sábado, 15 de novembro de 2014

Energia Solar x Energia Eólica: Qual das duas fontes o Araripe deve preferir?

Você prefere aquela que além de energia pode gerar 5 bilhões de litros de água por ano? Ou uma que gera energia e milhões de metros cúbicos de concreto para sempre sobre a terra?
Uma que pode deixar 100% do lucro para o proprietário da terra? Ou outra que deixe para o proprietário da terra apenas um 'aluguel' do lugar?

Parque Eólico sendo implantado em Marcolândia (PI) e em outros municípios que compõem a Chapada do Araripe.

A Alemanha apresenta irradiação 5 vezes menor do que a irradiação do Sertão Nordestino. Mesmo assim, os germânicos são campeões em produção de energia solar. Enquanto que no Sertão nordestino a irradiação chega 6.700 Kwh/m2, na Alemanha fica entre 900-1300 kwh/m2. A opção deles por ampliar a produção de energia solar deve ser por que só entendem de aplicar 7x0 na seleção brasileira de futebol.



A briga das energias limpas se concentra em energia solar e energia eólica. Essa é a discussão hoje em dia. Não optar por nenhuma delas é burrice ou má fé. Ou as duas coisas juntas, em se tratando de Brasil. Resta saber o que representa optar pela energia dos ventos no Sertão Nordestino e descartar a energia do sol. Uma coisa é certa: A energia do Sol, uma vez quebradas as amarras, tornará o homem livre para produzir e consumir. No caso específico do semiárido do Nordeste brasileiro, a energia solar pode vir acompanhada de muita água limpa. Em conta redonda e grande, 5 bilhões de litros de água de chuva para cada Mil hectares de área contínua ocupada com placas fotovoltaicas. É muita coisa. Informa a Organização Mundial da Saúde, que cada pessoa vive satisfatoriamente bem com 100 litros de água/dia. Anualizando a produção e o consumo, isto quer dizer que o parque de mil hectares de energia solar rende água suficiente para suprir uma cidade ou comunidade de 137 mil habitantes. Na Região Araripe, historicamente, os invernos ultrapassam a média de 500 mm/ano de chuva. Ou seja: Para cada mil hectares de placas solares, 5 bilhões de litros de água captados. Resta saber quanto o governo federal gasta e desvia com a maldita e famigerada indústria da seca, via carros-pipa. O tipo de água que serve nós conhecemos bem.
 
Parque Eólico do Araripe - Marcolândia (PI)  - Veja o pouco que representa o enorme guindaste ante a coluna de concreto que se ergue e a base de sustentação (também de concreto) que fica sob o solo. Serão 4 mil torres ao todo.

Toda a produção de energia solar poderá ser comprada pela Eletrobras diretamente ao proprietário da terra. Em vez de financiar empresários amigos e oligopólios que implantam parques de energia eólica, o governo, via BNDES, deveria financiar e qualificar proprietários rurais. Mesmo que optasse também pela eólica.
E porque o governo não faz isso? Pergunte se interessa ao PT que o povo deixe de ser miserável e passe à condição de novo milionário. Pergunte ao governo se interessa ao PT emprestar ao povo que não aceitaria pagar suborno - embora nenhum empresário pague. Pergunte ao PT se ele prefere conviver com uma sociedade esclarecida e rica ou com uma sociedade analfabeta e pobre - pois só nessa última pode implantar o seu socialismo, ou bolivarianismo. Energia Solar representaria centenas de engenheiros formados e empregados. Quem quer isso?
Também (não) pergunte ao PT se é melhor o povo vender energia solar e ter água farta para beber e produzir alimentos nobres ou se apenas receber um 'aluguel' do mega empresário pela área emprestada para produzir energia eólica. Perguntar se as toneladas de concreto que serão enterrados e erguidos sobre o solo correspondem a uma ou mais de dez paredes da Usina de Belo Monte é querer saber muito. Saber quem realizou e quem aprovou o estudo de Impacto Ambiental é motivo para prisão, se apressar a resposta. Pior ainda é perguntar quantos Bilhões de Dólares o BNDES libera para a gigantescas obras no País - E comparar o quesito custo x benefício tendo como parâmetro mil hectares de placas de energia solar devidamente adaptadas para captar água das chuvas leva qualquer um a julgamento sumário na 'Venezuela'.

Parque Eólico do Araripe - Marcolândia (PI) 

Alguns milhares de aves morrerão em choque com as turbinas. Mas defender a fauna não é papel deste blog e sim do IBAMA. A este blog compete saber dos prefeitos da região o que está previsto de geração de ICMS e ISS. Depois disto, comparar com o que poderia ser obtido com a geração de energia solar sendo comercializada diretamente pelos proprietários de terra locais; o que seria cobrado de Imposto sobre uso da terra por isto; o que deixaria de ser gasto com oferta de água potável. Resumindo: Quanto ficará para os municípios por cada torre geradora de energia eólica? Quanto poderia ficar se a opção fosse por energia solar? Quantos megawats cada município geraria de energia, sobretudo na parte baixa do Sertão (onde há pouco vento), e quantos megawats vai gerar com a opção pelas torres eólicas? Quem vende turbina eólica? Quem domina a tecnologia? Porque o PROINFA impõe 60% de nacionalização no caso da energia solar? Quem ganha com um e quem perde com outro?
Este é um debate que ninguém se atreveu a travar. O editor do Blog prefere mudar de opinião. Mas os fatos não indicam isso.

RETORNO DA SOLAR
Um estudo do potencial fotovoltaico no Brasil mostra que se um programa de incentivo fosse sido introduzido no ano 2008, e considerando uma Taxa Interna de Retorno do Investimento (TIR) mais razoável e já considerada atrativa para investimentos no setor energético brasileiro, em torno de 7%, sob a mesma condição de acréscimo na tarifa elétrica do setor Residencial somente do 4% , já em 2015 um considerável número dos estados brasileiros atingiria a paridade tarifária. No ano de 2017, a maioria dos brasileiros já poderia instalar sistemas FV com o mesmo preço do que a energia convencional.

POTENCIAL DO BRASIL
O mapa solar do Brasil mostra a média anual do total diário de irradiação solar global incidente no território brasileiro. Pode-se observar que a média anual de irradiação global apresenta boa uniformidade, com médias anuais relativamente altas em todo país. O valor máximo de irradiação global – 6,5kWh/m2 - ocorre no norte do estado da Bahia. A menor irradiação solar global (4,25kWh/m2) ocorre no litoral norte de Santa Catarina. Os valores de irradiação solar global incidente em qualquer região do território brasileiro (4200-6700 kWh/m2) são superiores aos da maioria dos países da União Européia, como Alemanha (900- 1250 kWh/m2), França (900- 1650kWh/m2) e Espanha (1200-1850 kWh/m2), onde projetos de energia solar, alguns contando com fortes incentivos governamentais, são amplamente disseminados.

A BURRA OU DESONESTA EXIGÊNCIA DE NACIONALIZAÇÃO
No Brasil, a geração de energia elétrica por FRE vem passando por uma nova fase, porém, apesar de o país já ter dado início ao incentivo, principalmente com o PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil, a tecnologia FV conectada à rede elétrica não tem sido contemplada e incentivada pela legislação em vigor. O Proinfa contempla apenas as fontes eólica, biomassa e PCH. Por mais que a tecnologia FV fosse inserida nesse programa, ela seria praticamente inviável, uma vez que foi estipulado um percentual de 60% de nacionalização.

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