terça-feira, 7 de outubro de 2014

Jarbas Vasconcelos obteve 449 votos em Araripina. Todos dele. Nenhum é meu que solitariamente o apoiei.


O senador Jarbas Vasconcelos obteve em Araripina 449 votos. Todos merecidos. Todos conscientes. Desse total, somente um foi dado por mim. Também não é meu. O meu voto pertence a uma entidade denominada liberdade. É guiado por outra entidade denominada consciência, que se baseia sobretudo na reflexão e também na gratidão. Jarbas não me deu nada. Eu também não o dei. Apenas retribui parte do que ele fez por minha terra.
Acabei de tomar um banho com água do Rio São Francisco e meia hora antes almocei num restaurante de nível que só existe graças a uma obra denominada Adutora do Oeste. Também a pouco tempo fui a uma serra passando pela PE 585. Meu carro não voltou sujo nem com folgas. Devo a ele também. As serras por onde passei são iluminadas e foi Jarbas quem as iluminou. Mas não estamos quites. Eu ainda devo a ele o direito de votar, pois a luta pela liberdade teve o seu braço erguido e a sua voz ecoando. Ele também não está quite comigo. Prometeu continuar lutando pelo Canal do Sertão e por soluções para o Setor Gesseiro. Minha relação com Jarbas é assim. Vou cobrar. Como cobrei através do Jornal Voz do Sertão a Estrada do Crato, a Adutora do Oeste, o Centro Tecnológico e a Agência do Trabalho. E também como cobrei uma Policlínica que ele orçou mas um 'safado' convenceu o secretário estadual de saúde a engavetar no final do mandato alegando problemas para gerir. O engraçado é que Jarbas sabe disso e me respeita, mas muita gente insiste em se apropriar das obras de Jarbas. Lembro que a Estrada do Crato apresentou um pequeno defeito no acabamento e eu fotografei, narrei em jornal e um político importante reclamou no Palácio da minha 'ousadia'. Fiquei sabendo que Jarbas mandou ver o que acontecia de errado e ordenou o reparo e mudanças no comando de quem fazia o capeamento. Resultado: Ainda hoje o asfalto é de primeira. Jarbas não deixou de ser amigo ou 'se intrigou' porque fiz o relato publicamente. Resolveu e agradeceu a quem serviu de olhos com os dele não alcançando para ver detalhes.
Estou dizendo isto para reafirmar a todos que não consigo ser militante e aliado sem que respeitem o meu direito de falar o que penso e também de questionar. Da mesma forma não acredito no futuro de político que não sabe ou não aprende a ouvir. Só sei fazer política com liberdade de expressão. Só sei fazer política com coragem para tomar atitudes. Tomei a atitude de colocar uma foto de Jarbas Vasconcelos na porta do meu comércio. Sei que contrariei algumas pessoas que votavam noutros candidatos e ao mesmo tempo são meus clientes. Mas também não quero ser comerciante sem preservar o meu direito de dizer em quem voto. Não sou covarde; não sou mesquinho; não sou falso nem sou fraco. Respeito para ser respeitado. Meu lugar preferido é o Senadinho. Lá é uma lanchonete fincada em plena praça pública - sinal de democracia. Lá só existe bate-boca. Um detona o outro sem necessariamente ser falso. Os senadores da praça votam de tudo quanto é jeito e eu gosto de todos. Comecei a andar lá com o presidente e dono da lanchonete sendo adversário barulhento em todos os níveis de disputa. Sempre gostei de César exatamente pela sua bravura. Terminamos a eleição votando praticamente nos mesmos candidatos. Só uma discordância. É direito de César empurrar uma salsicha onde ele bem entender. Menos em quem vota nos ladrões do PT.
Voltando a Jarbas. Ele me ligou e pediu para agradecer a cada um que votou no 1515 ou que esteve na torcida. Eu não que não vou gastar gasolina nem crédito de celular para falar com cada um. A qualquer hora ele pode ligar para uma das rádios e fazer isso, de uma tacada só. Estou festejando e não agradecendo, por aqui mesmo. E sempre que encontro cada membro desse exército de bravos eleitores independentes aproveito para saldar-nos. Explico: Se eu agradecer, passarei a ideia de que sou herdeiro do 'espólio' eleitoral daqueles que votaram em Jarbas. Volto a repetir: Eu só tenho o meu voto e um pouquinho a mais de coragem na hora de botar a cara, por isso fui o único a botar a cara no apoio e 'pedição' de voto para o nosso ex-governador e benfeitor. Jarbas sabe disso e eu sempre faço questão de relembrar. Eu só acredito na liberdade de expressão. Eu só acredito na independência. Eu só acredito na educação como saída para tudo. Forte abraço.

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