quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

ARARIPINA: AGENDA DO CENTENÁRIO. CABE PERGUNTAR PARA ONDE VAMOS.


Em 11 de setembro de 1928 Araripina livrou-se do jugo de Ouricuri. A partir dali, passou a ser comandada pelos seus próprios moradores. Na mesma ocasião, Barra de São Pedro teve o mesmo privilégio. Araripina se reuniu e pensou grande, construiu elegante matriz, ruas largas, gigante avenida partido da igreja. Sonhou alto, alcançou. Nada com usura, tudo com determinação e ternura. Prova disso é que Francisco da Rosa Muniz, o patrono da emancipação, sequer quis ser nomeado prefeito, preferindo ajudar a construir a nova cidade, doando de seus pertences para edificar o que é coletivo. Até pouco tempo as pessoas doavam. Assim, famílias abnegadas doaram terrenos para construção de órgãos vitais para o desenvolvimento, a exemplo da Justiça do Trabalho, da Escola Luzanira Ramos e Fórum de Justiça. Se os doadores seguiram a bíblia, dando com uma mão sem que a outra veja, não me compete aqui fazer revelações desnecessárias. O fato é que nesse ambiente de doação e união, Araripina cresceu, ultrapassou a cidade mãe, deixou par atrás até mesmo Pesqueira, a cidade sede da então diocese que nos enviou o primeiro Padre, Luis Kerle. Ultrapassou Salgueiro, outra cidade centenária e tantas outras que se emanciparam bem antes. Plantou, implantou, produziu, colheu, multiplicou. Criou tanto que atraiu a usura, a cobiça, a inveja, a intriga. Agora, correndo sérios riscos de se tornar instável, precisa se prevenir, se rediscutir, se organizar e fechar pactos de proteção, crescimentos, evolução e paz duradoura.
Barra de São Pedro fez diferente. Aquele lugar, que também se emancipou e cortou laços com Ouricuri, preferiu brigar pelo que ainda não existia, amplificar o volume das vozes discordantes e terminou perdendo o foco e a até a independência que conquistou. De lugar mais próspero que Araripina, então São Gonçalo, voltou à condição de distrito de Ouricuri. E assim, isolada, ainda permanece.
Em 2028 Araripina completará 100 anos. Imitando Barra de São Pedro do passado, a capital do gesso de hoje vive inundada de ambições. Alguns políticos e empreendedores se desdobram para realizar e produzir. Outros, poderiam fazer o mesmo. 

UMA AGENDA PARA O CENTENÁRIO, URGENTE!
Precisamos substituir a agenda do agouro pela AGENDA PROPOSITIVA DO CENTENÁRIO. É urgente. Nós, enquanto sociedade, precisamos fundar a Associação do Centenário e dos Amigos da Verdade. Uma associação sem fins lucrativos capaz de discutir o futuro de Araripina, estabelecer metas, criar grupos de trabalho e de acompanhamento de ações. Nós, enquanto araripinenses, precisamos conhecer de perto o nosso Plano Diretor, precisamos implantá-lo, rediscuti-lo, regulamentá-lo com as leis e decretos que se perderam nesse espinhoso caminho da discórdia. Precisamos juntar os araripinenses do bem de um lado só e os do mau gosto e do agouro do outro lado. É preciso deixar isso muito claro.
Na Agenda do Centenário cabe debate e diálogo, jamais ataque e monólogo dos desatinados.
Precisamos com urgência definir Planos Urbanísticos para a sede do município e para cada sede de distrito e povoado. Precisamos de um Plano Urbanístico específico para a margem da BR 316 e outro para  a  Perimetral. Igualmente precisamos definir quantas faculdades e de que vocação estaremos oferecendo aos nossos jovens em 2028. Quantos leitos hospitalares e quantos médicos; quantas salas de aula e quantos professores capacitados; quantas praças e parques, quantos árvores por habitante; quantas bibliotecas e salas de estudo com internet liberada; quantas indústrias e quantos centros de distribuição; quantas cisternas na zona rural e quantos poços jorrando água; quantos campinhos  para a criançada jogar em segurança; quantos abrigos para os idosos de hoje e para nós que hoje lutamos e até para os que brigam pelo poder - pois todos têm direito a digno repouso.
Enfim, precisamos discutir onde estamos e para onde vamos. O que temos e o que pretendemos ter. O que somos e o que pretendemos ser. A Agenda do Centenário é para ontem. A criança que hoje anda no colo da mãe não quer saber de brigas nem de intrigas, ela quer futuro.

COBRANÇAS PRECISAMOS FAZER
A última eleição de governador foi disputada por dois candidatos. Um foi vencedor e se chama Paulo Câmara. É novato na política e não venceu em Araripina. Contudo, precisa pagar caro pelos votos que tirou em nossa cidade, pois aqueles que lhe foram dados são e sempre serão orientados pela visão ampla do desenvolvimento. Estes eleitores não se curvam a nenhum tipo de programa assistencialista muito menos tiram proveito da ignorância alheia. Ao contrário, pagam preço elevado por defender o que é melhor para o município, para Pernambuco e para o Brasil.
Portanto, cabe a Paulo Câmara solucionar gargalos que temos: Saúde, comprando serviços do Hospital Santa Maria, que chega com mais eficiência do que um hospital público que demora a chegar; Segurança, com um Comando de Polícia de Fronteira, se possível no Hotel Pousada do Araripe; estrada ligando a PE 585 a Salitre e BR 316 a Lagoa do Barro; Universidade Pública (UPE); escola pública de ensino médio para acolher alunos aplicados visando ocupar as vagas oferecidas nas universidades; solução para a falta d'água no campo e na cidade, entre outros.

O candidato derrotado, Armando Monteiro Neto, é velho na política e grande devedor de Araripina. Aqui ele foi votado desde que criou  dentes na política. Não apenas foi o mais votado na cidade agora, como foi para senador e muitas vezes bem votado para deputado federal. Até agora nada fez para pagar os votos que tirou. Portanto, deste cidadão honrado que hoje é Ministro do Desenvolvimento, devemos cobrar a lista abaixo:
1) Sede própria para o SEBRAE (lembrar do 'Palácio' prometido no passado)
2) Implantação com sede própria do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial); SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural); SENAT (Serviço Nacional de Aprendizagem em Transportes); SEST (Serviço Social de Transportes)
3) Implantação de Gasoduto para atender a demanda do gesso e implantação de novo pólo industrial, de preferência atendendo ao Cariri cearense, Sertão do Araripe e Sertão Central;
4) Instituto Federal de Ensino


ESTA É UMA 'REPORTAGEM' EM CONSTRUÇÃO. AS CONTRIBUIÇÕES OFERECIDAS E VÁLIDAS SERÃO INCORPORADAS. AQUI O DEBATE SE ESTENDERÁ. 

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