segunda-feira, 24 de junho de 2013

A nossa força

O que antes era uma mudança lenta e gradual ganhou velocidade de um jato. Refiro-me à chamada revolução digital, que mudou os hábitos dos brasileiros e o conceito da informação. Em apenas cinco anos, os brasileiros com acesso à internet pularam de 32 milhões para 78 milhões.

Em Pernambuco, como canal de informação a web só perde, hoje, para a televisão, tendo deixado para trás, bem distante mesmo, o rádio e os jornais impressos.

Este blog está de posse de uma pesquisa do Instituto Opinião, de Campina Grande, sobre os hábitos de consumo de mídia no Estado.

Os números impressionam e atestam que os veículos impressos enfrentam uma grande agonia, num processo de falência que parece irreversível. A televisão continua sendo o meio de comunicação mais poderoso.

Segundo o levantamento, 70,3% dos entrevistados disseram que acompanham o noticiário pela TV. Depois da televisão, a internet mostra a sua face poderosa. Já é em Pernambuco o segundo maior canal de informação para 18,2% da população.

Como mídia, portanto, só está abaixo da TV. O rádio vem em terceiro lugar com 7,4% e os jornais impressos continuam como fonte de notícias para apenas 1,9% da população, sobrepondo-se apenas às revistas, com 0,5% das citações.

O Instituto Opinião ouviu duas mil pessoas em Pernambuco entre os dias 14, 15, 16 e 17 deste mês em 80 municípios de todas as regiões. A margem de erro é de apenas 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa aponta as razões da revolução digital: quase metade dos entrevistados com grau de instrução superior (44,2%) se informam pela internet. Neste universo, leitores de jornais, que antes eram predominantes, hoje são apenas 4,3%.

Entre os jovens na faixa etária de 16 a 24 anos, o avanço da web como fonte de informação ainda é maior: 37,5% contra apenas 1,7% de jornal impresso. Entre os leitores com renda acima de 10 salários, 30,9% preferem a internet contra 7,4% os tradicionais jornais impressos.

Até entre os que têm renda de um salário e grau de instrução da 5ª a 8ª série, as diferenças são discrepantes – 10,5 contra 0,6%. Se somados os percentuais dos jovens (37,5%), dos que estão na faixa etária de 25 a 34 anos (23,4%).

E entre os com 35 a 44 anos (17%), os leitores que preferem se informar pela net em Pernambuco chegam a quase 80%, algo fantástico.
(Por Magno Martins)

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