terça-feira, 31 de março de 2015

2016: Menos candidatos a vereador com o fim das coliçações


A reforma política avança no Congresso. Já passou com folga no senado em primeiro e segundo turnos uma PEC que acaba com as coligações partidárias. Veja o texto breve e preciso na imagem acima.
A nova Lei seguirá ritmo acelerado na Câmara dos Deputados. Ela interessa a todos os partidos que se enquadram de médio para cima. Até mesmo ao PT, que perdeu identidade com a invasão de filiados sem matriz ideológica. Interessa também ao PMDB que patrocina a aprovação, PSB, PSD, PTB, PPS, DEM e por aí vai.
O texto é curto e claro. Implica no fim das coligações para disputas proporcionais, só sendo possível as coligações para pleitos majoritários.
Isto quer dizer que, aprovando-se até outubro, ou um anos antes das eleições, valerá para 2016. Eduardo Cunha, o presidente da câmara, que neste particular conta com o apoio da base de Dilma, promete usar a força de um trator para entregar aprovado até junho.

As consequências práticas são muitas, especialmente na diminuição do tamanho dos palanques. Aprovada como está, e até outubro, todos os municípios brasileiros passarão a se deparar com candidatos mais qualificados. As coligações deixarão de existir e os partidos com líderes fortes serão obrigados a lançar apenas os filiados, não podendo recorrer ao agrupamento de pessoas que não se entendem, apenas se juntam para atingir o quociente eleitoral. Ou seja, deixarão de existir dezenas de chefes de partido e  passarão a existir estruturas mais sólidas e fáceis de serem entendidas pela sociedade.
A proposta aprovada não fala no fim do quociente eleitoral nem no voto majoritário, mecanismo segundo o qual se elegem apenas os mais votados. Mas indica que o candidato deve procurar uma sigla com inserção social e capacidade de aglutinar e levar uma campanha até o fim com estrutura mínima para vencer  e propostas bem definidas.

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