segunda-feira, 30 de setembro de 2013

O nome do nosso candidato a deputado

Já está chegando a hora de o grupo que governa Araripina escolher o perfil do candidato a deputado estadual, para em seguida entregar ao prefeito e este, juntamente com o escolhido, percorrer a região e o estado atrás de apoios suficientes à eleição. Sim! Só se escolhe o nome depois de chegar ao perfil ideal para a atual conjuntura. Sim! Quem escolhe o perfil é o grupo. Ao prefeito cabe acatar e correr o mundo atrás de apoio e estrutura. Isto, contudo, não coresponde a dizer que o grupo vai empurrar espinha de peixe na garganta do prefeito, apresentando lista com nomes que não somam, que não têm estrutura nem histórico e sobretudo nomes que só querem entrar na disputa para se valorizar e se cacifar. O prefeito é o condutor e precisa ser respeitado na hora de apontar características indispensáveis para poder entrar de corpo e alma na campanha.

Esta é uma eleição bastante singular. É um pleito que vai pegar fogo não só no município, mas no estado e no País. É a primeira eleição, depois de muitas de deputado, que Araripina voltou a 'deitar na cama' com o governador e 'fazer a feira' no Palácio. Falo de ter prestígio, tudo no sentido figurado, e de conquistar obras, no sentido prático. Este casamento precisa continuar no pós Eduardo Campos.

O PERFIL
1) O candidato precisa gostar de fazer política, o que envolve acordar de quatro da manhã e dormir à uma da madrugada; precisa gostar de subir serra e afundar o pé na lama e em seguida na poeira;

2) O candidato precisa conhecer as lideranças regionais, líderes comunitários, estradas pouco movimentadas; precisa conhecer os problemas de cada lugar e as aspirações do povo; precisa bicar um copo de pinga ou uma cerveja quente e de má qualidade, tirando gosto com bacurim magro, com tiú, tamanduá ou tatu - sem fazer careta nem comentário jocoso, ou ameaça de chamar o IBAMA para se livrar da iguaria.

3)O candidato precisa ter potencial de 20 mil votos em Araripina e oferecer garantias de que conseguirá 30 mil votos fora da cidade, sendo mais 15 na região e pelo menos 5 mil na Região Metropolitna;

4) O candidato precisa ter muita inserção nas secretarias do estado e conhecer bem o nome de quem decide, para provar ao eleitor que o voto terá boas consequências e que não representa apenas o projeto de quem quer sair do Sertão para tomar banho em Porto de Galinhas às custas do nosso dinheiro e esforço;

5) O candidato precisa ser bem relacionado com o prefeito de Araripina e não um estorvo que só lhe apresenta problemas já conhecidos; e da mesma forma precisa ter bom relacionamento ou aceitação, seja com camaradas ou partidários no Araripe todo;

6) O candidato precisa está disposto a aceitar convite para aniversário de bêbado, de prostituta, sabendo que a festa é longe e que terá que chegar com uma lembrança e até com o prato pincipal. E também terá que aceitar convite para torneios de futebol onde o vento faz a curva e o jogador chuta para as núvens, isto em pleno domingo de repouso, e ao meio dia, certo de que depois de tudo será 'intimado' a pagar a conta da cachaçada para os atletas de plantão.

7) E, sobretudo, o candidato precisa gostar do nosso lugar, conhecer os seus problemas e ter boa noção das soluções, ter vontade de lutar por cada conquista e vibrar com elas; precisa entender de matemática para analisar custos de proijetos e planilhas; precisa entender de física para calcular a velocidade exata ou ideal das coisas; precisa entender de política para não se perder pelo caminho; precisa ser tolerante para não atropelar os críticos; e sobretudo, precisa saber ser xingado, transformando tudo em aprendizado, obras e resultados.

8) O candidato precisa ter compromisso de todo final de semana ou dias de folga na assembleia colocar o pé na estrada e vir visitar as bases e descobrir problemas novos para resolver.

8) O candidato precisa ser do partido do governdor ou muito alinhado com ele, para que as melhores lidenças que estão avulsas sejam induzidas a apoiar e trabalhar pela vitória. Pois de aventura o povo está cheio. Sim! Pois qualquer candidato apoiado pelo grupo pode passar de 15 mil votos na capital do gesso. Mas isto está longe de ser o bastante.

9) E, por último, o candidato precisa ter a estrutura mínima de campanha, que corresponde a um carro de som por distrito e vários nas sedes de cada cidade; farto material de campanha e 'combústível' para fazer a coisa andar rumo a vitória. Precisa ter grupo e rumo, e um projeto claro de dsenvolvimento para o Araripe.

PERGUNTA:
Quem é o candidato ideal? Quem é aquele que vamos escolher para sofrer por nós e ouvir nossos desaforos? Quem é que está mais preparado para fazer a política como infelizmente o nosso eleitor ainda exige e que ao mesmo tempo esteja preparado para lutar pelas conquistas que tanto reclamamos?

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