terça-feira, 10 de março de 2015

Paulo Câmara volta ao Araripe. Vem ver e ouvir de perto o que deve fazer para aproximar o Sertão do Cais.


Jovem governador estará em Araripina na próxima sexta-feira, dia 13 de março, para ouvir a população regional no Programa "Todos por Pernambuco".

O governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), que ganhou a eleição em todas as regiões do Estado, exceto o Araripe, começa seu governo participativo exatamente como começou sua campanha. O socialista mergulhou em nossa região ainda acompanhado de Eduardo Campos na largada de sua campanha ainda desacreditada pela maioria, e  várias vezes voltou, inclusive já órfão do seu 'criador político', e também mito, para diminuir a dianteira nas urnas que o Bolsa Família conferia a seu principal adversário, o agora ministro de Dilma, Armando Monteiro (PTB).
Paulo Câmara volta ao Araripe, mais exatamente a Araripina, antes de concluir três meses de seu mandato. O palco será a Escola Técnica Estadual construída por Eduardo Campos, onde memorável discurso do saudoso governador marcou o ato inaugural. A data é 13 de março, sexta-feira. Vem ouvir os setores produtivos, sociais e políticos da região conhecida nacionalmente como Polo Gesseiro, através do Programa "Todos por Pernambuco', uma espécie de programa participativo que derivou do "Governo nos Municípios" implantado por Jarbas Vasconcelos (PMDB).

Paulo Câmara não venceu a eleição no Araripe. Na verdade, ele não perdeu para seu adversário, e sim para um programa chamado Bolsa Família. Este, por sua vez, teve mais força eleitoral que as estradas asfaltadas pelo governo Eduardo Campos, e também suplantou as escolas integrais e técnicas criadas pelo neto de Arraes. Ou seja: O Araripe foi imediatista desta vez e acionou  mais a barriga que o cérebro para decidir o futuro nas urnas.
Como político moderno, Paulo Câmara não guardou mágoa nem culpou aliados pela derrota. As pesquisas indicavam as razões. Ele agora vem atrás de mudar a realidade local, primeiro ouvindo, e depois operando, para tentar inverter a lógica e o mapa do desenvolvimento estadual. Câmara inicia ouvindo justamente por onde perdeu. É indicativo de que vai começar suas obras de impacto justamente por aqui, visando diminuir as desigualdades regionais, e desta forma, aproximar o Sertão do Cais, como pregava Miguel Arraes.

O QUE O GOVERNADOR VAI VER E OUVIR

Setor Gesseiro, ameaçado pela falta de uma matriz energética eficiente e viável econômica e ambientalmente, e também pelas importações subtarifadas.

No âmbito regional, uma pauta é comum - a do Gesso. Paulo Câmara vai ouvir mais uma vez que precisamos de uma matriz energética confiável, tecnicamente possível e economicamente viável. Só o gás natural une as três variáveis. Lenha da caatinga nem mais existe e Eucalipto é agressão imperdoável e ilegal, por se tratar de região integrante da APA FLONA - Floresta Nacional do Araripe, onde é impedido o cultivo de monoculturas, sobretudo aquelas que não são de sobrevivência. Também ouvirá que o governo federal está estrangulando o setor gesseiro, facilitando a entrada de gesso com baixas alíquotas de importação. Ferrovia e estradas serão outras 'ladainhas' dos empresários.

SAÚDE

O Hospital Santa Maria e a constante retirada de pacientes para o Hospital Regional de Ouricuri, ou mesmo hospitais do Ceará.

Ouvirá também o governador que Araripina ainda não dispõe de Hospital Público, e que o Hospital Santa Maria, beneficente, precisa receber do Estado condições para operar a plena carga, inclusive com plantões médicos prestados por profissionais filhos da terra. Ficará sabendo, portanto, que muitos araripinenses vão nascer em Ouricuri, onde também fazem 'curativo no dedão do pé', ocupando ambulâncias e profissionais do setor, por falta de plantonistas no local. Esta reclamação também será feita pelos agentes públicos e representantes da sociedade civil de outros municípios da região.

INFRAESTRUTURA
Estradas ligando Ipubi a seus distritos e ligando BR 316 a Lagoa do Barro; PE 585 a Salitre, entre outras serão novamente cobradas. Ampliação do Aeroporto de Araripina e implantação de voos comerciais; ampliação da oferta d'água e equilíbrio na distribuição do líquido trazido pela Adutora do Oeste; perfuração de poços profundos e construção de sistemas simplificados de abastecimento; etc.

EDUCAÇÃO/ENSINO SUPERIOR



Mais escolas de referência, Escolas Integrais e campus da UPE, sobretudo para atender nas áreas de engenharia, saúde, tecnologia da informação, administração e veterinária. Aqui o governador Paulo Câmara ouvirá da comunidade tudo aquilo que Eduardo Campos ensinou em 'aula inaugural' em forma de discurso, proferida na inauguração da ETE Pedro Muniz Falcão, no início do ano passado. Ele ensinou que o Brasil só vai mudar quando o filho do pobre estudar o dia inteiro na mesma escola do filho do rico. E apontou o monumento que inaugurava e vistoriava como única forma de alcançar esse sonho.


INDÚSTRIAS E ATACADISTAS
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No estado vizinho do Cerá, um 'ladrão' de consumidores e impostos locais. Fechá-lo não podemos. Que atraiamos um deles ou seu principal concorrente. Esta á uma política de desenvolvimento sustentável, com geração de empregos e atração de consumidores para nosso centro comercial. 

A região não terá mais como avançar muito além do que ora vemos no campo econômico caso não haja uma política estadual de incentivos para atrais indústrias e atacadistas para seus municípios estratégicos. Basta dizer que um único cal center vai gerar mais de 3 mil empregos em Petrolina, soma que todos os municípios da região não atingirão tão cedo na geração de emprego e renda. Convém ainda salientar que apenas algumas lojas atacadistas de Juazeiro do Norte provocam verdadeira evasão de divisas, ao subtrair de Araripina e demais municípios araripeanos elevadas quantias em produtos adquiridos no Atacadão e Açaí, por exemplo, no estado vizinho. Neste caso, a perda é para todo o Estado e não apenas para Araripina.

Funcionar a Fábrica de Fécula implantada em Morais já parece um pesadelo. mas ela precisa começar a justificar sua imponência e gastos. Empresas fechadas como a ICOASA, com enormes galpões, poderiam ser vistas para utilização em outras atividades, sobretudo como centro de armazenamento e distribuição. A Icoasa, quem sabe, poderia voltar a 'moer'. Não mamona, que não existe, mas soja e milho, abundantes no Estado do Piauí. A ferrovia será um facilitador. Mas os trimiões já poderiam ser acionados para isto. É por aí que o trem entra nos trilhos pelas bandas do Oeste.

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