sábado, 15 de novembro de 2014

Energia Solar: O tema está de volta - Mas quem chegou foi a eólica.


Encontrei 'perdida' entre as sugestões de pauta que guardo, a defesa da implantação de um Parque Eólico do Araripe, a fim de torná-lo independente do ponto de vista energético e, também, visando gerar impostos e empregos qualificados. Por sugestão do proponente, o programa seria chamado de "Araripe Solar Sustentável". A ideia é defender a alternativa da energia solar para a região, como sustentável, por algumas justificativas, a saber: 1)  Energia solar ocupa entre 100 e 400 vezes menos área que a lenha ou biocombustíveis. 2) A melhor área para a energia solar é a pior para a agricultura, o que permite colocá-la na parte baixa, onde estiver mais degradada. 3) A energia solar não precisa de áreas contínuas, podendo ser colocada distribuída próxima aos locais de consumo. 4) A região tem potencial para gerar toda a sua energia e ainda exportar para outras regiões, utilizando a energia; 5) A fabricação de coletores solares térmicos, em especial, pode ser realizada na região, gerando emprego e renda. 6) A operação e manutenção dos equipamentos gera mais empregos que a monocultura energética das chamadas florestas energéticas e biocombustíveis. 7) A energia solar não é renovável, é sustentável sempre, e mais abundante que qualquer outra fonte, além de permitir a independência energética da Região. 8) A energia solar não emite qualquer poluente durante sua utilização, além de poder reciclar totalmente os materiais utilizados na construção dos coletores, ao final do uso. 9) Se fizermos isto de forma organizada, poderemos ter a tecnologia adequada as nossas necessidades, sem depender de tecnologia importada (a tecnologia solar é simples, apenas precisa prática para usá-la adequadamente). A grande vantagem de lançarmos esta companha é que sairmos da incomoda posição de termos que convencer os órgãos governamentais, privados e a população de que o eucalipto é ruim. Eles é que terão dificuldade de demonstrar que o eucalipto é melhor que a energia solar. Está aberto o debate mais uma vez.

Postado originalmente em outubro de 2012.
Não por acaso está aí outra vez.
Não por acaso ainda não se disse como usar energia solar para calcinar gesso;
Não por acaso nenhum metro de gasoduto foi construído para suprir a demanda do Pólo Gesseiro no Araripe;
Não por acaso os deputados federais votados na região, apoiados pelo setor, voltaram para debater a crise no setor;
Não por acaso o gesso que vem de fora está chegando mais barato que o gesso do Araripe na região Sudeste do Brasil.
Não por acaso falta debate sério e diálogo maduro.
Não por acaso ninguém informa se a implantação de um Parque Eólico inviabiliza a implantação de outro parque Solar no Araripe pernambucano.
Não por acaso ninguém informa se um Parque de Energia Solar no Araripe gera mais empregos, mais energia e mais impostos para a região e o Estado.
Não por acaso as obras do Parque Eólico avançam nos municípios do vizinho Piauí e aqui não.
Quais as explicações? Quais os motivos?
Envolve eficiência energética? Envolve custos mais ou menos elevados em relação a um possível Parque Solar? Envolve interesses de fornecedores e transferência (ou não) de tecnologia?

Um parque Eólico vai gerar quantos megawats de energia e a que custo?
Um parque Solar geraria quantos megawats e a que custo?
Quantos empregos qualificados gera um e quantos gera o outro?
Quem sai lucrando e quem sai perdendo?

Perceba que o tema entrou em pauta para se contrapor ao eucalipto, pois alguém, desavisadamente ou de má fé, colocou em debate a implantação de uma floresta de eucalipto na região. O que  estava em curso, na verdade, era a implantação do Parque Eólico. De tão gigantesco, a questão foi abordada de forma indireta. Outras perguntas e outras respostas estão por serem feitas e serem dadas. Muitas.
E uma pergunta de fundo: O sertanejo do Araripe é rico e não sabe? Precisa de bolsa família para viver? E, sobretudo, precisa votar em corruptos na inocente ideia de que não votando perderá a tal bolsa?

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