sábado, 22 de fevereiro de 2014

Câmara: O candidato novo e o futuro de um Estado revolucionário


Escolha  nomes e o perfis  de jovens competentes, que fizeram tudo certinho na escola e na vida. Passe esses nomes pela  peneira e deixe apenas aqueles que obtiveram notas elevadas, os chamados destaques do Colégio.  Mude a malha para uma mais fina e deixe apenas as raridades, aqueles que além de bons alunos se tornaram bons executivos, bons gestores, homens capazes de entender de gente e ao mesmo tempo de gestão, com paciência e visão apuradas para entender planilhas de arrecadação e de gastos, equilibrando contas gigantescas.

Chegue agora à malha mais fina, ao melhor da escolha, e fique apenas com aquele que passou em todos os testes a que foi submetido durante anos de trabalho no governo mais bem avaliado do País, equilibrando-se entre técnicos também capazes, deputados perdulários, prefeitos pidões e também perdulários, políticos sérios ou nem tanto, imprensa livre e ativa, colegas audaciosos com objetivos semelhantes, auxiliares extremamente técnicos e auxiliares extremamente políticos . Eis aí o perfil a que chegou Eduardo Campos na longa jornada para escolher o nome do candidato a ser apresentado ao povo pernambucano para, se eleito, gerenciar o estado e continuar a revolução que nos últimos anos foi acelerada em nosso Estado. O nome dele é Paulo Câmara. Bacharel em ciências econômicas, Câmara, 42 anos, é o atual secretário estadual da fazenda. Fica ainda mais diminuído o risco de errar administrativamente, pois é também Auditor do Tribunal de Contas.
 Escolhido e escalado para varrer de vez algumas oligarquias atrasadas e ainda atravessadas no Estado usando para tanto apenas o modo de fazer política e a forma de agir no poder, o vencedor da prévia eleitoral no PSB prepara o discurso para transformar em informação de massa o que somente Eduardo Campos e alguns poucos já conhecem: a capacidade gerencial e o perfil conciliador de um jovem promissor que tem pela frente a missão de representar e governar Pernambuco.
 
A CHAPA
O companheiro de chapa de Paulo Câmara (PSB) é o também jovem - porém experiente politicamente e mais conhecido - o deputado federal Raul Henry (PMDB). Henry é a escolha e indicação de Jarbas Vasconcelos, outro gestor pernambucano que por sucessivas vezes foi  apontado pelas pesquisas como o melhor e mais bem avaliado governador do País. Além de deputado estadual e federal, Raul Henry foi vice-prefeito de Recife, secretário estadual de Planejamento e também de Educação. Não fosse o compromisso de Jarbas com o DEM, teria sido o candidato palaciano em lugar de Mendonça Fillho, que terminou sendo vencido pelo atual governador e presidenciável Eduardo Campos nas eleições de 2004. Anotem bem a marcha rápida da renovação política em Pernambuco. Jarbas Vasconcelos e Miguel Arraes, dois bravos combatentes contra a ditadura militar, elegeram-se prefeitos da capital e governador do Estado, para através de uma lógica convergente agora estarem indicando, diretamente no caso de Jarbas e por meio do neto no caso de Arraes, dois jovens talentosos para, sendo da vontade do povo, livrar Pernambuco de vez das oligarquias e do modo provinciano e arcaico de governar.
O candidato a senador desta chapa é o petrolinense de extensa biografia Fernando Bezerra Coelho. Lá atrás, o agora socialista rompeu com as oligarquias sertanejas enraizadas em Petrolina e engajou-se na luta pela redemocratização, aliando-se a Arraes e Jarbas. É tido como um trator nos postos públicos que ocupa, tendo sido secretário de Estado nos governos Roberto Magalhães, Arraes e Eduardo Campos e Ministro de Estado no governo Dilma.
 
PALPITEIRO FALHOU
 
Humildemente este blog reconhece que não se confirmou a escolha do 'oponente' mais forte de Paulo Câmara. Tadeu Alencar, o auxiliar que mais diretamente convivia com o governador Eduardo Campos, também muito capaz tecnicamente e com sobras habilidoso politicamente, deixou de ser escolhido porque somava algumas arestas, inclusive com o vice-governador João Lyra. Talvez por não somar tanto conhecimento técnico acerca dos programas e obras que acontecem no Estado, mas sobretudo e com certeza pelo simples fato de ter um filho galante que mantém um namoro com a filha do governador, namoro este descoberto pelo Jornal Estado de São Paulo, Tadeu perdeu a disputa interna. Como a lógica de Eduardo Campos é mudar o jeito de escolher e de gerir, ficaria muito difícil, para não dizer impossível, explicar numa campanha presidencial que Tadeu Alencar não era apenas o pai do namorado da filha do governador. Seria muito injusto e sobretudo invasivo. Ruim até para privacidade dos 'pombinhos', Tadeu, também por isso, foi preterido. Eis aí um filho  bom e exemplar mas  namorador que pode ter 'evitado' que o pai virasse governador.

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