segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Minas 'enforcou' o Brasil pela segunda vez. Mas lá, convenhamos, faltou um Lacerda para governador na chapa de Aécio.


Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte. Faltou ele no jogo como Eduardo queria.

Quando Eduardo Campos era vivo e sentava à mesa com Aécio Neves para traçar os rumos do Brasil, uma peça sempre ficava faltando ou no lugar errado. A peça atende pelo nome de Márcio Lacerda. Ele é o prefeito de Belo Horizonte, filiado ao PSB. É militante histórico de esquerda e Eduardo sabia, como Aécio sabe, que Minas tem um lado Norte que também vota e continuará votando com a mente voltada para uma sopinha quente por alguns anos ainda. É natural. Havia uma pedra no caminho: a pedra Tucana. Como poderia Aécio, um mineiro ainda não simpático a São Paulo, lançar em seu estado um candidato do bloco dilmista e não um tucano da gema? Seria enforcado vivo na Avenida Paulista. Certamente não teria conseguido a proeza de abrir quase 7 milhões de votos no mais populoso e produtivo estado d Brasil. Sangrando, nossa militância aprendeu isso. Sangrando e enterrando o maior estrategista eleitoral em plena campanha. Não esqueçamos mais isso. O que falo também explica que disputar com Eduardo no segundo turno seria mais vantajoso, visto que as regiões que votaram em Aécio também votariam em Eduardo, e que em Pernambuco, Paraíba e Alagoas a cantiga seria outra, dando à oposição os votos que faltaram. Mas isto é irrelevante depois que Eduardo nos deixou sem explicação - ainda.
Aécio deixou o projeto de Eduardo de lado (sem margem para manobrar), descartou Márcio Lacerda para a disputa do governo de Minas e escalou o tucano Pimenta da Veiga para a disputa contra Pimentel, do PT. Seria melhor ter lançado uma irmã ou a própria mãe. Venceriam. Mas faltou um Lacerda na disputa para governador. Aí os fatos se consumaram. Primeiro, Aécio não conseguiu eleger seu candidato ao governo, perdendo a disputa para os petistas em casa. Ainda no primeiro turno, também perdeu para Dilma nas montanhas tenebrosas de Minas. Veio então o segundo turno. O cheiro de poder associada à maior ganância fez o resultado: Minas já tinha um governador petista e deu preferência a eleger uma mineira também petista. Poucos fariam diferente, é verdade. Os mesmos mineiros, se contassem com um governador tucano eleito, certamente dariam chance de boa gestão a Márcio Lacerda, elegendo um aliado tucano. O fato é que Aécio não contava mais com nenhum tucano qualificado para disputar o governo do Estado. Sua aposta, junto com Eduardo, sempre foi Márcio Lacerda, do PSB, justamente para distensionar, como bem ensinou Tancredo. Sem Márcio perdemos o governo de Minas. Sem governo de Minas, perdemos o Brasil para o PT outra vez.
Contudo, jamais poderia se esperar que os paulistas entendessem tamanha desfeita. Mais do que compreensível. Pode-se dizer até mesmo que o vice poderia ter saído da Bahia ou do Ceará, o que garantiria a vitória. Mas não deu. Falharam as negociações e Eunilson Oliveira preferiu perder sem mudar o Brasil. A chapa ideal seria Aécio presidente com Tasso Jereissati de Vice, com Eunilson Oliveira governador no campo de Aécio. Ou Aécio com Paulo Souto de vice, com Gedel governador. Uma das últimas costuras, somada a Márcio Lacerda imbatível em Minas, transferindo poder e cheiro de poder federal para o segundo turno, tudo hoje seria diferente.
Mas não é hora de culpar ninguém. Nada disso - melhor cenário - esteve ao alcance de Aécio. Ele fez muito, além até do que poderia se imaginar. Fez tanto que parece um gênio entre os demais políticos. Também faltou a Aécio outro parceiro. E este parceiro se foi no início da campanha. Um estranho acidente levou Eduardo e com ele a articulação que faltava para a campanha funcionar sem sobressaltos, enquanto o combatente final apenas pediria votos. A militância fez muito. Além das expectativas. Mas algumas coisas dependem menos de vontade e mais de dinheiro. Só da Petrobras sangraram 10 bilhões.

VEJAM OS NÚMEROS DO BRASIL E DE MINAS.



Bastaria Minas votar como São Paulo, ou menos, apenas 62,76%. Aécio só precisava tirar de Dilma 1.731.000 votos. Ela terminaria a eleição totalizando 52.770.000 votos. Ele somaria 52.772.000 votos, sendo eleito presidente da República.
Valeu Minas! Um novo Tiradentes foi enforcado em montanhas mineiras. Um novo libertador foi proibido de nos libertar. Que carregue essa mancha para sempre em tua história.
Que não apareçam mineiros culpando os nordestinos. Que não apareçam paulistas fazendo o mesmo. Não queiram que alguém daqui, a quem foi negada a escola ideal e a liberdade indispensável, faça a opção de pegar um ônibus lotado às 4 da manhã para trabalhar bem distante. Não contem com isto. É querer ferir a inteligência dos mais pobres e necessitados. Resignem-se e aceitem continuar trabalhando duro enquanto a rede de outros não rompe os punhos.
Isto também vale para todos os balconistas, atendentes, médicos, domésticas, enfermeiras, vigilantes, motoristas, sapateiros, costureiras, etc, independente da região em que moram. Fiquem todos sabendo que o salário mínimo poderia ser de R$ 3.000,00 e toda empresa pagaria sem reclamar. Basta que o PT desista de roubar tanto e alivie a carga tributária em 10%. Pagaremos melhor salário, venderemos bem mais, todos serão felizes e ninguém precisará andar agarrado à saia da avó malvada e chantagista pro resto da vida. mas este foi o voto vencido.
Para refletirem: Os punhos das redes dos que descansam estão ainda muito resistentes. E os seus punhos de trabalhador e pagador de impostos?
Achas que têm punhos fortes o bastante para enfrentar aquela milícia que ontem parou o discurso da presidente para agredir quem revela a roubalheira? Vá pensando! A chance encerrou-se ontem. Agora aguente. Tudo por tua culpa, Minas Gerais.
Para quem não sabe, até 89% dos votos apurados o presidente eleito era Aécio Neves. O TSE só liberou (geral) quando o PT virou.

YES, NÓS TEMOS JARBAS!

Você lembra dessa imagem que postei nas redes sociais? Você lembra da minha luta solitária aqui em Araripina para fazer a minha parte?
Saiba agora - depois da depressão nacional potencializada, da pressão sobre os órgãos de imprensa, inclusive blogs, da ação desenfreada de militantes orientados para o mal e milicianos instruídos, ou nem tanto, e de toda nuvem negra que se avizinha, que este senhor será a voz mais alta e combativa. Yes, nós temos Jarbas! Minas nos deu o rato. Pernambuco nos deu o Jarbas. Ontem ele me ligou ao meio dia. Estava esperançoso, até eufórico. Ainda não sabia que Minas nos trairia outra vez.
Agrupem-se em barricadas!
A luta só começou.
Viva o Brasil!
Viva os justos!
Viva os destemidos combatentes!
Que Deus não nos abandone agora e nunca. Que Eduardo, Arraes, Tancredo e Ulisses acendam a maior lanterna para clarear lá de cima.
Combatentes de outras praças, a minha senha não mudou. Nem eu. Tudo em lugar seguro.
Forte abraço.

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