componente político ou exclusões em virtude de exigências de estrutura. Gonzaga Patriota nasceu em Sertânia mas se diz de Salgueiro. Olho nele! Arcoverde conta com o deputado federal Zeca Cavalcanti, do PTB de Armando Monteiro. Por este motivo, olho em Armando Monteiro, pois de Zeca Cavalcanti não podemos esperar nada.
Neste momento, então, se for o caso e se necessário para conquistar a Faculdade de Medicina, nos valhamos dos deputados federais votados aqui. Que sejam acionados Tadeu Alencar, Fernando Filho, Gonzaga Patriota (para sair do muro). Cuidado também com Kaio Maniçoca, que é de Floresta, mais próximo a Arcoverde.
Pressão em Paulo Câmara!
Pressão em Fernando Bezerra!
Pressão em Armando Monteiro!
Pressão em Humberto Costa!
A luta é no sentido de arrancar compromissos. Compromissos para equipar o Hospital Santa Maria com o que for necessário. Compromisso para ampliar o Aeroporto, se for uma exigência dos médicos professores. Compromisso para melhorar a estrutura dos leitos do SUS espalhados pela região. Compromisso para abrir unidade de saúde do estado, que neste caso poderia ser a UPA em andamento. Pressão, pressão e pressão. Até hoje Araripina só conseguiu na pressão associada à articulação.
O prefeito do município, Alexandre Arraes,  atuou até agora para que a cidade de Araripina chegasse à essa habilitação. Até onde temos conhecimento, o IMIP com sua excelência, a UNINASSAU e universidades do Centro Oeste entrarão na briga pela faculdade de Medicina de Araripina.
O estado é dono de um hotel fechado em nossa cidade. Que o doe ao melhor concorrente para nós, que é o IMIP. Lá, com poucas adaptações, teríamos pronto o prédio para funcionar a faculdade.


O QUE DIZ A REPORTAGEM DO DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Araripina, Acoverde e Salgueiro são os três municípios pernambucanos da lista de 22 cidades selecionadas pelo Governo Federal para a criação de cursos de Medicina em instituições particulares. As localidades estão localizadas em oito estados do Norte, Nordeste e Centro-Oeste, regiões com menor proporção de vagas de graduação e médicos por habitantes. 

A medida faz parte da estratégia do Programa Mais Médicos para ampliar a oferta do curso superior nas regiões que mais precisam.“A criação de cursos de Medicina é uma das medidas mais estruturantes do Mais Médicos, pois permite chegarmos a meta de 600 mil médicos em todo o país até 2026. Mas sabemos da importância de expandir as vagas invertendo a lógica que existia antes. Agora, vamos ampliar a formação médica conforme as necessidades identificadas pelo governo federal”, destacou o ministro da Saúde, Arthur Chioro. “Os municípios são chamados a aderir e a se comprometer com as condições para abrir os novos cursos. Este edital permite ampliar a formação médica com a qualidade adequada para a população”, afirmou.

Segundo o ministro da Educação, Luiz Cláudio Costa, “o novo edital dá seguimento à política de expansão de vagas de graduação por meio do Mais Médicos, corrigindo assimetrias regionais no que se refere a proporção de médicos por habitantes e selecionando cidades com condições de atender os critérios de qualidade.”

O edital foi publicado no Diário Oficial da União desta quinta-feira (2). As prefeituras interessadas deverão confirmar participação entre os dias 13 e 24 de abril, por meio da página do Ministério da Educação (http://simec.mec.gov.br). Esta é a segunda seleção de municípios para abertura de cursos de Medicina desde o lançamento do Mais Médicos. Na primeira, realizada em 2014, 39 cidades de 11 estados tiveram cursos autorizados, com previsão de 2,4 mil novas vagas.

Com o objetivo de focar em municípios com maior escassez de médicos, o Governo Federal definiu algumas regras inovadoras em compararão com a seleção anterior. Nesta chamada, só foram pré-selecionadas cidades que se localizam em estados com relação de vagas em curso de medicina por 10 mil habitantes inferior a 1,34 e com índice de médicos a cada mil habitantes menor que 2,7. Também é necessário que o município esteja a pelo menos 75 quilômetros de qualquer curso de medicina existente.

Além desses requisitos, foram utilizados também outros critérios objetivos para a pré-seleção: não ser capital de estado; não ter curso de medicina; ter mais de 50 mil habitantes; e estar localizado em região com estrutura de saúde e de equipamentos públicos, cenários de atenção na rede e programas de saúde adequados para comportar a oferta de graduação em medicina.

PRÓXIMAS ETAPAS – Após a adesão dos municípios interessados, serão realizadas visitas técnicas in loco, entre 11 de maio a 26 de junho. A finalidade é verificar se a estrutura da rede de saúde local atende o mínimo necessário para comportar as atividades práticas do curso de medicina.

Para ser selecionado, o município precisa ter número de leitos do SUS por aluno igual ou maior a cinco; número de alunos por equipes de atenção básica menor ou igual a três; leitos de urgência e emergência ou pronto socorro; adesão ao PMAQ, programa de reestruturação de unidades básicas de saúde; centros de atenção psicossocial; hospital de ensino ou unidade hospitalar com mais de 80 leitos; e existência de, pelo menos, três programas de residência médica nas especialidades prioritárias (como Medicina Geral de Família e Comunidade), que podem ser abertos no primeiro ano de funcionamento do curso.

As cidades escolhidas farão parte do edital de seleção de instituições. Os municípios que não obtiverem conceito satisfatório na verificação presencial podem ser excluídos do processo ou ficar em lista de espera até solucionar as pendências. O resultado final, após as visitas e avaliações, será divulgado em 31 de julho.

AÇÕES ANTERIORES – Medidas de expansão da graduação em Medicina já vinham sendo implementadas desde 2013, quando foram pré-selecionadas os primeiros municípios aptos a receberem curso de medicina. Em 2014, 39 deles foram avaliados positivamente nas visitas in loco e selecionados em caráter definitivo. Após a seleção das cidades, foi aberto edital de concorrência para as instituições de ensino interessadas em abrir os cursos. A previsão é que a lista de instituições selecionadas seja divulgada em 24 de junho.

O Governo Federal também vem expandindo as vagas de Medicina em cursos já existentes. Já foram autorizadas 4.680 novas vagas de graduação no país, sendo 1.343 em universidades públicas e 3.337 vagas em instituições privadas. A meta é chegar à oferta de atingir 11,5 mil até 2017. Em relação à residência médica, está prevista a criação de 12,4 mil vagas para formação de especialistas até 2018, com o foco nas áreas prioritárias para o SUS.

Em conjunto com a expansão da formação, o Programa Mais Médicos também trouxe profissionais para atender a demanda imediata apontada pelas prefeituras. Em 2015, com a ocupação das 4.146 vagas apontadas pelos municípios no novo edital, o Governo Federal garantirá a permanência de 18.247 médicos nas unidades básicas de saúde de todo o país, levando assistência para aproximadamente 63 milhões de pessoas. Serão 4.058 municípios beneficiados, 72,8% de todas as cidades do Brasil, além dos 34 distritos indígenas.

Diário de Pernambuco

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