terça-feira, 16 de setembro de 2014

Araripina: Uma cidade que cresce em ritmo chinês



Um velho ditado no Oeste americano é famoso: "Controle a água e controlará tudo", Jarbas Vasconcelos acabou com a escravidão (via controle da água) ao inaugurar a Adutora do Oeste.


Os mais antigos da cidade, e também significativa parcela das gerações nascidas entre os anos 60 e 70 costuma dividir a história de Araripina em duas: Antes e depois da administração Valmir Lacerda. Os políticos, mesmo adversários do grande gestor, também fazem alusão a estas duas etapas, embora em ‘ruidoso silêncio’ para não criar adversário onde já ‘repousa’ a história em corpo vivo e lúcido. Os prefeitos que o sucederam sofrem com essa comparação inevitável. Até mesmo sua esposa, Dionéa Lacerda, que muito investiu no social, na educação e na saúde, paga preço elevado. Outros de grandes feitos como Dr. Mimi, Bringel e Valdeir Batista, e agora Alexandre Arraes, este ainda na metade do mandato, também foram e são comparados.

Contudo, numa escala de valores e dimensões um pavimento acima, está Jarbas Vasconcelos, ex-governador de Pernambuco. Antes da sua gestão, Araripina bebia água salgada do açude de Lagoa do Barro – quando a tinha – e as moças e rapazes andavam com o cabelo duro e quebradiço, tamanha a concentração de sal e cloro. Por outro lado, a cidade era ainda muito pequena e provinciana em quase todos os sentidos, com mercado fechado, sem opções de emprego, serviço e lazer, nem concorrência.  O visual era de horror: Tambores nas portas, lata na cabeça, carros-pipa vendendo ‘lama’ e jumentos com âncora dividindo espaço com os veículos. Era nos jumentos de onde podia se esperar alguma gota de água mais doce, geralmente vinda do Cavaco ou de Serra Branca. Outra fonte podia levar à cólera, que inclusive matou algumas pessoas no município.

Povo e políticos aplaudindo na inauguração da Adutora do Oeste, no Parque 3 Vaqueiros. O povo pode voltar a aplaudir nesta eleição, quando Jarbas é candidato a deputado federal com o número 1515.

Por outro lado, o isolamento em ralação ao Ceará e a distância até a capital do estado nos transformava em vitima de quase tudo e todos.  Jarbas construiu a PE 585, estrada asfaltada que liga Araripina ao Ceará, o que deduziu de até quatro horas de viagem com poeira ou lama a apenas 90 minutos de agradável passeio por uma reta que corta a bela chapara do Araripe. Podemos, enfim, fazer uso da medicina e do setor de comércio, serviços  e lazer mais avançados do Cariri cearense. A estrada e a água da Adutora do Oeste era o que faltava para que esses mesmos setores reagissem em Araripina. Pouco demorou e explodiu a construção civil, surgiram novas lojas e novos equipamentos de saúde e lazer, restaurantes (Portal da Cidade é o melhor exemplo e seu futuro hotel também) e uma infinidade de empresas que aqui chegaram certas de que a água do Rio São Francisco e as boas estradas de acesso sustentariam um ritmo de crescimento que logo em seguida se mostrou acelerado. Araripina cresce hoje em ritmo chinês e faz valer sua posição geográfica. Fazer fronteira com o Piauí e o Ceará deixou de ser motivo de fuga de capitais e  empresas para representar oportunidades de negócio para uma cidade que soube ser pólo.  Sem deixar escapar detalhes importantes, Jarbas Vasconcelos, antes mesmo da privatização da Celpe, triplicou a capacidade da linha de transmissão que abastece a cidade com energia, pondo fim àquele velho ditado segundo o qual ‘se um cachorro mijar num poste a luz se apaga’. Era verdade, assim como o banho de cuia. Além de geladeiras e outros equipamentos que queimavam sem parar, as indústrias perdiam fornadas com as constantes quedas de energia. Isto ficou resolvido e mais empresas se instalaram em Araripina. Até a malharia da Artesa que bateu ‘asas’ por falta de água e energia, voltou com a chegada dos dois insumos.
São Gonçalo se expandiu rápido com a chegada da água

O Centro Tecnológico e a Agência do Trabalho, outras duas obras de Jarbas Vasconcelos, fazem a interface com as empresas. A primeira forma mão-de-obra ou deveria formar, sobretudo para o setor gesseiro - e em larga escala, era o planejado. A segunda entrelaça empresas e  pessoas que buscam emprego. Jarbas também deixou contratado com a Celpe a universalização da energia rural. Foi quem mais fez em tempo tão curto, transformando noites melancólicas na zona rural em agradáveis momentos de lazer e descanso até para quem é da cidade – chácaras surgiram aos montes até nas serras próximas. Tanto fez que sequer reivindica a paternidade da praça da AEDA, da sinalização parcial da cidade, da avenida que construiu em parceria com Valdeir Batista ligando o centro a Artefil pela BR 316, entre outras obras que terminam rendendo votos e dividendos políticos  para o gestor que ocupava a prefeitura naquela profícua era.
Centro Tecnológico: O mais moderno projeto arquitetônico do interior e o mais bem concebido projeto para capacitar mão-de-obra para o setor gesseiro e demais cadeias produtivas

Falta muita coisa ainda para Araripina ser tudo aquilo que sonhamos. A saúde, sobretudo este setor que muito avançou, carece de investimentos bem planejados. Temos um hospital filantrópico que sofre por não ser público nem privado, mas que ainda é a grande solução para evitar novos gastos em concreto . Estado e município precisam reagir  urgentemente para que os novos araripinenses não saiam da maternidade com um registro de nascimento da cidade de Ouricuri; ou que crianças, jovens e idosos tenham que pegar a BR 316 ou a PE 585 em busca de socorro médico por falta de plantonistas na cidade que tem o maior número de profissionais morando de forma definitiva. Jarbas planejou e orçou a Policlínica do Araripe. Iria construí-la. Forças políticas regionais se puseram contra e, agindo às escondidas, ou na Comissão Tri-partit de saúde, tangeram para o nunca uma obra que já deveria ser a solução de quase todos os problemas no setor.  Talvez as mesmas forças impediram que chegasse a Araripina o Comando Independente de Polícia para atuar na fronteira, e outras forças negligentes deixaram escapar a Receita Federal. São órgãos vitais pelos quais temos que lutar. Contudo, o mais importante deles tem nome e pai biológico: Canal do Sertão. Esta é a obra que vai irrigar as terras mais férteis do Estado. Jarbas deixou o projeto pronto, pagou para que a Codevasf realizasse os estudos. Na última passagem por Araripina, em 30 de agosto de 2014, no escritório da Sercon, do competente, criativo e empreendedor Everardo Alves, Jarbas Vasconcelos ouviu empresários do setor gesseiro e firmou compromissos com estes. Também garantiu que lutará arduamente para tirar do papel e transformar em realidade o tão esperado Canal do Sertão. Entre amigos e correligionários firmou outros compromissos para ajudar Araripina. Jarbas será forte num eventual governo de Marina Silva e também muito influente no futuro governo Paulo Câmara. Independente da elasticidade ou não da gratidão do povo de Araripina, muito ainda fará pela terra que escolheu para fazer Pernambuco acontecer fora da capital.
 

A obra de Jarbas é inquestionável. Eleitores anônimos que comandam a resistência política em Araripina não escondem os feitos do ex-governador. Contudo, colocam nos lugares mais protegidos a sua propaganda, ou a coloca em lugares bem movimentados, desde que bem vigiada e livre da insensatez  de candidatos que só aparecem para comprar votos e abandonar a cidade, ou de defensores destes que vendem os votos de eleitores passivos que sequer param um segundo para refletir sobre o lugar que mora e pretende criar seus filhos. Há várias formas de vender votos, inclusive a forma indireta que usa discurso falacioso e fácil, mas que resultam em eleição de estranhos e descomprometidos seres.

Vista aérea de parte nova da zona urbana, com imagens obtidas a partir da cobertura do Hotel do Portal da Cidade.

JARBAS VASCONCELOS fez tudo ouvindo a população. Juntou numa grande roda os políticos com voto e os eleitores sem voz. Através de um modelo de democracia direta batizada de “Governo nos Municípios’, terminou recebendo do povo a agenda para cumprir durante o seu mandato. Além de grandes obras, ficou sabendo que escolas tradicionais precisavam ser refeitas, o mesmo ocorrendo com o Pelotão de Polícia. Assim, ressurgiram modernas e bem escolas  como o CERU, o Padre Luis Gonzaga e a Colégio Manoel Bonifácio.

Talvez por ouvir o povo para decidir errando menos, Jarbas tenha sido abandonado pelos políticos tradicionais de muitos municípios do interior. Ficou sua obra e a gratidão dos que sabem ser gratos.

Fica para reflexão uma frase de Santo Agostinho: “A gratidão é a maior das virtudes, e a falta dela o maior defeito”. De que lado você está?

 REPORTAGEM EM CONSTRUÇÃO

Nenhum comentário:

Postar um comentário