quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Raimundo Pimentel já está em campanha e não aceita 'vestir pijama', seja em 2016, seja em 2018.

Raimundo Pimentel não aceita vestir pijama de aposentado tão 'novo' e está em campanha desde já, nem que para isto ofusque o início de mandato da esposa. Eles se entendem.

O médico e ex-deputado Raimundo Pimentel está em plena campanha pela prefeitura de Araripina. De modo algum aceita vestir pijama. Este projeto de aposentadoria só passa na cabeça de alguns auxiliares ou seguidores da deputada Socorro Pimentel, sobretudo dos que são de Araripina. Os demais auxiliares da médica, sejam do Araripe ou de Recife, preferem vê-la exercendo longamente seu mandato de deputada, se possível renovando muitas vezes. É obvio o motivo.
Discórdia não é exclusividade do Oriente Médio, onde teocracias malucas e sangrentas alimentam ódios. Discórdia é natural em qualquer democracia e em qualquer ambiente político. É assim no campo da oposição em Araripina como um todo. É assim na situação e é, e com intensidade, no âmbito do casal político Pimentel/Falcão. Basta ouvir os aliados mais próximos de Dra. Socorro. Nenhum nega a intenção de vestir pijama em Raimundo Pimentel em 2016, sob alegação de que ele voltará em 2018 para reconquistar a cadeira na Assembleia Legislativa ora ocupara pela esposa. Acham que ele é mais forte na disputa local, enquanto atribuem maior peso político ao marido em Ouricuri, dando a entender que ele deveria disputar por lá.
Ninguém pergunta, contudo, qual a decisão de prefeitos e líderes políticos de oposição abandonados pelo seu (sua) representante no calor de uma campanha municipal. É claro que todos buscarão abrigo nos braços de algum deputado ligado ao governador Paulo Câmara, deixando sem espaço algum uma pretensão futura  do casal. Basta ver o que aconteceu  ao ex-prefeito e ex-deputado Bringel, quando largou mandato pelo meio e veio disputar a prefeitura de Araripina, deixando claro seu objetivo maior na política.
Provas de que Raimundo Pimentel está em campanha antecipada não faltam. Ele vai ao rádio com a frequência de um cronista político e disse textualmente que faria a interlocução da esposa na região. Até mesmo a Brasília se dirigiu recentemente, para encontro com Armando Monteiro, sem ter preocupação nenhuma no fato de ofuscar o mandato da esposa recém empossada. Também disse em recente entrevista que o 'futuro nos aguarda'.


SITUAÇÕES SE INVERTEM SE MANDATO DE PREFEITOS FOREM PRORROGADOS ATÉ 2018
A situação dos sonhos de Socorro Pimentel é (ou seria) que o mandato dos atuais prefeitos seja aumentado em dois anos, como se desenha na reforma política. Neste caso, a atual deputada faria uma manobra sem riscos para disputar a prefeitura de Araripina, devolvendo as bases ao esposo, talvez intactas ainda. Neste caso, Raimundo Pimentel abdicaria de vez do sonho de se tornar prefeito da capital do gesso e partiria, talvez em partido menor, para reconquistar o mandato de deputado estadual.
Talvez não seja este o seu projeto. Talvez seja sua preferência disputar a prefeitura de Araripina para, até em caso de derrota, se afirmar de vez como líder da oposição e guardar, bem guardado, o cacife que construiu para disputar um mandato de deputado federal, num partido nanico, conservando a esposa na Assembleia Legislativa de Pernambuco.

CONTEXTO NO CAMPO DA SITUAÇÃO
Caso Alexandre Arraes tenha seu mandato prolongado para 2018, dois sonhos se realizam para o mesmo: o da reeleição (ele ganharia dois anos e somaria a isto o seus seis meses anteriores - sem brigar pelo segundo mandato) e já emendaria direto na eleição de deputado federal, com mais lastro político e também com mais obras para mostrar em Araripina, e também capital acumulado (seis anos de salário de prefeito  na poupança**). Além disto, deixaria sem dúvida um aliado político na prefeitura com o seu afastamento para a disputa, contando assim com a força da máquina à sua disposição. Também diluiria todos os custos de uma campanha federal com os candidatos a vereador, prefeitos, deputado estadual, senador, governador e presidente - Pois a eleição casada tem esse benefício coletivo.

AS DÚVIDAS
A reforma política ainda não foi votada. Apenas sinalizações sobre o fim da releição, alongamento dos mandatos dos atuais prefeitos, coincidência das eleições em 2018, fim das coligações  - são os pontos convergentes entre os parlamentares das maiores bancadas.
Isto implica dizer que não se sabe ao certo se os vices-prefeitos atuais, assumindo a titularidade por vacância do cargo de prefeito em função de afastamento provisório para disputa de outro cargo eletivo, o impede de disputar reeleição. Em pratos limpos: Se, havendo prorrogação de mandatos para 2018 e o fim da reeleição, se o vice-prefeito Valmir Filho e qualquer um outro vice poderá assumir a cadeira de prefeito temporariamente e mesmo assim ser candidato ao cargo que momentaneamente ocupa. Não foi isto o que ocorreu em 1982, em caso semelhante, quando Marco Maciel afastou-se do cargo de governador para disputar o senado e seu vice, Roberto Magalhães, teve que renunciar ao cargo de vice para disputar o governo, deixando o comando do estado com o araripinense José Muniz Ramos, que era presidente da Assembleia Legislativa. Este, agora, é um ponto cinzento, pois toca não só nos interesses de muitos prefeitos e vices, mas também de governadores e vices de todo o País.
Considerando a hipótese de o vice  ficar impedido de assumir a prefeitura para não se tornar inelegível, isto implica dizer que Alexandre Arraes, ao se afastar da prefeitura numa hipotética eleição de deputado federal, com um hipotético alongamento de mandato para 2018, teria que entregar a prefeitura ao presidente da Câmara de Vereadores, caso Valmir Filho seja o seu candidato ou candidato de qualquer jeito.

O QUE DISSE VALMIR FILHO
Em recente entrevista ao programa Canal Aberto, ancorado por Martinho Filho, o médico e vice-prefeito de Ararpina, Valmir Filho (PR), respondeu que é 'candidato a trabalhar ainda mais pela terra em que nasceu', acrescentando que trabalha pela construção solidária de uma candidatura e não uma  imposição.  Em seguida elogiou todos os prefeitos que trabalharam pelo município, esquecendo-se apenas de dois - talvez não intencionalmente. Disse ainda que foi o primeiro a declarar apoio ao prefeito Alexandre Arraes e a Roberta Arraes. No rádio o discurso de Valmir Filho é diplomático sobre a construção de sua candidatura majoritária. No pé do ouvido, seus defensores contam outra história, afirmando que o mesmo não vai esperar por outra oportunidade que não deverá acontecer, até por cansaço.
Em suma: Se a eleição for em 2016, teremos uma disputa envolvendo os nomes de Valmir Filho, Raimundo Pimentel, Dr. Aluísio, que deve receber apoio de Lula Sampaio,  Neste caso, não haveria disputa estadual nem federal, apenas de prefeito e vereador.
Falta a palavra do prefeito Alexandre Arraes. Ele ainda não disse quem apoiará. Caso opte por um outro nome, aí a disputa passa a contar com quatro candidatos, provavelmente. Isto tem poucas chances de acontecer, até porque o prefeito participou ao vivo da entrevista dada ontem pelo seu vice na Rádio Arari FM. As chances ficam ainda mais reduzidas em 2018, quando a unidade do grupo de situação precisa ser trabalhada com maior cuidado ainda. Mas, tudo é possível em política, motivo pelo que fica claro que tudo aqui se trata de lidar com conjecturas.

O QUE DIZ DR. ALUÍSIO COELHO
Nas reuniões por onde anda discutindo temas comunitários e fazendo trabalho voluntário de médico, o piauiense não assume feições políticas. Contudo, nas 'reuniões' do senadinho, onde as perguntas são feitas a queima-roupa sem direito a fugas, o novato assume que não abre da disputa em nenhuma hipótese, acrescentando que se for da vontade de Deus será eleito prefeito de Araripina. Ele é também evangélico.

CENÁRIOS TROCADOS
TODOS MÉDICOS
Contrariando político que no passado exclamou 'chega de doutor' e se deu bem, a próxima disputa em Araripina deve ser travada por três médicos. E isso é bom.

Já num hipotético 2018, com eleições gerais casadas, teríamos mudanças significativas no cenário.
A disputa deveria se dar entre Valmir Filho, Socorro Pimentel e Dr. Aluísio para prefeito, com possibilidade de Lula Sampaio lançar a filha Camila ou Evilásio Matheus, ou ainda apoiar Aluísio Coelho. Na disputa por vagas de deputado, teríamos o retorno de Raimundo Pimentel enfrentando Roberta Arraes (ou outro nome, caso Alexandre Arraes decida ampliar seu palanque e ganhar mais musculatura na briga pela câmara federal).
A disputa para deputado federal teria como nome certo o de Alexandre Arraes. Caso o voto distrital seja aprovado na reforma política, passando a ser majoritária a disputa pelo parlamento, provavelmente outro nome forte entraria na briga pela única vaga no Araripe, ou por duas num distrito maior que iria até o Sertão Central.

Alexandre Arraes é nome certo para a disputa de deputado federal em 2018, passando a ocupar o espaço que Eduardo Campos planejava, provavelmente empurrando os Coelho para mais longe do Araripe ou para a beira do rio.

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