terça-feira, 30 de abril de 2013

As candidaturas e a nuvem de rebançã.


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"Pomba-de-bando"


As aves de arribação estão de volta. Se faltava proteína animal e água até poucos dias no tórrido sertão, agora não falta mais. É crime abater e comer rebançã, mas o povo caçador dribla a polícia, mata e come. Come até com cachaça, no barzinho.
Também é crime eleitoral antecipar a campanha, mas já tem uma nuvem de candidatos a deputado estadual pelo Araripe. Neste caso, o povo não mata para comer, dá é mais corda para viverem na candidatura a fim de virar sócio do tesouro familiar alheio. Nomes e propostas para todos os gostos. É uma farra pré-eleitoral em nossa região, coisa que só essa bela democracia proporciona. Leia abaixo o nome que as aves de arribação ganham por onde passam no Brasil, leia também a forma que elas aparecem - uma vez perdida a cada 'eleição' - e veja se em alguma coisa se parecem com o perfil dos quase sempre candidatos.

A HISTÓRIA DA REBANÇÃ E O HISTÓRICO DOS CANDIDATOS.
A avoante (Zenaida auriculata) é uma pomba campestre, que ocorre das Antilhas à Terra do Fogo, com distribuição isolada por todo o Brasil, formando bandos compactos na região Nordeste durante a migração.
Essa espécie de pomba chega a medir até 21 cm de comprimento, com o dorso pardo, cabeça com duas faixas negras laterais, e manchas negras nas asas.
Em certos períodos é fonte de alimentação para populações locais da região Nordeste do Brasil, porém tal necessidade é questionada, pois os animais são vendidos em bares para servirem como espetinhos.
Também é conhecida pelos nomes de arribaçã, arribação, bairari, cardigueira, cardinheira, guaçuroba-pequena, juriti-carregadeira, pairari, pararé, parari, pomba-amargosinha, pomba-de-arribação, pomba-de-bando, pomba-do-meio, pomba-do-sertão, pomba-parari, pomba-pararu, rabaçã, rabação, rebaçã, ribaçã e ribação ou rolinha.
No Brasil, a caça da Ribaçã é crime ambiental, punido com multa de R$ 500,00 por unidade apreendida e possível pena de prisão

Dilma prefere se esconder do povo no primeiro de maio. Onde está a dita popularidade?

Presidenciáveis usarão as comemorações do 1º de Maio, amanhã, para fazer críticas à pauta trabalhista do governo. O senador Aécio Neves (PSDB-MG) e a ex-senadora Marina Silva já confirmaram presença em evento da Força Sindical, em São Paulo. Convidada para comemoração da CUT, também na capital paulista, a presidente Dilma Rousseff não irá - sindicalistas já disseram que a petista seria alvo de manifestantes. Ontem, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou que o governo tem "muito o que comemorar" no 1º de Maio. Ele representará Dilma nos eventos da CUT e da Força Sindical.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Luana tá arretada

As Diretas tinham Fafá de Belém. Agora é Luana Piovani, revoltada no Twitter: “Bater boca com o capeta se preciso for. Sou brasileira e não me deixo vencer. Bora organizar tumulto na frente da casa da Dilma.”
(Do blog de CH)

O presente é melhor que o passado. E o futuro?


FHC, o ex-presidente que se acha dono da mudança mas não entra em acordo com quem decide se é verdade, insiste em defender seu legado e mandar os candidatos de seu partido aos infernos eleitorais. Fernando Henrique é um sujeito vaidoso, um intelectual forjado na mesa de livros sem muita sustentação na ciência e nos números. Mas ele fez coisas boas. Agora apareceu Eduardo Campos, para com apenas dois mandatos de governador em Pernambuco e uma aparição na TV resumir o que o eleitor que se cansou do PT quer ouvir: FUTURO MELHOR que o presente. Eduardo aprendeu antes de FHC que é hora de falar com as pessoas, por saber que são elas que votam e elegem um Presidente da República. E sem inventar mentiras no atacado como faz o PT, mas sintetizando melhorias de vida como fazia Miguel Arraes. É claro que a vida do brasileiro melhorou nos últimos dez anos, assim como melhorou a vida dos jamaicanos, dos senegaleses, dos bolivianos. Não foi o PT que fez isso. Foi a humanidade que avançou. As pessoas percebem isso. E quem quiser ganhar eleição, tem que entender, de uma vez por todas, que gente é tocada pelo futuro, não pelo passado.
Quando Aécio Neves se tocar que o legado de FHC é assunto para o baú Eduardo já estará apertando o nó da gravata de posse.

domingo, 28 de abril de 2013

Defeito já veio no DNA


Outra fábula do andar de cima, por Elio Gaspari

Elio Gaspari, O Globo
De uma hora para outra, o reconhecimento de que os empregados domésticos têm direito às mesmas garantias que seus empregadores se tornou um retrato das ansiedades do andar de cima nacional.
O doutor Romero Jucá, ex-líder do governo no Senado, defendeu a redução da multa em casos de demissão sem justa causa para algo como 5% ou 10% sobre o saldo do FGTS.
Tudo bem, quando o patrão é demitido, embolsa a multa de 40%. Quando ele demite a cozinheira, paga só 10%. Afinal, ela é "gente diferenciada".
A doutora Gleisi Hoffmann trabalha com outra ideia, a de aumentar o desconto no Imposto de Renda para os gastos com empregados domésticos.
Tudo bem, a Viúva subsidiará a contratação da cozinheira que, por sua vez, ralará na fila do SUS. Quem não tem empregado ficará com o custo social do mimo dado a quem tem.

Adam Smith

Nada de novo no capitalismo brasileiro. Afinal, Adam Smith (1723-1790), o pai da economia moderna, vivia do seu trabalho como professor e diretor de uma alfândega. Quando interrompeu um curso, tentou devolver o dinheiro das aulas que não deu.
Ensinou ao mundo as virtudes da "mão invisível" do mercado. Seu similar nacional, o Visconde de Cairu (1756-1835), conseguiu sua aposentadoria pública aos 50 anos e foi o primeiro professor de "ciência econômica" de Pindorama.
Ganhava 400 mil réis (mais a aposentadoria), mas nunca deu uma aula. Cairu descobriu outra mão invisível, aquela que tira dinheiro de quem não o tem e o coloca no bolso de quem o tem.

Elio Gaspari é jornalista.

Promotores, advogados, juízes, jornalistas, oposicionistas.....


A mão que embala o mal, por Mary Zaidan

Se o Ministério Público desagrada, reduza-se o poder do MP. Se o STF causa dissabores, cortem-se as asas do Supremo.
Se a imprensa critica e denuncia, controle-a. Essa é a lógica que impera no PT, partido que não se satisfaz com a maioria, nem mesmo acachapante.
Quer tanto a hegemonia plena que golpeia qualquer um que ouse discordar da ordem unida, cassando a palavra e o voto.
Que o digam os senadores Jorge Viana (AC) e Wellington Dias (PI), este último líder do PT, impedidos de discordar do prazo de vigência para as novas regras ditadas pelo governo para a criação de novos partidos.
Direta ou indiretamente, a mão e a mente do PT estão em todos os atos que castram os poderes daqueles que o perturbam.
Chegou ao cúmulo de fazer aprovar na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara um revide ao Supremo, que impôs reveses irrecuperáveis à imagem do PT.
Com votos dos mensaleiros José Genoíno e João Paulo Cunha, ambos do PT-SP, o projeto do deputado Nazareno Fonteles (PT-PI) retira prerrogativas constitucionais pétreas do STF, transferindo-as para o Parlamento.

Wellington Dias e Jorge Viana. Foto: André Corrêa

A afronta foi tão assustadora que o aliado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), presidente da Casa, antecipou-se em suspender a tramitação da matéria.
Pôs panos quentes, mas não conseguiu evitar o acirramento da crise com o STF, que o PT não se cansa de atiçar desde o julgamento do mensalão.
Na outra ponta, por meio do aliado Fernando Collor (PTB-AL), o PT tentou intimidar o procurador-geral da República Roberto Gurgel, inimigo número 1 do partido, com a ameaça de uma CPI.
A ideia não prosperou, mas o partido estimula o projeto que limita as possibilidades de investigação do MP. Ainda que o PT tergiverse e diga que nada tem com isso, a PEC de autoria do ex-delegado Lourival Mendes (PT do B-BA) dificilmente chegaria onde chegou sem o aval do partido.
Quanto à imprensa, repete sempre que pode: não vai abandonar o projeto de controle, que, sem pudor algum, chama de democratização.
O PT tem poder legítimo e popularidade recorde. Mas parece invejar o conforto totalitário do governo da Venezuela, nação com democracia de mentirinha, que acaba de receber, assim como a derrapante Argentina de Cristina Kirchner, mais afagos da presidente Dilma Rousseff.
Não se chegou ao absurdo da ditadura bolivariana que quer encarcerar o líder oposicionista e mandou cortar salários e vozes de parlamentares que não reconhecem a vitória de Nicolás Maduro, arremedo mal acabado de Hugo Chávez.
Mas o PT está se empenhando em aproximar-se de tais descalabros. Move-se para sufocar a oposição, anular o Judiciário e pôr rédeas na imprensa.

Mary Zaidan é jornalista. Trabalhou nos jornais O Globo e O Estado de S. Paulo, em Brasília. Foi assessora de imprensa do governador Mario Covas em duas campanhas e ao longo de todo o seu período no Palácio dos Bandeirantes. Há cinco anos coordena o atendimento da área pública da agência 'Lu Fernandes Comunicação e Imprensa'. Escreve aqui aos domingos. @maryzaidan

Uma passagem para Paris

Mil passagens para quem mora na periferia do Brasil. Esta foi a  solução encontrada.

No fim da Primeira Guerra Mundial, quando os soldados americanos voltavam para casa, fizeram uma música que perguntava “como vamos mantê-los trabalhando no campo depois que eles conheceram Paris?”

É uma pergunta tola posta aqui, agora, muitos anos depois, num blog editado por um civil, que por cima é matuto do Sertão. Vou explicar rápido, para encurtar a história. Tão rápido quanto desliguei a GloboNews ontem à madrugada, interrompendo Willian Waack com o controle eletrônico.
Anotem aí que eu já anotei faz tempo. O PT aposta na burrice do povo, na falta de classe média e pensante para lhe tirar do poder. O PT sabe que o brasileiro é provinciano sem rodas e sem horizonte. Sabe que a maioria que decide eleição não ultrapassa a linha que separa a sua porta de casa da porta da empresa que trabalha ou do banco onde saca com o Cartão Cidadão custeado pela classe média sufocada - e pensante.

Tire alguém que mora aqui para passar uma semana em Paris.

Ontem, na GloboNews, três especialistas debatiam com Willian Waack o momento do Brasil e a integração com os demais países. Um 'papo cabeça'. Não se falava de política. Afunilou-se para discutir o que o Brasil tinha a ganhar com os grandes eventos que batem à nossa porta - Copa das Confederações, Juventude Católica no Rio, Copa do Mundo e Olimpíadas. Dois se mostraram assustados e um (petista) nem aí. Os dois que já 'visitaram Paris - forma de aqui  dizer que são cosmopolitas e muito viajados - alertaram que o Brasil poderia 'queimar o filme', que muitas notícias ruins poderiam enxovalhar a imagem do País lá fora, trazendo prejuízo à nossa economia e até prejudicando os eventos seguintes, Olimpíadas mais inda. Um exemplo foi citado: Na China, perde-se menos de 5 minutos em filas de aeroportos, consulados, etc. Lá, ninguém perde tempo nem dinheiro em estradas ruins, pois todas são boas. Lá não se enxerga  mazelas, favelas, rios poluídos,esgotos à céu aberto. Lá, tudo funciona e não existe trombadinha querendo roubar um celular ou carteira do turista - e a China é emergente como o Brasil.

PASMEM!
Como quase todo petista só pensa em renovar o mandato de Dilma para se dar bem às nossas custas, o que estava na bancada entre os três saltou fora e sapecou: "Quem decide eleição é o povão, e o povão não usa aeroporto nem pega estrada, nem precisa de consulado!"  E fez gozação: "O imposto no Brasil é eletrônico. A classe média paga automaticamente e o governo tem dinheiro no caixa". Talvez com alguma palavra ou vírgula noutro lugar, mas querendo dizer que a classe média paga imposto sem alternativa de não pagar e o governo está deixando faltar tudo para o coletivo justamente para ter dinheiro suficiente para comprar o voto daqueles que acham que o Brasil vai bem e se contentam com qualquer migalha que sobra da farta mesa arrancada através de impostos cobrados à classe média - e pensante.
Willian mostrou-se irritado com a infelicidade do 'animal' e encerrou lacônico: "Parece que estamos discutindo a reeleição de Dilma". O programa foi encerrado, eu acho. Desliguei e fui dormir com mais essa da turma de Dirceu.


UMA PASSAGEM PARA PARIS
Assim como o comando do exército americano se questionava como seria possível manter seus soldados focados no treinamento depois de eles terem conhecido o 'frescor' de Paris, devemos nos perguntar: Como mudaremos a cabeça de um povo que acha bom viver na lama e sequer cobra escola por não gostar de sala de aula? É preciso que levemos Paris(em fotos e filmes) para que se conheça, nos rincões anestesiados e dominados pelos corruptos do PT, o que é vida em lugar desenvolvido e civilizado. É preciso mostrar o que é desenvolvimento mesmo em países emergentes como a China. Uma passagem para Paris é impossível para cada um. Que se prove ao menos que Santiago do Chile, e a menor cidade daquele País oferecem cem vezes mais qualidade de vida do que as chamadas grandes metrópoles brasileiras, cobrando apenas metade dos impostos que no Brasil é arrancado da sofrida classe média.

A OPOSIÇÃO deveria ser mais inteligente. Poderia criar o turismo da realidade nacional. Chamaria um eleitor desinformado de cada lugar atrasado, inclusive da periferia das grandes cidades, para um turismo na América Latina. Coisa para lotar 50 ônibus e gerar notícia. A expedição cruzaria o Brasil de Norte a Sul. Aproveitaria para comprar em feiras-livres e supermercados a fim de comparar os preços de hoje com os preços do período da campanha em 2014, medindo assim a inflação. Esta viagem serviria para mostrar com clareza a qualidade dos nossos mercados públicos e matadouros se comparados aos de países da nossa própria região - que o brasileiro desinformado chama de atrasada e pobre como se fôssemos avançados e ricos. Mostraria a esse grupo a qualidade das estradas, dos hospitais e escolas do Brasil e lá fora faria o mesmo, provando que lá é um direito de todos e aqui um tormento para todos. Mostraria com quanto vive uma família no Chile, por exemplo, e quanto essa mesma família paga de impostos. Tudo devidamente filmado. Tudo preto no branco. Depois devolveria a cada lugar desse atrasado País um cidadão mais consciente. Claro! Só com cidadãos conscientes poderemos mudar esse atraso. Temos que reconhecer que com escola vai demorar séculos. O governo insiste em pagar uma miséria aos professores. Ao ver que seu professor não tem sequer uma moto para andar, o aluno se pergunta: "Pra que estudar? E responde a si mesmo: O Bolsa família é melhor! Em seguida, sai da sala e vai se divertir na praça que mistura prostituição com bebida, e onde adolescente que abandonou a escola um pouco antes pede esmola ou 'vende' segurança privada para automóveis, o que muitas vezes é entendido como ameaça de depredação em caso de negativa.


EU SOU OTIMISTA. Tudo var dar certo no Brasil. Desde que você consiga convencer o governo a pagar bem aos professores, que por sua vez comprariam casas belas e carrões importados, e manteriam elevado padrão de vida, despertando a boa inveja nos que estão querendo crescer na vida ao ingressar na escola aos cinco anos de idade; OU GERANDO INVEJA, ao patrocinar esse turismo coletivo pelas Américas, já que uma passagem para Paris sai mais caro. SIM! Sempre foi assim. O mundo é movido pela boa inveja. Paris se enfeita para ser melhor que Londres, e ao contrário também. Com isto, os cidadãos parisienses e londrinos crescem como gente, se preparam mais, estudam mais, trabalham mais e ganham mais. Já que é imbecilidade querer competir com Paris, peçamos desculpas aos atrasados vizinhos para mostrar que podemos ser iguais a eles - Daqui a cem anos.
O buraco é muito mais em baixo.

Petrobras do PT desaba

Desde a sua capitalização, em setembro de 2010, a Petrobras já perdeu 33,6% de seu valor de mercado — caiu de R$ 254,851 bilhões para R$ 240,779 bilhões. No mesmo período, o Ibovespa, principal referência da Bolsa de Valores de São Paulo, recuou 20,4%. Para especialistas, a queda é reflexo, principalmente, do uso da companhia como instrumento de combate à inflação.

Com menor valor de mercado, a Petrobras caiu para a sexta posição entre as maiores petroleiras do mundo. Logo após a capitalização, ela ocupava o terceiro lugar no ranking, atrás apenas da Exxon e da Petrochina. Atualmente, está atrás também da Chevron, da Royal Dutch Shell e da British Petroleum. Pedro Galdi, da corretora SLW, diz que a perda de valor de mercado foi influenciada ainda pelas promessas em torno do pré-sal e a falta de rodadas de petróleo. (O Globo)

Capa da semana

Assunto da semana

Compensa: Podendo mais e ganhando mais.


 Pouco mais de dois anos e meio após ser demitida da Casa Civil em meio a denúncias de tráfico de influência, a ex-ministra Erenice Guerra (foto ao lado) tem defendido interesses de grandes multinacionais que buscam conquistar negócios junto ao governo federal, inclusive em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O escritório Guerra Advogados, do qual é sócia, está representando empresas do setor de energia.
Erenice era consultora jurídica do Ministério de Minas e Energia quando a presidente Dilma Rousseff era titular da pasta. Ex-braço-direito de Dilma, de quem foi secretária-executiva na Casa Civil no governo Lula, Erenice assumiu o comando da pasta quando a petista saiu para disputar a Presidência em 2010.  (Informações de O Globo - Fernanda Krakovics Danilo Farielo)

Caso Rose: A autofagia continua, companheiros!

Os bastidores do processo administrativo disciplinar desencadeado desde fevereiro deste ano pela Controladoria Geral da União (CGU), vinculada à Presidência da República, contra Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo e "amiga íntima" do ex-presidente Lula, estão agitados.

As informações são de que Rose está inquieta, considera-se injustiçada e abandonada, e, assim como o núcleo petista ligado ao ex-presidente Lula, não perdoa a forma "implacável e fria" como a presidenta Dilma vem tratando muitos "companheiros", não apenas no caso do mensalão, mas, sobretudo, pela maneira com que abraçou a bandeira de suposto combate à "corrupção", atingindo importantes quadros do partido, entre os quais ela se insere.

O que se comenta nesses meios petistas é que a presidente só poupa quem lhe é conveniente, como no caso de sua amiga Erenice Guerra, que atua com desenvoltura em Brasília após ter sido exonerada da chefia da Casa Civil por tráfico de influência, ou no dos políticos do PR e do PDT que retornaram ao governo depois de enxotados por corrupção. Muito citado ainda o caso do ministro Fernando Pimentel, que, mesmo sem ter explicado o dinheiro recebido em consultorias, foi tratado com benevolência pela presidente.

Desde a instauração da sindicância, as notícias têm vazado, o que revelaria, na opinião dela, interesse na deterioração de sua imagem, atingindo diretamente o próprio Lula e José Dirceu, pessoas próximas a Rose, como é conhecida. E a CGU tem sido implacável em detalhes até surpreendentes para ela. O que irritou, de modo mais específico, Rosemary nos últimos vazamentos foi a notícia de que teria sido apreendida em seu poder a quantia de 33 mil reais em moeda sul-coreana (won), quando, segundo ela, consta do auto de apreensão a quantia de 33 mil won, o que faria toda a diferença. Essa quantia seria algo equivalente a um cafezinho na Coreia do Sul, como dez reais.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Que acontecimento maravilhoso!


Proposta racha os três poderes

Orlando Brito
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Em meio à verdadeira crise institucional que se instalou entre o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) após aprovação, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, da PEC que limita a atuação do tribunal, o grande fotógrafoOrlando Brito conseguiu captar uma imagem que reflete a briga entre os três poderes: executivo, legislativo e judiciário. Na foto, o presidente do Senado, Renan Calheiros, aparece entre o presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, e a presidenta Dilma Rousseff – todos com expressões que refletem o atual cenário de caos da política brasileira.
(Do blog de Cláudio Humberto)
MEU ARARIPE
Estava mesmo na hora de brigarem entre si aqueles que sempre maltrataram o povo brasileiro. Só assim se enfraquecem e o povo ganha força. Era mesmo preciso que um Joaquim Barbosa exibisse as feridas do poder que agora comanda com ar fresco vindo das ruas. E também era preciso que o ferido Renan retornasse à cadeira de presidente do Congresso para levar adiante suas vinganças sem sentido. Enquanto eles brigam, nós reencontramos a senhora esperança. É um bom começo. Não é recomeço, pois o Brasil nunca começou, apenas deu passos para trás, se comparado a outros países, inclusive da atrasada América do Sul.   
A foto acima faz lembrar os tempos de criança, quando os moleques colocavam briga entre cachorros de rua jogando areia nos olhos dos animais mais exaltados e os colegas de rua colocavam briga uns entre os outros. Voltando a este tempo e imitando os mais 'experientes' que gostavam de ver o circo pegar fogo: "Renan te chamou de frouxo, Joaquim!"

Boa notícia


SUS terá de fazer plástica após cirurgia de retirada de mama

Estadão
Mulheres submetidas à cirurgia para retirada da mama para tratamento de câncer poderão fazer a plástica reparadora no mesmo dia pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A sanção da lei que obriga o SUS a ofertar os dois procedimentos em uma única cirurgia, feita pela presidente Dilma Rousseff, foi publicada nesta quinta-feira, 25, no Diário Oficial da União e já entrou em vigor.
A aplicação da regra, no entanto, dependerá da situação do paciente e da avaliação do médico. Quando não houver condições de a reconstrução ser feita imediatamente, a paciente terá de ser encaminhada para acompanhamento. O texto obriga o SUS a ofertar a cirurgia tão logo a mulher apresente as condições clínicas necessárias.

Leia mais em SUS terá de fazer plástica após cirurgia de retirada de mama

Começo do fim.


PMDB peita Planalto, por Ilimar Franco

Ilimar Franco, O Globo
A reação do governo Dilma não abalou a determinação do presidente da Câmara, Henrique Alves/RN, e do PMDB em aprovar a execução obrigatória das emendas parlamentares. “Nós vamos aprovar”, diz Alves.
O líder do partido, Eduardo Cunha/PMDB-RJ (foto), acrescenta: “Um governo democrático não deveria usar as emendas parlamentares para barganha política”.


Os petistas tentam associar a adoção do chamado “Orçamento Impositivo” à rebeldia do PMDB. Ou a uma tentativa de pressionar o governo Dilma. A bancada do PT tentou impedir a instalação da comissão e ameaçou não indicar representantes para debater a emenda constitucional.
“Esse não é um problema deste governo, é de todos, dos passados e dos futuros”, afirma Henrique Alves. Essa luta vem de longe.
Ela começou a ser travada na Inglaterra. Em 1215, reagindo ao absolutismo real, o Conselho Comum obteve o direito de instituir “tributos e auxílios”. A ampliação dos poderes do Legislativo ganhou impulso com as revoluções Americana (1776) e Francesa (1789).

Agourento


Além de má reputação entre os aliados, os irmãos Gomes, do Ceará, têm fama de agourentos e invejosos. A zanga agora do governador do Ceará é com Eduardo Campos, que rapidamente virou celebridade nacional. O fato de Eduardo Campos ser o governador mais bem avaliado do País, com índices estratosféricos, causa ciumeira na ala cearense do PSB, o que resulta em palavrório desconexo e gestos atabalhoados de bajulação a Dilma e tentativa de se reaproximar de Luiziane, a ex-prefeita da Fortaleza por medida de força palaciana.
A última do moço foi se encontrar com o ex-prefeito mais desgastado do País, o paulistano Kassab, a quem teria prometido um 'namoro' que pode resultar em casamento no PSD.
Como dizem aos quatro cantos: "Já vai tarde". 

Fim da reeleição

Eduardo Campos ligou para Aécio Neves e se disse favorável ao fim da reeleição, com adoção do mandato de cinco anos. Este tema remove montanhas. Na fila de espera, ninguém vai ficar parado. Como grande parte dos atuais prefeitos não têm direito a reeleição, certamente todos vão apoiar a ideia, já de olho no retorno sem necessidade de romper com seus aliados.
É o tipo de informação que agrada a quase todos.

Raimundo Pimentel não terá apoio de Boba Sampaio, caso Ricardo Arraes seja candidato.

O vereador Boba Sampaio (PTB), irmão do ex-prefeito de Araripina Lula Sampaio, declara abertamente que votará em Ricardo Arraes (PSB) para deputado estadual, caso este leve adiante seu projeto de ser candidato. Com as afirmações do mais influente líder da oposição - seu irmão está 'fora de combate' temporariamente - duas coisas ficam claras:
1) O deputado Raimundo Pimentel não tem o controle do grupo que lidera;
2) Ricardo Arraes começa a costurar de fora para dentro sua candidatura.

BRENNO RAMOS NA PRÉ-DISPUTA

breno
O radialista Martinho Filho, que também articula um blog, abordou o tema com a seguinte informação:
"Quem confirmou ao blog que é pré-candidato a deputado estadual foi o Secretário Municipal de Agricultura da Prefeitura de Araripina, Breno Ramos. Ele disse que tem esse sentimento político e que vai trabalhar o seu nome junto ao grupo que integra. “Se for uma decisão do grupo político que faço parte serei sim candidato a deputado estadual. Temos que iniciar uma discussão em relação ao processo político do próximo ano”, destacou Breno, acrescentando que toda decisão deve ser tomada conjuntamente pelo grupo".

OS DETALHES
Brenno Ramos é filiado ao PSD, partido da base aliada do governador Eduardo Campos e ligado ao ex-deputado André de Paula. Sua mãe é petrolinense e o pai araripinense. Dispensável informar que o secretário de Desenvolvimento Rural de Araripina é filho do ex-governador José Ramos. Ou seja: na sala de política do prefeito Alexandre Arraes já repousa uma decisão a ser tomada, e esperam por ela o seu irmão Ricardo e o secretário que demonstrou maior desenvoltura política até agora. Até aqui ainda não se falou de Roberta Bertini, a esposa, de Bringel, que certamente pedirá a palavra em certo momento, de Dr. Divanágoras, nem de Valdeir Batista. 
Feliz do grupo que dispõe de tantas opções.  


A REGIÃO
Além de Raimundo Pimentel, Ricardo Arraes, Brenno Ramos e Chico Siqueira, o PDDB de Ouricuri sonha com o lançamento de um nome forte e o PT, mesmo isolado, deverá se 'meter' na disputa por uma vaga de deputado estadual pelo Araripe. Outros de menor poder de influência e pressão deverão aparecer, tornando evidente que as chances de todos diminuíram. Neste momento, as lideranças do chamado "Conselho Político" chamarão todos à razão, apontando aqueles que têm maior chance de se eleger em virtude do peso das bases e da filiação partidária e tentarão um acordo, fazendo as escolhas e tentando um acordo geral, que resulte na eleição de um deputado federal e pelo menos dois deputados estaduais. A região tem votos suficientes para eleger três deputados estaduais com folga. 

TRINDADE E O TURISMO


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O Prefeito de Trindade, Dr. Everton Costa (PR), ao lado da Primeira Dama, Drª Conceição Barros, vice-prefeito, Jaécio Sá, do Secretário de Educação, Juka Sá e da Diretora de Cultura, Luciana Leite, vereadores, entre outros secretários, com a participação de vários alunos das escolas municipais, autoridades políticas, diretores e simpatizantes, participaram no dia 18 de Abril da solenidade que anunciou o município como cidade-polo da região do Araripe para o Curso de “Gestão Municipal no Setor Turístico”, projeto da PERQUALI/INDEBRAS em parceria com a EMPETUR, Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Trindade. O evento foi realizado no Auditório  e Cine Teatro Laudimiro Lucindo Delmondes e contou com a presença de representantes de mais treze municípios vizinhos como Araripina, Exu, Santa Cruz, Ipubi, Granito, entre outros.
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O chefe do executivo municipal, Dr. Everton Costa, enalteceu a iniciativa do Governo Estadual em parceria com o município, reconhecendo a importância do curso para a região araripeana. “Nesta abertura quero agradecer ao Governo do Estado e reconhecer o valor deste curso para os municípios aqui presentes, isso garante programas e ações para fomentar o turismo local e regional, valorizando também a nossa economia, assim como, dando novas oportunidades de qualificação profissional para nossos jovens que buscam ingressar no seu primeiro emprego ou melhorar ainda mais seus conhecimentos com grandes inovações”, destacou o prefeito.
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No início do evento foi feita uma belíssima apresentação das escolas de Samba “Abutres e Agora que são elas”, dando oportunidade para a entrega dos troféus aos diretores Divaldo Barros da Abutres, e Darlene da Agora que são elas.
As professoras que apresentaram os trabalhos foram da EMPETUR-INDEBRAS, Jacira Carvalho, vinda de Recife. Eminéia Lopes de Trindade, formada com especialidade em  Turismo.
Da Ascom / Trindade.

2014: Temperatura e pressão elevadíssimas. Dilma não vai aguentar.


O que segue é do 'tinteiro' de Inaldo Sampaio, que até pouco tempo mantinha uma linha favorável ao petismo. Imagine como está o linguajar dos que já eram críticos ao descalabro petista. 

Ontem, a caminho de Buenos Aires, a presidente Dilma Rousseff deve ter lido no avião o “clipping” preparado por sua assessoria com críticas ao seu governo num tom que até agora desconhecia. Ao governador de Pernambuco e (ainda) seu aliado, Eduardo Campos, foi atribuída esta frase bombástica: “Ela (Dilma) não se reelegerá e não se reelegerá mesmo. Ela governa mal e está levando o país para o buraco”. O governador, presume-se, não diria isto apenas por dizer.
Já ao senador Jarbas Vasconcelos, filiado à ala do PMDB que faz oposição ao governo federal, atribui-se uma frase mais dura ainda: “Esta senhora tem formação pior que a de muitos generais da ditadura. É intolerante e tem formação autoritária”. A acusação foi a propósito da pressão exercida pelo Planalto sobre os senadores da base governista para que votem em regime de urgência o projeto que praticamente inviabiliza a formação do partido de Marina Silva.
No entanto, a crítica que mais deve tê-la incomodado partiu do senador Pedro Simon, cujo berço político é o mesmo dela: o Rio Grande do Sul. Também inconformado com o cerco do Palácio do Planalto à ex-senadora, Simon, com o peso de sua autoridade moral, chamou Dilma de “marechala” e de “política vulgar”, lembrando que ela não tem tradição política nas terras gaúchas porque antes de ser presidente da República exerceu apenas cargos burocráticos.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Leia para ajudar na reação.


Os ‘aloprados’ atacam, por Merval Pereira

Merval Pereira, O Globo
(...) A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara (CCJ), que por sua composição esdrúxula já perdeu qualquer legitimidade — dois réus condenados, os deputados petistas José Genoino e João Paulo Cunha, fazem parte dela —, aprovou a proposta de emenda à Constituição (PEC) que submete algumas decisões tomadas pelo STF ao Poder Legislativo, numa tentativa patética de fazer retroceder a História, se não ao Segundo Reinado, pelo menos ao Estado Novo de Getulio Vargas, como ressaltou o ministro Gilmar Mendes.
A Constituição de 1937 dava ao presidente da República o poder de cassar decisões do STF e confirmar a constitucionalidade de leis derrubadas pela Corte. O jurista Marcelo Cerqueira, no livro “A Constituição na História”, fala da “regressiva” Lei de Interpretação de 1840, “expediente destinado a restringir alguns artigos da reforma constitucional”.
Não foi à toa que essa emenda de um obscuro petista surgiu no horizonte político quando se abre o prazo para os recursos das defesas, numa clara tentativa de tumultuar o ambiente, que já está bastante conturbado com a polêmica sobre os chamados “embargos infringentes”.
Os órgãos a serviço dos mensaleiros, sejam blogs ou mesmo associações corporativas dominadas pelos petistas, já comemoram o que seria uma derrota do STF, que estaria sendo obrigado a aceitar os “embargos infringentes” devido à pressão que vem sofrendo dos que consideram que o julgamento do mensalão foi uma farsa política.


Dessa maneira, os amigos de José Dirceu, e ele próprio quando acusa em suas palestras pelo país os juízes do STF de ter protagonizado um julgamento político, criam nos componentes do plenário do Supremo um espírito de corpo na defesa da instituição, mesmo naqueles que estão convencidos de que o Regimento Interno, como dizia o jurista Afonso Arinos, é do tipo constitucional e não pode ser alterado por uma lei.
Ao transformar a eventual aceitação da figura dos “embargos infringentes” em uma derrota do STF, e até mesmo numa admissão de culpa de seus juízes, os defensores dos mensaleiros levam para o plano político uma disputa que deveria ser eminentemente técnica.

Bilionário às suas custas.


Eike, emblema e indício, por Demétrio Magnoli

Demétrio Magnoli, O Globo
Eike Batista valia US$ 1,5 bilhão em 2005, US$ 6,6 bi em 2008, US$ 30 bi em 2011 e US$ 9,5 bilhões em março passado, depois de 12 meses nos quais seu patrimônio encolheu num ritmo médio de US$ 50 milhões por dia. Desconfie das publicações de negócios quando se trata do perfil dos investimentos de grandes empresários.
Apenas cinco anos atrás, uma influente revista de negócios narrou a saga de Eike sem conectá-la uma única vez à sigla BNDES. Mas o ciclo de destruição implacável de valor das ações do Grupo X acendeu uma faísca de jornalismo investigativo. Hoje, o nome do empresário anda regularmente junto às cinco letrinhas providenciais — e emergem até mesmo reportagens que o conectam a outras quatro letrinhas milagrosas: Lula.


A história de Eike é, antes de tudo, um emblema do capitalismo de estado brasileiro. Durante o regime militar, Eliezer Batista circulou pelos portões giratórios que interligavam as empresas mineradoras internacionais à estatal Vale do Rio Doce.
Duas décadas depois, seu filho converteu-se no ícone de uma estratégia de modernização do capitalismo de estado que almeja produzir uma elite de megaempresários associados à nova elite política lulista.
“O BNDES é o melhor banco do mundo”, proclamou Eike em 2010, no lançamento das obras do Superporto Sudeste, da MMX. O projeto, orçado em R$ 1,8 bilhão, acabava de receber financiamento de R$ 1,2 bilhão do banco público de desenvolvimento, que também é sócio das empresas LLX, de logística, e MPX, de energia.
No ano seguinte, o banco negociou com o empresário duas operações de injeção de capital no valor de R$ 3,2 bilhões, aumentando em R$ 600 milhões sua participação na MPX e abrindo uma linha de crédito de R$ 2,7 bilhões para as obras do estaleiro da OSX, orçadas em pouco mais de R$ 3 bilhões, no Porto do Açu, da LLX.
Hoje, o endividamento do Grupo X com o banco mais generoso do mundo gira em torno de R$ 4,5 bilhões — algo como 23% do seu valor total de mercado.
“A natureza sempre foi generosa comigo”, explicou Eike. “As pessoas ricas foram as que mais ganharam dinheiro no meu governo”, explicou Lula. A política, não a economia, a “natureza” ou a sorte, inflou o balão do Grupo X. Dez anos atrás, o BNDES não era “o melhor banco do mundo”. Ele alcançou essa condição por meio de uma expansão assombrosa de seu capital deflagrada no fim do primeiro mandato de Lula da Silva.
A mágica sustentou-se sobre o truque prosaico da transferência de recursos do Tesouro Nacional para o BNDES. O dinheiro ilimitado que irrigou o Grupo X e impulsionou uma bolha de expectativas desmesuradas no mercado acionário é, num sentido brutalmente literal, seu, meu, nosso, dos filhos de todos nós e das crianças que ainda não nasceram, mas pagarão a conta da dívida pública gerada pela aventura do empresário emblemático.

Veja aqui, com antecedência, a propaganda do PSB. Está claro que Eduardo Campos é candidato a presidente.


Eu assisti. Está excelente. Coisa de profissional mesmo. Acho que a marquetagem jogou pesado. Libera, cria a expectativa e depois restringe. Vou deixar postado na expectativa de que seja liberado tão logo transmitido na TV aberta.
O galego é mesmo candidato. É um verdadeiro soco no estômago de um governo inoperante que engana o Brasil. Dilma vai precisar de Rivotril. Está provado que ela não aguentará 15 dias de campanha com aquela dificuldade toda de se comunicar.
Está começando na TV.

Renan resmunga. Deveria renunciar.
















O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), disse nesta quinta-feira (25) que vai recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar decisão liminar (provisória) do ministro Gilmar Mendes que suspendeu a tramitação de projeto que inibe a criação de novos partidos. A interrupção no andamento foi determinada ontem, enquanto os senadores discutiam requerimento de urgência para acelerar a tramitação da proposta.

Após reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), Renan disse que irá apresentar um agravo regimental, instrumento que, se aceito, pode rever decisão do próprio STF. O senador ainda criticou o que classificou como "invasão" do Judiciário sobre o Legislativo. “O papel do Legislativo é zelar pela sua competência. Da mesma forma que nós nunca influenciamos decisões do Judiciário, não aceitamos que o Judiciário influa nas questões legislativas. Nós consideramos isso uma invasão e vamos entrar com agravo regimental”, afirmou.

O agravo regimental é o único tipo de recurso no STF contra decisões monocráticas, caso da liminar de Gilmar Mendes. Após ser protocolado na Corte, o agravo entrará na pauta de julgamentos do plenário do Supremo, mas não há previsão para ser julgado. Enquanto isso não ocorrer, a decisão de Mendes só deixará de valer caso a maioria do plenário apresente voto contrário no julgamento do próprio pedido de suspensão da tramitação do projeto que afeta os novos partidos, feito pelo senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Renan Calheiros disse que o recurso é uma tentativa de evitar “agravar a crise” entre os poderes. “É uma oportunidade para que Supremo faça uma revisão da sua própria decisão. Temos outros instrumentos, mas sem querer agravar a crise, a separação dos poderes, nós vamos primeiro entrar com agravo regimental”, disse o senador. 

A decisão de Gilmar Mendes de suspender o projeto que prejudica novos partidos foi tomada no mesmo dia em que a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou uma outra proposta, de emenda à Constituição (PEC), que permite ao Congresso propor plebiscito para derrubar decisões do STF de declarar a inconstitucionalidade das leis.

Renan disse não acreditar que a decisão do STF seja uma reação à aprovação da PEC que limita o poder da Corte. “Acredito que não, como é que nós vamos acreditar numa coisa dessas? É preciso compreender a complexidade da separação dos poderes. A separação não pode se resumir a uma mera questão emocional”, declarou.

Daqui a pouco, Eduardo na TV

É grande a expectativa no Brasil quanto ao programa do PSB que vai ao ar hoje. Virá o neto de Arraes cheio de emoções, cravando que o ex-presidente Lula é aprendiz de seu avô? Ou virá racional, falando de economia real das famílias, falando de modernidade e futuro próspero sem ar messiânico?
Daqui a pouco, em todas as emissoras de TV, Eduardo Campos.

ESGOTO SEM DONO

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A foto não é de Araripina. Eu não ridicularizo a minha cidade, que é quase toda saneada. O problema aqui é de esgoto que estoura nas chuvas e de transtornos por conta de obra para construção de nova rede.

Araripina é um dos casos mais esquisitos que se tem conhecimento, em se tratando de sistema de esgotamento sanitário. É um dos poucos lugares civilizados do planeta onde a coleta de esgoto é feita sem custo para o morador e, por ser o morador de Araripina tão civilizado e participativo, é aqui também onde mais se cobra solução para o problema sem haver juridicamente o responsável pelo serviço.
A COMPESA, que cuida de água e esgoto em todo estado, não tem concessão para cuidar do esgoto em Araripina. Nem teria feito um metro de serviço se no passado tivesse recebido tal concessão. Estaria Araripina na lama.

SORTE COM GESTORES
Araripina teve sorte com gestores no passado. A boa formação e a boa origem deles fez com que  nossa cidade não fosse como tantas outras que convivem com o esgoto a céu aberto, a exemplo de Picos até recentemente. Prefeitos como Né Ramos e Sebasto Batista, em tempos mais atrás; Valmir Lacerda, Mimi e Dionéa Lacerda, em tempos mais recentes, investiram alto em coleta de esgoto e calçamento.
Contudo, alguns moradores não foram tão honestos ou corretos e ligaram no esgoto o cano que drena a água de chuva de suas casas. E é este o principal motivo de muitos esgotos estourarem quando chove. Terão que fazer mudanças na hora que a empresa começar a ligar os domicílios a esta nova rede. Ou seja: cada casa terá que mandar para o esgoto aquilo que é esgoto e para a rua o que é água de chuva. Só assim o calçamento deixará de estourar a cada chuva e os prefeitos vão parar de 'enxugar gelo' reparando o que vi novamente ser destruído.

A CONTA
Em medos dos anos 90, a COMPESA tentou conseguir da prefeitura de Araripina a concessão da rede de esgoto para cobrar do araripinense uma taxa conjuntamente com a água. A então prefeita, Dionéa Lacerda, corretamente não aceitou passar à Compesa um bem que era municipal, e no qual estava investindo fortemente para construir mais 12 km de tubulação. Por isto, o serviço continuou sendo feito pela prefeitura e o cidadão continuou sem pagar a conta. Ainda hoje é assim: A população reclama com razão, a prefeitura refaz, lentamente ou prontamente, mas a conta não vai para nenhum contribuinte.

MAS VEM O CUSTO AGORA
Chegou, finalmente, a hora da onça beber água. A CODEVASF está investindo quase 30 milhões no sistema de esgotamento sanitário de Araripina, e além da coleta, vai também intervir no tratamento, através da construção de três lagoas de estabilização. Isto terá um custo, que será acrescido ao custo da manutenção e conservação da rede de esgoto, que hoje é feita pela prefeitura sem ônus para o cidadão.

PREPARE-SE
Será inevitável. A prefeitura, como todos sabem, não tem capacidade gerencial para cuidar de esgoto, muito menos de imprimir e cobrar a conta de cada domicílio. Quem faz isso no resto do estado é a COMPESA, e certamente as partes terão que sentar para firmar um acordo que seja bom para o povo, para  a prefeitura e para a COMPESA.  É aí que a onça bebe água. A Compesa é empresa e visa lucro. A prefeitura não sabe fazer e nunca saberá cuidar de tratamento de esgotos, sequer tem técnicos para a tarefa. Conciliar fragilizadas e poder (ser a dona da rede de esgoto) e atender aos interesses da população sem  lhe impor custos indevidos é a grande questão.
 Mas tem gente que prefere falar buraco de forma superficial, apenas para imprimir desgaste ao gestor da hora,seja ele qual for. Só de buraco, aquele que não está mais embaixo. Assim é fácil criticar. Duro e difícil é deixar a demagogia de lado e apresentar a solução, apresentando as razões e informações corretas.
Este blog não se presta a serviços sujos de arranhar sem mostrar verdade nua e crua.
Portanto, se prepare para mais buracos na cidade e depois para pagar a conta do esgoto, que hoje é de péssima qualidade, embora gratuito. A FLAMAC ainda vai passar rua por rua, casa, fazendo mais estragos, para ligar cada domicílio à rede que está sendo construída. Também esteja preparado para separar a água de esgoto da água de chuva se a sua casa mandar tudo por um cano só.
A verdade é esta. O resto é falta de coragem para falar. E politicagem também. De um lado, e de outro.

Usina de Asfalto

Araripina está prestes a ganhar uma usina de asfalto para chamar de sua. Está nos planos do prefeito Alexandre colocar em funcionamento a 'máquina' que acabará com a 'desgraceira' feita por OTL e FLAMAC, para só assim acabar com a zanga daqueles que não suportam tanto buraco.
Só mesmo uma ação no atacado, e bem coordenada, para apagar tão dolorosa imagem da cidade.
Mas Alexandre terá que contar, ainda, com  a boa vontade da FLAMC, que precisa ligar cada casa ao encanamento de esgoto, e para isto será preciso muita parceria honrada e muito respeito ao morador de cada casa.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Jarbas contesta casuísmo de Dilma e não aparece petista para defender.


Marcos Oliveira/AgSenado

FotoSEN JARBAS VASCONCELOS
O senador Jarbas vasconcelos (PMDB-PE) atacou há pouco a presidenta Dilma Rousseff, acusando-a de autoritarismo e arrogância, em razão do que chama de "pacote de abril", ou seja, o projeto de lei já aprovado na Câmara, em discussão no Senado, praticamente inviabiliza a criação de novos partidos. Nenhum senador governista defendeu a presidenta das duras críticas de Jarbas vaconcelos. Ele reagiu à declaração do governo de que não aceita a analogia do projeto com o "pacote de abril", de 1977, durante o governo do general Ernesto Geisel. Jarbas afirmou que tem formação mais autoritária que os miltares da ditadura, que fecharam o Congresso Nacional por ocasião do outro pacote, o "original"..

terça-feira, 23 de abril de 2013

PDR desfalcado

Pelo menos no Senadinho, que diferente do Senado Federal abre todos os dias na Praça do Hospital de Araripina, é grande a torcida para que o deputado Raimundo Pimentel convoque o blogueiro Renato Araújo para compor o PDR da Assessoria Parlamentar no gabinete da capital do gesso, onde já estão trabalhando Paulo Elias e Dante Arruda.
Renato é merecedor e até já 'sabe' que existe gabinete parlamentar no município.
Por falar em PDR, o componente que representa o D andou postando em nome do Meu Araripe, visto que ofereceu links não comprovados para o que alega ser de autoria deste blog - a seu gosto. 
Neste particular, fará melhor negócio o blogueiro do PDR se despachar como assessor que é no gabinete citado  por Renato Araújo, quando este fazia defesa de seu deputado no 'plenário' do senadinho. 

Governo veta para os pobres remédio que ajudou curar câncer de Dilma


Um remédio usado pela presidente Dilma Rousseff para o tratamento do câncer no sistema linfático que teve em 2009, o rituximabe, foi vetado em caráter preliminar pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para ser prescrito a pacientes da rede pública. O documento, da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias do SUS (Conitec), esteve até esta segunda-feira em consulta pública e causou protestos de médicos e da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale). Já na rede privada, o mesmo medicamento tem licença da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para ser receitado desde 1998.
Dilma foi curada de um linfoma não Hodgkin de grandes células B. Para este tipo de linfoma — um entre os 20 tipos existentes e que acomete 30% dos pacientes com a doença — o SUS já aprovou o uso do rituximabe. Mas para o linfoma não Hodgkin folicular, responsável por outros 20% dos casos, o parecer prévio da Conitec informou que não foram encontradas evidências que justificassem o uso do remédio. Em média, o tratamento completo com o medicamento custa cerca de R$ 50 mil, de acordo com a Abrale. A Conitec fez o parecer usando informações da Roche, farmacêutica que fabrica o remédio e pediu à comissão a licença para fornecer o remédio à rede do SUS.
 Agora, terminado o prazo para consulta pública, a comissão do SUS terá que divulgar se mudou de ideia ou manterá o medicamento fora da lista fornecida pela rede pública. De acordo com o Ministério da Saúde, o parecer final deverá ser anunciado entre os meses de maio e junho. 'A comunidade médica internacional inteira recomenda o uso deste medicamento para o tratamento da doença. É como prescrever penicilina para tratar pneumonia. Não foi usado um critério médico, mas sim econômico para vetar o uso do rituximabe ', afirma o oncologista Daniel Tabak, ex-diretor do Instituto Nacional do Câncer.
Diretor da Sociedade Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia celular, Carlos Sérgio Chiattone demonstrou perplexidade com o parecer técnico da Cointec. O hematologista diz que o documento distorce estudos científicos que comprovam o efeito do remédio no tratamento do linfoma folicular, associado à quimioterapia: 'É de absoluto conhecimento da comunidade científica no mundo desenvolvido da prescrição da imunoterapia (classe de medicamento à qual pertence o rituximabe) para o linfoma não Hodgkin folicular. Até os planos privados, que costumam ser altamente restritivos com custos, aceitam o tratamento'.

Deu no Estadão


Campos defende sistema único de segurança
Foto: Aluisio Moreira/divulgação
Da Agência Estado

O governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), possível candidato à Presidência da República, defendeu nesta segunda-feira a implantação de um sistema único de segurança nacional, a exemplo do que já existe na saúde e na educação, com repasse de recursos fundo a fundo. "A segurança pública vem se tornando um dos temas mais importantes da vida brasileira e é fundamental garantir uma integração entre os três níveis de governo", afirmou ele durante entrega de 129 viaturas à Secretaria de Defesa Social do Estado, em Recife.

"A primeira atitude em relação à segurança pública, que domina de uma maneira geral, é o município dizer que isso é com o Estado, o Estado dizer que isso é um problema nacional e a nação dizer que é com o Estado", observou. Campos prega a necessidade de romper esse ciclo. "Municípios, Estados e a própria União têm se preocupado em fazer esse debate, o que nós não temos ainda é um sistema de financiar a política de segurança de forma tripartite, com políticas fundo a fundo como tem na saúde, com o SUS, e na educação, com o Fundeb", disse. "São investimentos muito vultosos, sobretudo quando se pensa no sistema prisional também, onde temos um grande déficit no Brasil inteiro e os recursos nem sempre são liberados".

"A segurança está entrando na pauta como grande desafio nacional e não tem como dar resposta a isso se não otimizarmos os recursos", frisou. "Os sistemas da educação e saúde podem até ser insuficientes, mas há um sistema que funciona fundo a fundo: os Estados colocam, a União coloca, tira a média, passa para os municípios". Na área da educação, ele exemplificou que Pernambuco passa algo em torno de 1 bilhão para os municípios, para as escolas municipais; a União bota 150 milhões".

Embora tenha dado ênfase ao financiamento, um sistema único de segurança nacional também inclui, segundo ele, a concepção da área - "como funciona, o que é responsabilidade de quem, como vai ser efetivamente a estruturação de um sistema". Frisou que se os municípios não entram para ajudar nas ações básicas - iluminação, cuidar minimamente da urbanização de áreas mais degradadas, trabalho de ação social - não tem como os Estados e a União cumprirem esta função.

O governador reconhece a existência de iniciativas visando a um mecanismo de financiamento da segurança pública. "Algumas no governo Fernando Henrique Cardoso, outras no governo Lula como o Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania) e hoje existe um debate sendo feito pelo ministro (da Justiça) José Eduardo Cardoso", relatou. "Há um desafio aí pela frente, há a necessidade de consolidar esse sistema".

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Só a verdade sara


Mercado internacional já percebeu
que o Brasil está perdendo seu brilho

Concluída a reunião do FMI-Banco Mundial, em Washington, voltam para seus respectivos países os ministros da fazenda e presidentes de bancos centrais, convencidos todos de que impressionaram vivamente seus pares. Mas também voltam para casa as centenas, talvez milhares, de gestores de bancos, de fundos de investimento, de fundos soberanos - gente que mexe com trilhões de dólares de investimentos - que participam sempre dessas reuniões, para assuntar, para ver para onde os ventos sopram. E o que se constata, porque algo sempre filtra para os jornais de finanças, é que na América Latina os países sul-americanos vão perdendo o encanto (são exceções ainda o Peru e a Colômbia), enquanto cresce a cotação do México. O Brasil, ah o Brasil, as estimativas de crescimento mais polpudo (3,5%) feitas no início do ano começam a dar lugar a outras, menos favoráveis. Leia o artigo de Pedro Luiz Rodrigues, jornalista e diplomata.

Deu no Globo


Em entrega de viaturas,Campos critica política de segurança do governo

Em Olinda, governador de Pernambuco e provável candidato à Presidência em 2014 sugeriu mais cooperação entre os níveis de governo para tratar sobre o tema
Letícia Lins, O Globo
Pré-candidato do PSB à sucessão presidencial, o governador de Pernambuco, Eduardo Campos, está nacionalizando o discurso até mesmo em eventos administrativos locais. Nesta segunda-feira, por exemplo, aproveitou a entrega de 128 veículos à Polícia Militar para sugerir a criação de uma espécie de SUS (Sistema Único de Saúde) para a segurança pública.
Durante sua fala, o tom utilizado foi o de cobrança ao governo federal que, segundo ele, atrapalha a execução de ações de segurança por parte dos estados e municípios, devido ao excesso de burocracia.


— A Federação está desafiada a organizar, sim, um sistema nacional de segurança pública. Esse é um desafio de todos nós, governadores, prefeitos, e é também um desafio do governo federal para estruturar (o setor) de forma melhor, como a saúde já conseguiu um Sistema Único de Saúde, como a educação consolidou uma política na sua Lei de Diretrizes Básicas — criticou ele, enquanto enquanto participava da cerimônia no Centro de Convenções de Olinda, onde funciona a sede provisória do governo (o Palácio do Campo das Princesas encontra-se em reforma).
O socialista entregou as viaturas para reforçar a segurança de 42 núcleos da região metropolitana, na zona da mata, no agreste e no sertão. Os veículos, no entanto, são resultantes de parceria entre o governo de Pernambuco e o federal, por meio da Secretaria Nacional de Segurança.

Feche os olhos pra não ver!


Centenas de produtores rurais do semi-árido, que perderam entre 50% e 100% dos seus rebanhos na seca, fizeram um protesto digno de uma tela de Picasso na frente da agência do Banco do Nordeste, em Campina Grande, Paraíba. Sem apoio, sem assistência técnica, sem água e sem chuva, mais de 100 mil agricultores estão sendo executados pelo banco oficial, sem dó e nem piedade, sob a vista grossa da presidente Dilma. Se a "presidenta" perder em votos o que os produtores perderam em plantações e rebanhos, a sua reeleição vai secar.

As pesquisas petistas


Desempenho de
governos do PT
preocupa Dilma

Já no ritmo das eleições de 2014, a presidenta Dilma está preocupada com pesquisas que recebeu atestando avaliação negativa de governos petistas. As pesquisas informam que os governadores do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, e do DF, Agnelo Queiroz, são os casos mais preocupantes. Desgastado com greves intermináveis de servidores, Jaques Wagner (BA) tem o cartaz mais sujo que pau de galinheiro.
(De CH)

A fala da Rosa

Oposição quer explicações sobre sindicância que investiga Rosemary

Cristiane Jungblut, O Globo
A oposição vai exigir do Palácio do Planalto explicações sobre a sindicância interna que investigou as denúncias envolvendo a ex-chefe de gabinete da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha (foto abaixo), indiciada pela Polícia Federal por formação de quadrilha, corrupção passiva e tráfico de influência em todas as instâncias governamentais para obter benefícios financeiros.
A sindicância - aberta por decisão da Casa Civil e realizada em conjunto com a Controladoria Geral da União (CGU) - comprovou, segundo reportagem da revista "Veja" deste fim de semana, que Rosemary recebia vantagens como ex-assessora de Lula. O documento, segundo a "Veja", cita tratamento especial dado a Rosemary durante viagem particular a Roma. Na ocasião, ela e o marido ficaram hospedados na embaixada brasileira, localizada na Piazza Navona, num dos mais luxuosos endereços de Roma.




Copa para brasileiro ver. Ou para brasileiro virar cambista?

A notícia é estarrecedora. Dos 800 mil ingressos para a Copa, 500 mil foram comprados por brasileiros. Todas aquelas projeções de uma invasão de turistas, que deixariam bilhões nos cofres brasileiros não devem se concretizar. No mês da Copa, eram previstos 600 mil turistas estrangeiros. Se existem apenas 300 mil ingressos à venda, o número pode cair pela metade. Além disso, apenas 25% das obras estão dentro do cronograma. E o superfaturamento corre solto em todos os empreendimentos. Está na hora da oposição chamar as autoridades à Câmara e ao Senado para abrir a caixa preta da Copa do Mundo.

NOTA
A copa serviu, contudo, para obrigar o PT liberar recursos destinados a obras de mobilidade fora do Eixo Rio-São Paulo, para onde o governo sempre manda quase tudo. Por isso, o Nordeste tem o que comemorar.

Mensalão tipo exportação na mira da Interpol.

Licitações vencidas por construtoras brasileiras no exterior para execução de obras que tiveram o apoio de Luiz Inácio Lula da Silva são investigadas por suspeita de corrupção e irregularidades. Na semana passada, o chefe do Ministério Público da Costa Rica, Jorge Chavarría, determinou a abertura de investigação sobre a concessão, por 30 anos, da rodovia mais importante do país à OAS, que desembolsará US$ 524 milhões. Estima-se que ela recupere o valor em cinco anos e arrecade US$ 4 bilhões na vigência do contrato.

O Ministério Público investigará se houve tráfico de influência e enriquecimento e associação ilícitos. O inquérito se baseia em petição de advogados, segundo a qual o contrato tem "a finalidade de enriquecer a OAS". Os advogados alegam ainda que houve pagamento de propina. "A história não conhece um caso tão evidente de corrupção em nosso país."

A comissão de controle da Assembleia Nacional também abriu investigação. "A rodovia será a mais cara da América Latina: cada quilômetro custará US$ 9 milhões", disse o deputado José María Villalta. No Brasil, o custo de 1 km é um terço disso, segundo o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte). Parlamentares também questionam o fato de o ministro de Obras Públicas e Transportes, Pedro Castro, ter assessorado a OAS antes de assumir o cargo, além de o contrato isentar a empresa de pagar alguns impostos.

A OAS recebeu a concessão após viagem de Lula em agosto de 2011, paga pela empreiteira. Naquele momento a empresa tentava entrar no mercado local, mas a imprensa questionou o papel do ex-presidente nas negociações. Meses depois, o governo anunciou a concessão. Como a Folha revelou, empreiteiras bancaram viagens para quase metade dos países visitados por Lula depois que ele deixou o Planalto. O petista declarou que elas servem para "vender" produtos brasileiros no exterior. "A OAS patrocinou a visita de Lula, o sentou com a presidenta [Laura Chinchilla] e o processo da rodovia se acelerou", disse Nuria Badilla, que fez passeata contra a obra na semana passada.

No Panamá, obra da Odebrecht gera polêmica por estar em área eleita pela Unesco como Patrimônio da Humanidade. Lula visitou parte do projeto em 2011, em viagem bancada pela empresa, e depois teve jantar com o presidente panamenho e o diretor da empreiteira no país. Vencida pela Odebrecht, a licitação de US$ 777 milhões previa um túnel sob o mar. Após a concorrência, o governo autorizou a construção de um aterro. Com aditivos aprovados, o valor a ser pago até 2016 é de US$ 782 milhões.

Segundo Ramón Arias, advogado que assina pedido de investigação feito pela Sociedade de Engenheiros, a ponte custa menos que o túnel e gera ganho ilegal de US$ 480 milhões para a empreiteira. "Engenheiros calculam que o custo da obra é de menos de US$ 300 milhões", disse Arias. A Unesco notificou o Panamá, que pode perder o título se não alterar a obra. (Folha de São Paulo)