quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Setor Gesseiro corre risco de ser mero minerador caso chegue a Trasnordestina desacompanhada de gasoduto.


Jornais da capital já relatam o que aqui se sabe há muito tempo: O setor gesseiro corre o risco de falência, fechando-se as indústrias e ficando apenas as mineradoras.  Isto por
de ocorrer com a inauguração de trechos da Transnordestina, caso ela realmente chegue desacompanhada de um gasoduto que sirva de matriz energética para as calcinadoras. Contudo, não se ouve falar, pelo menos publicamente, de uma agenda propositiva que aborde o assunto.

É constrangedor o comportamento dos deputados e senadores apoiados pelo setor. Tanto poder junto ao governo do PT para nada acontecer, se considerarmos que a transnordestina visa bem mais cereais do Piaui e Maranhão e o minério de ferro presente no Piauí, na fronteira com Araripina.
Há, sem desonra, que se questionar: Onde estão e o que fazem os políticos sempre apoiados ou preferidos pelo setor gesseiro? Onde andam Armando Monteiro, Jorge Corte Real e Humberto Costa, os figurões mais fortes junto à presidente Dilma? Onde anda Raimundo Pimentel,  deputado estadual do Araripe?

A caatinga é forte, enfolha logo no terceiro dia após a primeira chuva, mas é formada apenas de gravetos retorcidos que mal servem para alimentação de poucos bodes. Usá-la para mover indústria é crime inafiançável. Inafiançável eleitoralmente deveria ser também a omissão dos políticos que se beneficiam dos votos do Araripe sem que nada tragam em troca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário