sábado, 24 de agosto de 2013

Bringel não será candidato a deputado federal nem sairá do PSDB para entrar no PSB.


Muito se especulou acerca do futuro político de Bringel. O ex-prefeito de Araripina (1997-2004) e ex-deputado, que é filiado ao PSDB, provavelmente sondado para disputa de federal, escolheu o caminho mais cômodo para percorrer em 2014. O tucano não será candidato a deputado federal pelo grupo que governa Araripina. A escolha é pessoal -  embora este blog só tenha tomado conhecimento do convite  a Bringel através de especulações da imprensa.
O editor do Meu Araripe encontrou o ex-prefeito casualmente e fez as duas perguntas capitais: "Sai mesmo candidato a deputado federal?" "Vai mesmo para o PSB?". A primeira pergunta Bringel respondeu com um sonoro 'tenho juízo", acrescentando que só recebeu de concreto uma sinalização de apoio fora da sua base, precisamente em Igarassu, no que nem acredita. À pergunta se troca o PSDB pelo PSB mereceu a seguinte resposta: "Nunca falei em sair do PSDB. De jeito nenhum".
Fiz então uma terceira pergunta: "E candidato a deputado estadual, você será?". Resposta: "Pode ser. Aí eu topo. Se eu for candidato do grupo eu topo".
Dispensável dizer que Bringel não é bobo. Sendo candidato do grupo, até quem teve apenas 500 votos para vereador topa. Mas a questão é outra. O 'grupo' enquanto GRUPO só resolverá 2014 resolvendo 2016. Bringel sabe disso e justamente por isso não aceita tirar o pé do ninho tucano para colocar no ninho socialista. Seria  'dormir' com os olhos dos outros, raciocinou ele.
Resolver 2014 significa decidir a chapa majoritária. Os pré-candidatos a prefeito, todos já conhecem. E o que não falta é candidato a vice, candidato a presidente da câmara e candidato a secretário das pastas que têm dinheiro, como educação e saúde. O que está em falta é gente besta nesse lugar. 
Pelo visto, vai ser preciso resgatar aquela velha brincadeira do 'garrafão'. Mas é preciso reconhecer que na política, diferente do 'garrafão', quem tem menos peso ou mais saúde nem sempre 'pula fora '  primeiro.
2016: "Tá valendo!"
Todos os políticos de Araripina andam muito enigmáticos.

NOMES
Quase tudo em Pernambuco está girando em torno de Eduardo Campos quando o assunto é eleição vindoura, ou eleições vindouras, já que uma amarra a outra. Cada 'bem informado' tem a sua versão. Se ouve muito que o neto de Arraes será candidato a presidente; também se ouve que será candidato a vice numa pretendida chapa encabeçada por Lula; que será candidato a senador e até que será puxador de votos numa chapa de deputado federal. Menos se ouve que Eduardo Campos cumprirá seu mandato e arriscará ser chamado para compor um ministério, o que é pouco provável.
Uma coisa que se fala muito, e que rende como arroz salgado em casa de hipertenso é o 'espólio eleitoral' de Ana Arraes, nome fictício usado pelos eduardistas para esconder a sonoridade concreta de 'força da caneta'.
Considerem as duas extremidades. Levem em conta que Eduardo será candidato a presidente e cederá muito para se compor, inclusive com Armando Monteiro na cabeça. Neste caso, ele escolherá somente uns cinco preferidos para eleger deputado federal. E elegerá. O resto terá que se virar. Alexandre Arraes indicaria alguém para ser um dos cinco merecidos? Não é impossível mas é pouco provável. Se isto chegar a acontecer, certamente a situação da prefeitura de Araripina em 2016 e uma vaga de deputado estadual em 2014 também serão resolvidas na esfera governista. Araripina tem essa importância política toda? Talvez não. Mas Alexandre Arraes pode ter, assim como José Ramos tinha junto a Marco Maciel quando se tornou governador de Pernambuco. Levem em conta aquele velho ditado: "Um raio não cai no mesmo lugar duas vezes". Agora levem em conta as estatísticas: Cai sim, e no Brasil, mais ainda.
O outro extremo é o de Eduardo Campos optar pelo caminho cômodo de sair candidato ao senado e lançar seu sucessor apoiando a reeleição de Dilma ou volta de Lula, ou mesmo sendo vice de um deles, impondo os nomes que bem entender na disputa de Pernambuco. Neste caso, não há o que duvidar. Se o 'primo de Alexandre' não colocar Araripina na lista de cinco estando em campanha nacional, certamente colocará na lista de dez estando folgado e correndo solto em Pernambuco. Fará o que bem entender, inclusive um deputado federal da sua confiança em Araripina e os deputados estaduais que achar mais conveniente.
Bringel pensou nisso. Certamente pensou, tanto é que encerrou sua conversa com este blogueiro afirmando que PSB e PSDB vão se coligar em Pernambuco. Segundo o tucano, tanto fará está no PSB quanto no PSDB. Matematicamente sim. Mas só matematicamente. No coração do 'galego' só estarão os socialistas. A menos que ele precise de muitos votos de Pernambuco para chegar ao segundo turno na eleição de presidente da República. Bringel também sabe disso e poderá fazer de conta que nunca disse nem leu o que acabo de postar.
Sem embromação, os nomes. Para deputado federal: Alexandre Arraes, Roberta Bertino, Valmir Filho, Ricardo Arraes. Para  deputado estadual: Troquem Alexandre por Bringel e mantenham o resto da lista.
E Nunes Rafael? Nunes é ligado a Armando Monteiro, o único adversário que Eduardo Campos sabe que já tem caso não o escolha como candidato da Frente Popular.  E Raimundo Pimentel? Este planejou sua campanha de reeleição a deputado estadual bem antes e já colocou os pós no terreno que Lula Sampaio ocupou em Araripina. Por enquanto, tudo que deseja é que Lula tire ainda mais os pés da oposição para se firmar nela definitivamente. Também levem em conta que dez em cada dez lideranças do grupo que governa Araripina não querem saber de aliança com Raimundo Pimentel, menos ainda para doar-lhe uma cadeira no Planalto Central. 

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