sábado, 29 de novembro de 2014

Araripina ficou maior e mais complexa, mas há jeito para o seu trânsito caótico.

Em 12 anos a frota de veículos de Araripina foi multiplicada por quatro, saltando de 7.807 para 31.290 veículos matriculados.

A sede urbana do município de Araripina não é só para seus moradores. E isso é bom. Sinal de força econômica e centralidade. A força econômica dos moradores do lugar, que concentra 31.290  veículos em 2014 - número apenas  dos matriculados no município, sem contar os de moradores que não transferiram a placa - também é a força que desorganiza e conturba o trânsito e a vida dos moradores da sede, jogando por terra o conceito de urbanidade e o conforto que se espera quando se faz a escolha de morar numa cidade e integrar uma 'civilização' - rebuscando o termo francês 'bourgeoisie' apenas no que tange ao (re) nascimento comercial e urbano e desconsiderando as várias críticas dirigidas aos moradores das boas cidades pelos comunistas  e desconstrutores de todas as civilizações em todas as épocas e em todas as partes. O fato é que morar na cidade é mais caro, mas deve ser confortável e extremamente mais prazeroso. O que não está sendo integralmente  possível em Araripina, ultimamente, em virtude do trânsito e de outras 'anomalias' provocadas pela riqueza produzida e pela pobreza atraída em virtude das vantagens que capital do gesso oferece em relação aos lugares vizinhos, próximos e também mais distantes.
Frota regional: Araripina concentra 30% da frota regional


Tomem por base apenas a frota de veículos do município, sem adicionar um só veículo matriculado fora nem as cetenas dos chamados flutuantes, especialmente coletivos. Temos a média de 1 veículo para cada grupo de 2,5 habitantes. Piore a análise, considerando que no mínimo 90% destes veículos ficam diariamente concentrados num eixo que vai da rua do Hospital até o fórum da cidade, com predominância na área de bancos, que coincide com a área do comércio central. Se no passado fizemos a opção pela centralização, estamos no presente pagando o preço por ela, enquanto não ousamos e usamos o poder para impulsionar a descompactação, que só se dá através da expansão dos serviços, sobretudo bancários.

SORTE QUE TEMOS AS SOLUÇÕES
TERMINAL DE PASSAGEIROS -  Roça de Seu Valdemiro/ Esquina São José: De uma esquina a outra da Rua Boaventura, deve-se planear e equipar com uma coberta para passageiros e banheiros. Único lugar público, amplo e perto de tudo, inclusive do comércio dominante.

Para cada problema, uma solução. Apesar dos transtornos parecerem sem 'cura', na verdade não é bem assim. Araripina tem solução para quase todos os seus males da nova sociedade consumista. Seu traçado, associado aos espaços urbanos vazios,  ao contrário do que parece, favorece.
No governo Valdeir Batista o município adquiriu a preço de banana em fim de feira a antiga "Roça de Seu Valdemiro Lacerda', um enorme terreno urbano cultivado e preservado pelo primeiro grande industrial da cidade. O referido terreno estende-se por toda área compreendida entre a Rua Boaventura e a Avenida Perimetral, formando o quadrilátero com a rua principal do Alto Alegre e a Rua Ana Ramos Lacerda, a do Fórum de Justiça.
O terreno está lá. Por ele passa o esgoto (ainda) não coletado nem tratado da cidade - Por pouco tempo. O que hoje é um canal a céu aberto logo será coletado, com a conclusão do programa de saneamento da cidade, parado nesse governo Dilma. Basta aterrar para que ganhe altura uniforme (plano da rua Boaventura Pereira de Alencar), 'saltando' o canal e voltando a aterrar, para que duas áreas calçadas, sendo uma dotada de coberta e banheiro para passageiros e motoristas, possa tirar do centro da cidade essa enorme frota de ônibus e vans que circulam ao gosto do motorista e estacionam onde bem entendem, por falta de disciplinamento. Não se gastará mais que R$ 400 mil para entregar o terreno calçado e coberto, com os devidos banheiros no lugar certo.


ENTRADA NA CIDADE
Para entrar e sair da cidade, os prestadores de serviço de transporte coletivo têm basicamente quatro boas opções: Avenida Antônio de Barros Muniz (da Igreja), Rua Coelho Rodrigues (da Prefeitura), Rua Florentino Alves Batista (da Faculdade) e a perimetral/Rua Santana, para quem vem pelo Jardim ou pelo Zé Martins, oriundos do Sítio Santana e adjacências.
Ao entrarem na cidade e oferecerem a opção de descida nas praças do Hospital, Dr. Pedro, Igreja e Hortigranjeiro/INSS, os veículos, obrigatoriamente, entrariam no TERMINAL pela perimetral, usando a Rua principal do Alto Alegre - evitando assim congestionar as ruas centrais e do Fórum.
O retorno se daria conforme seu destino final.


ESTACIONAMENTO PARA VEÍCULOS NO CENTRO DA CIDADE
PRAÇA DA FONTE LUMINOSA: Saem os 'mijadores', entra um estacionamento para 20 veículos.

Acabar com a restrição no terreno ao lado do Banco do Brasil, que passaria a ser administrado pela ATA, assim como utilizar a rua que hoje abriga dois banheiros na Praça Frei Ibiapina, transferindo os banheiros para o Terminal acima referido.
O custo é apenas o da demolição e calçamento da rua, que deve atingir R$ 30 mil.

OUTRA VERTENTE DO PROBLEMA/SOLUÇÃO
TERRENO AO LADO DO BRADESCO - ESTACIONAMENTO, MERCADO E ALAMEDA
Solução à vista para os dois caos gerados com uma só obra, um Mercado para sulanqueiros no  piso ao nível da Rua 11 de Setembro e uma  Alameda de Serviços no piso que surge mais abaixo. Em toda extensão, ESTACIONAMENTO ao nível das ruas laterais  do Bradesco e Coletoria Estadual.  Obra relativamente barata, tipo galpão, que em época de boa arrecadação possa receber bom acabamento e se destaque também pela beleza, além da praticidade e 'solucionática'. Obra com custo não superior a R$ 400 mil, sem que haja acabamento de primeira qualidade num primeiro momento.

MUNICIPALIZAÇÃO DO TRÂNSITO E MULTA PARA QUEM INSISTIR EM TRANSGREDIR
Com as três obras acima citadas entregues à comunidade, em prazos curtos que vão de três meses, seis meses e nove meses (terreno  Banco do Brasil e praça Frei Ibiapina; Terminal de Passageiros, e Mercado vizinho ao Bradesco, respectivamente), a prefeitura já estaria com todo o processo de Municipalização do Trânsito concluído, podendo, a partir daí, ordenar o fluxo de veículos na cidade e, se necessário, multar os transgressores sem noção que infernizam a vida dos demais moradores pelo puro prazer de incomodar. O custo estimado das três intervenções, como se percebe, não ultrapassa em muita coisa  a cifra de R$ 1 milhão, se realizado de forma inteligente e utilizando equipamentos da prefeitura para demolir, aterrar e planear.
Outras obras de maior vulto e menor impacto imediato devem ser realizadas, num prazo máximo de dois anos, envolvendo pequena (s)  pontes (s), asfaltamento de artérias, sinalização, definição de eixos de conexão com BR e ligação centro bairros e centro BR, além de oferta de estacionamentos.

PREFEITO QUER FAZER?
Na montagem, o prefeito de Araripina e o governador eleito Paulo Câmara, com quem o gestor municipal se encontrará no início da próxima semana para tratar  assuntos políticos e administrativos.

Recentemente algumas fontes deste blog conversaram com o prefeito. A informação é que o mesmo aguarda apenas a municipalização do trânsito, a cargo da ATA, para o que o gestor deu ultimato, provavelmente até o mês de março.
Afirmo com a certeza de quem, na qualidade de secretário de Planejamento do Município na gestão Valdeir Batista, discutiu com a sociedade e elaborou o projeto de Lei que disciplina (ria) o Trânsito no município, e que inclusive cria a JARI, pouca coisa precisa ser feita para que a municipalização seja oficializada e os prazos do prefeito sejam cumpridos.  Resta agora aguardar a mão pesada do prefeito Alexandre Arraes funcionar para que o 'gargalo' do momento, o tormento da população, seja enfim solucionado e que, a partir daí, o senhor Alexandre Arraes tenha uma marca forte e indiscutível para apresentar como sua.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Banco do Brasil de Araripina impõe escada íngreme para cadeirantes e idosos que precisam usar caixas e gerências




A escada da imagem não é de boate de luxo para gente em plena forma e com 'fogo' e dinheiro para gastar nas noitadas. Trata-se do único acesso ao primeiro andar do Banco do Brasil de Araripina. Por ela, o cliente/usuário é obrigado a passar, esteja em plena forma ou com qualquer tipo de dificuldade para caminhar. Não pense em incêndio nem em assalto - dos quais ninguém está livre. Pense apenas no sufoco diário para pessoas idosas ou com dificuldades em geral.
Quem reclamou? Quem ouviu a reclamação? Quem tomou as dores dos que dependem de fácil acesso para resolver problemas?
Não culpem gerentes. Nem o atual nem os anteriores. Eles só têm uma missão junto ao banco: aumentar clientes e vender serviços e produtos que aumentem os lucros. São impedidos de falar em gastos, acessibilidade, qualquer coisa que melhore a vida do cliente. Correm risco de serem 'promovidos' para 'Infernolândia'.
Portanto, se você quer ajudar Araripina a vencer esses gargalos, pegue a postagem e entregue a um promotor. Só assim a direção do Banco do Brasil vai lembrar que Araripina existe.
O Banco tem saídas. Basta, de início, abrir todo o térreo para caixas eletrônicos e para os caixas tradicionais que funcionam no primeiro andar, deixando o piso superior para serviços administrativos e gerências de negócio.  Quanto ao gerente, deve ter também uma salinha na parte inferior, para ficar mais perto do cliente e, de vez em quando, ouvir as queixas dos que não podem subir.

sábado, 22 de novembro de 2014

Para onde penderá Severino?


O ex-vereador e virtual futuro candidato a vereador, Severino Lacerda (PR), abdicou de disputar a reeleição em 2012 para apoiar a candidatura de Tião do Gesso, numa manobra política patrocinada por desconhecido articulador, já passados três dias da convenção partidária, na qual Severino apresentou-se como candidato no Clube Aplausu's.
No momento, Severino é assessor da Câmara de Vereadores, por indicação de Tião do Gesso, de quem espera apoio (ou esperava) até os desdobramentos da eleição da câmara de vereadores, quando Tião foi a única voz discordante na votação que reelegeu Luciano Capitão e, ato contínuo, se desligou da base governista e deixou de seguir a liderança política de sua bancada.
Então, há que se perguntar: Luciano Capitão manterá Severino ocupando espaço que outros que o apoiaram estão aguardando para ocupar? Provavelmente, não. A menos que o prefeito Alexandre Arraes entre no circuito e convença o presidente da câmara do contrário. Mas, neste caso, Severino teria que empenhar a palavra em relação a de que lado estará em 2016.
Política tem dessas coisas.

Armando Monteiro é convidado para o Ministério de Dilma e Luciano Capitão se reelege presidente da Câmara. Setor Gesseiro pode sentir um alívio.


Para Araripina, são os dois fatos da semana, junto com outro relacionado ao secretariado do governador de Paulo Câmara e da prefeitura de Recife, que pode resultar na posse em fevereiro da deputada Roberta Arraes.

O senador Armando Monteiro, recentemente derrotado logo no primeiro turno por Paulo Câmara na disputa pelo governo de Pernambuco, foi convidado pela presidente Dilma para assumir o ministério do Desenvolvimento. Lá sentado, poderá, se quiser, interferir diretamente na pauta de importação da gipsita, causando o primeiro alívio para o setor gesseiro do Araripe. Também poderá colocar o BNDES à disposição de Pernambuco para a construção do Gasoduto Caruaru- Araripina, resolvendo de vez a questão da matriz energética e, também, dando ao Sertão do Araripe fôlego para atrair novas indústrias de outros segmentos. 
Resta agora esperar que os gesseiros se unam aos políticos e partam ao ataque fulminante. Desta vez, Armando não poderá ficar apenas no discurso e na definição de metas.

NA TERRINHA
Luciano Capitão se reelegeu presidente da Câmara de Vereadores, numa vitória marcante por dois motivos: Foi o primeiro vereador a se reeleger presidente da casa legislativa municipal - só agora passou a emenda da reeleição em Araripina; e de quebra obteve todos os votos, exceto o do vereador Tião do Gesso (ainda PR), que engoliu corda para montar chapa e ficou pendurado na brocha, sem arrumar sequer um vice.  Tião é empresário e, pelo visto, continua acreditando que na política as coisas são iguais as do seu  mundo empresarial. 
Também chamou a atenção o fato de Bringel Filho não votar em Humberto Filho para vice e também não votou em Camila Modesto (fulha de Darticléa Modesto) para primeira-secretária da mesa.  Pelo visto, Araripina está vivendo uma guerra dos 'filhos'. O não voto da base governista em Camila já era mais que esperado e outro roteiro final seria surpresa.
A mesa diretora da câmara, para o Biênio 2015/2016 terá a seguinte composição:
Luciano Capitão (PSB) - presidente
Humberto Filho (PSB) - vice-presidente
Camila Modesto (PRTB) - primeira-secretária
Ederval Regis (PR) Segundo-secretário

SINGULARIDADE DA FOTO
Tião do Gesso foi eleito vereador com forte empurrão do setor gesseiro, com o qual 'casou' o nome. Agora, com a escolha de Armando Monteiro para Ministro do Desenvolvimento, será Luciano Capitão, o atual e futuro presidente da Câmara de Araripina, um dos homens 'encarregados' de jogar o peso do setor político local sobre o nacional para destravar obras e medidas que impulsionem o setor gesseiro, do qual Tião do Gesso depende, junto com outros empresários, para voltar a galopar no mercado. O mundo político é muito irônico.
Resta saber se no mundo empresarial o dono da Supergesso, Josias Inojosa Filho, vai retomar suas atividades no Sindusgesso, agora que ganhou interlocutor privilegiado em Brasília. A bola, no momento, está com Ariston Pereira no sindicato que representa o setor.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Petista Duque guarda uma fortuna no exterior. Moro o mantém preso.



O juiz federal Sérgio Moro decidiu converter em preventiva (sem prazo) as prisões temporárias que venciam nesta terça-feira, 18, de dois executivos da OAS, dois da Camargo Corrêa e um da UTC Engenharia e do ex-diretor de Engenharia e Serviços da Petrobrás Renato Duque – ligado ao PT. Os executivos são acusados de integrarem o chamado “clube” da propina – que loteava obras da estatal corrompendo políticos e agentes públicos. Duque seria o elo do grupo para divisão dos contratos.

“As provas apontam que ele (Duque), à semelhança de Paulo Roberto Costa (23 milhões de dólares) e de Pedro Barusco (100 milhões de dólares), mantém verdadeira fortuna em contas secretas mantidas no exterior, com a diferença de que os valores ainda não foram bloqueados, nem houve compromisso de devolução”, escreveu o magistrado.

E continua: “Dispondo de fortuna no exterior e mantendo-a oculta, em contas secretas, é evidente que (Duque) não pretende se submeter à sanção penal no caso de condenação criminal”, assinala o juiz ao fundamentar a necessidade da preventiva de Duque. “Corre-se, sem a preventiva, o risco do investigado tornar-se foragido e ainda fruir de fortuna criminosa, retirada dos cofres públicos e mantida no exterior, fora do alcance das autoridades públicas”.

Para Moro, não se pode separar o núcleo empresarial do núcleo financeiro de lavagem de dinheiro coordenado pelo doleiro Alberto Youssef, nem dos demais envolvidos. “Os crimes narrados nas peças retratam uma empreitada delituosa comum, com a formação do cartel das empreiteiras, as frustrações das licitações, a lavagem de dinheiro, o pagamento de propina a agentes da Petrobrás e as fraudes documentais, todo o conjunto a merecer idênticas consequências.” (Estadão)

Setor Gesseiro corre risco de ser mero minerador caso chegue a Trasnordestina desacompanhada de gasoduto.


Jornais da capital já relatam o que aqui se sabe há muito tempo: O setor gesseiro corre o risco de falência, fechando-se as indústrias e ficando apenas as mineradoras.  Isto por
de ocorrer com a inauguração de trechos da Transnordestina, caso ela realmente chegue desacompanhada de um gasoduto que sirva de matriz energética para as calcinadoras. Contudo, não se ouve falar, pelo menos publicamente, de uma agenda propositiva que aborde o assunto.

É constrangedor o comportamento dos deputados e senadores apoiados pelo setor. Tanto poder junto ao governo do PT para nada acontecer, se considerarmos que a transnordestina visa bem mais cereais do Piaui e Maranhão e o minério de ferro presente no Piauí, na fronteira com Araripina.
Há, sem desonra, que se questionar: Onde estão e o que fazem os políticos sempre apoiados ou preferidos pelo setor gesseiro? Onde andam Armando Monteiro, Jorge Corte Real e Humberto Costa, os figurões mais fortes junto à presidente Dilma? Onde anda Raimundo Pimentel,  deputado estadual do Araripe?

A caatinga é forte, enfolha logo no terceiro dia após a primeira chuva, mas é formada apenas de gravetos retorcidos que mal servem para alimentação de poucos bodes. Usá-la para mover indústria é crime inafiançável. Inafiançável eleitoralmente deveria ser também a omissão dos políticos que se beneficiam dos votos do Araripe sem que nada tragam em troca.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

PETROBRAS e o cerco final ao PT: Investigação geral e irrestrita, com acareações e quebra de sigilo dos empreiteiros.


Juízo Final, de Michelangelo: Caronte empurra da sua barca os pecadores para o inferno

O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, determinou, nesta terça-feira (18), a quebra do sigilo bancário de 16 dos 24 presos durante a sétima fase da operação. Além da quebra do sigilo bancário dos presos, três empresas suspeitas de fazerem parte do esquema de desvio de dinheiro público da Petrobras tiveram a quebra de sigilo determinada. O pedido de quebra de sigilo bancário dos suspeitos foi feito na tarde desta terça-feira (18) e encaminhado ao Banco Central.

Os presos que tiveram os sigilos bancários quebrados são: Erton Medeiros Fonseca (Galvão Engenharia), Renato Souza Duque (Petrobras), Ildefonso Colares Filho (Queiroz Galvão), Othon Zanoide de Moraes Filho (Queiroz Galvão), Valdir Lima Carreiro (Iesa), Dalton Santos Avancini (Camargo Correa), Walmir Pinheiro Santana (UTC), José Ricardo Breghirolli (OAS), Eduardo Hermelino Leite (Camargo Correa), Sérgio Cunha Mendes (Mendes Júnior), Agenor Franklin Magalhães Medeiros (OAS), Ricardo Ribeiro Pessoa (UTC), João Ricardo Auler (Camargo Correa), José Aldemário Pinheiro Filho (OAS), Gerson de Mello Almada (Engevix) e Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano e apontado como lobista do PMDB.

As três empresas que tiveram seus sigilos bancários quebrados são: Technis Planejamento e Gestão em Negócios, Hawk Eyes Administração de Bens e D3TM - Consultoria e Participações. Desde a última sexta-feira (14), a PF colheu os depoimentos de presos da sétima fase da Operação Lava Jato. A PF investiga um esquema de desvio de recursos públicos da Petrobras orçado em pelo menos R$ 10 bilhões.

O delegado Márcio Adriano Anselmo, chefe da Operação Lava Jato, pediu nesta terça-feira, 18, a prorrogação das prisões temporárias de Renato Souza Duque, ex-diretor de Serviços da Petrobrás, do presidente da OAS, José Aldemário Pinheiro Filho, e do presidente da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa. Também pediu à Justiça Federal que prorrogue a prisão temporária de Mateus Coutinho de Sá Oliveira, funcionário da OAS em São Paulo, de Alexandre Portela Barbosa, advogado da OAS, e de Walmir Pinheiro Santana, da UTC.

Por sua vez, a CPMI aprovou a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico de João Vaccari Neto, ex-tesoureiro e operador do esquema de propina do PT na Petrobras. Também aprovou a acareação entre Nestor Cerverá e Paulo Roberto Costa, além das convocações de Renato Duque e Sérgio Machado, todos ex-diretores envolvidos na roubalheira da Petrobras.

PT: A casa caiu


Vaccari manda no dinheiro do PT desde o tempo em que eles enganavam companheiros na Bancoop.

A CPI Mista da Petrobras aprovou, em votação apertada (12 a 11), das quebras dos sigilos bancário, fiscal e telefônico do tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.

O senador Wellington Dias (PT-PI) foi contrário à decisão: - Esse requerimento busca tão somente estimular a disputa partidária. João Vaccari não é indiciado pela Justiça e não está na lista de presos. Temos que ter todo zelo para que a justiça seja feita, mas como base em fatos concretos - argumentou Wellington, que chegou a sugerir a extensão da medida aos tesoureiros dos demais partidos.

O deputado Enio Bacci (PDT-RS) discordou: - Temos que defender a investigação. Doa a quem doer. O Paulo Roberto Costa (ex-diretor da Petrobras) disse que repassava dinheiro a Vaccari. Por isso temos que apurar - disse. ( Do Portal do Senado)

Secretariados: Estado, para governar; Município, para governar e disputar.

Interlocução palaciana: Sai Eduardo, entra Paulo. 

Dois secretariados estão em processo de escolha no momento, e  interessam diretamente ao povo de Araripina. O do estado, a ser anunciado por Paulo Câmara; e o do município, a ser anunciado talvez em final de dezembro por Alexandre Arraes.
O do estado indica se Roberta Arraes será empossada logo na Assembleia Legislativa ou um pouco depois, com a eleição de prefeito que se avizinha, quando vários deputados de sua bancada serão eleitos em suas bases e se afastarão definitivamente. Já o secretariado de Alexandre Arraes desnudará duas fazes: A de trabalhar ainda mais e a de trabalhar fazendo política. O time que Alexandre montar agora será o time que ele levará a campo para tentar eleger seu sucessor. Presume-se que seja o melhor time a seu alcance, sem demérito para os que estão atualmente desempenhando suas funções. O fato é que todos falam e ninguém nega que o atual time é inteiramente a 'cara' do prefeito e não necessariamente a 'cara' de todo o grupo. Muito provavelmente, isto explique o fato de haver tantas obras e um reconhecimento aquém do esperado pelo próprio prefeito. "Se dependesse apenas de obras, Alexandre estaria muito bem".  revela um opositor em reserva.
Fato notório, nem sempre trabalhar muito é ser popular na mesma monta. Alexandre faz obras mas não faz tantas visitas. Também não solta fogos nem dá as famosas 'bicadas' em público. É mais reservado do que alguns prefeitos populares que administraram Araripina. Provavelmente por isso, terá que montar um time de frente que, além de ser técnico, terá que ser político. Em outras palavras: O time terá que ser como guiné e não como pato. Ou até mais exagerado ainda: Antes de ovo sair fora, o barulho já precisa ter chegado na Serra do Inácio e na Lagoa do Arroz, bem depois de Nascente.

Quanto ao secretariado a ser indicado por Paulo Câmara, mesmo que não seja tão político agora, certamente será melhor para Alexandre Arraes tanto quanto for à feição de Eduardo Campos. Quanto mais integrantes do núcleo duro eduardista nas pastas importantes, mais facilidade para Alexandre despachar nas secretarias - e mais obras também. Há uma diferença nos últimos dois anos: Mesmo não sendo candidato à reeleição, Alexandre terá que ficar mais aqui e menos lá, pois seu sonho maior é ser deputado federal em 2018. Para tanto, terá que usar os dois últimos anos para massificar a imagem de gestor operoso e próximo. E é agora ou jamais. Ao que tudo indica, muitas manchetes do prefeito visitando obras serão lidas pelos leitores de todos os blogs, ou de quase todos.

PETROBRAS: Fala, Ciro Nogueira!


O diretor de Óleo e Gás da construtora Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, afirmou à Polícia Federal que aceitou pagar propina ao esquema do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Youssef após ser extorquido pelos dois. Em depoimento na tarde desta segunda (17) em Curitiba, ele disse que o destino do dinheiro foi o PP, o Partido Progressista.
De acordo com Fonseca, o pagamento foi realizado após ameaças feitas por Costa e Youssef. Eles teriam afirmado que, se não fossem atendidos, a empresa seria prejudicada pela Petrobras nos contratos em andamento.  Antes disso, Fonseca já havia sido procurado, em meados de 2010, pelo então deputado José Janene (PP-PR), que comandava à época o esquema de propinas destinado ao PP, segundo o depoente. Com a morte de Janene, em setembro de 2010, Costa e Yousseff assumiram a dianteira das negociações.
OUTRO LADO
O defensor de Youssef, Antonio Augusto Figueiredo Basto, afirmou que ainda não teve acesso ao depoimento de Fonseca e que não iria se manifestar. O advogado de Costa não foi localizado até o fechamento desta edição. O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, não retornou as ligações. O secretário-geral nacional do PP, Aldo da Rosa, disse estar no posto há apenas um ano e que não tem informações sobre o assunto. (Da Folha de S.Paulo - Flávio Ferreira e Adriana Brum) 

Corrupção da Petrobras: Vai bater em ruelas para poços em Mossoró.


A Polícia Federal encontrou indícios de que os pagamentos de propina revelados pela Operação Lava Jato continuam sendo feitos na Petrobras, segundo a Folha de S.Paulo de hoje. Diz o jornal que relatório da última etapa da investigação diz que o esquema "apresenta continuidade mesmo após a demissão do então diretor Paulo Roberto Costa" e "assola o país de Norte a Sul até os dias atuais". A PF vai apurar pagamentos feitos pelas empreiteiras ao doleiro Alberto Youssef já em 2014 para encontrar obras em que pode ter havido propina.
Ao ouvir depoimentos de Paulo Roberto e Youssef, os policiais concluíram que o esquema "vai muito além das obras contratadas pela Petrobras" e atinge outras áreas do governo.

Votação das contas 2010 de Lula Sampaio joga holofotes sobre a Câmara Municipal

Lula fora do jogo: Contas serão rejeitadas.
A câmara de vereadores de Araripina vive dias turbulentos com a sucessão da mesa diretora. Contudo, nesta quarta-feira, dia 19, as luzes estarão piscando bem mais por lá. Explica-se: Não haverá eleição, sequer edital instalando o processo eleitoral para eleição ao cargo ora ocupado por Luciano Capitão e demais da mesa diretora para o próximo biênio. O que haverá de diferente será a votação das contas que levaram ao afastamento do ex-prefeito Lula Sampaio. 'Placar previsível: 15 x 0. A menos que haja alguma abstenção ou ausência' revelou um vereador.
Lula não pode mais contar com os votos dos vereadores que formaram a sua base. Além de não estarem dispostos a 'contaminar' o nome de Raimundo Pimentel, também 'falta argumentos e embasamento técnico para se contrapor ao farto material produzido pelo TCE', revelou outro vereador ouvido.
Quem gosta de ver jogo com placar dilatado tem encontro marcado: Câmara de Vereadores de Araripina, quarta, dia 19, 19 horas.

ELEIÇÃO DA MESA
Os jogadores  ainda estão no aquecimento. Mas é dada como certa a vitória de Luciano Capitão para mais dois anos à frente da presidência. Seu vice é Humberto Filho e a primeira-secretária Camila Modesto. Mesmo assim, a oposição está deixando para a situação passar o recibo de derrotada. Vai entender política.
Sexta-feira, muito provavelmente, o presidente Luciano Capitão abre oficialmente o processo. A partir daí, as chapas serão registradas e seus integrantes ficam proibidos de participar de outras composições. Também a partir daí, acabam-se as negociações de bastidores. Ou, do contrário, homens jogam suas biografias na lata do lixo. No passado havia muito isso. Vereadores viravam jogadores, e se considerava mais esperto aquele que mais faltasse com a palavra e apresentasse a maior guinada na hora do voto.
Por este motivo, se alguma liderança de renome ou em formação quiser tentar mudar o rumo das coisas o faça logo. Depois de sexta-feira ficará bem mais complicado e difícil de explicar.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Quando um grupo quer perder se divide por nada


Para se dividir, quando algumas da partes acha que é chegada a hora, um grupo político faz qualquer coisa. Não deve ser este o caso do grupo governista de Araripina, que na última eleição não foi majoritário em virtude das inúmeras divisões internas. Diga-se de passagem: Não foi majoritário porque não poderia ser em certas disputas, como a nacional; Não foi nas proporcionais  porque abdicou do direito de ser - se é que isto existe.
Araripina está indicando um cenário complicadíssimo para 2016. De um lado, o prefeito Alexandre Arraes não tem direito à reeleição, o que abre o terreiro para lutas até de capoeira em busca da indicação à cabeça de chapa. De outro lado, a deputada Socorro Pimentel, que saiu majoritária, ainda não resolveu dentro de casa se aposenta um esposo tão moço (na política), e sai ela mesma a candidata a prefeita de Araripina, correndo dois riscos - o de ganhar e largar as bases que foi do esposo à 'fome' dos concorrentes, inclusive de Roberta Arraes, que à esta altura já deverá ser titular do mandato; e o risco de perder e por cima também ter deixado a indicação para seus correligionários sertanejos que o projeto principal é a prefeitura de Araripina.
Afora isto, Lula Sampaio indica que vai lançar a filha Camila na disputa pela prefeitura. Nunes Rafael, o independente sempre, também já sinalizou que vai para o embate. Na esfera  oposicionista ainda há a 'novidade' chamada Dr. Aluísio Coelho, que também apoiou a presidente Dilma. Ou seja: O palanque de Dilma e Armando Monteiro está rachadíssimo na terra do gesso.

AS RACHADURAS DA SITUAÇÃO
Valmir Filho é candidato a prefeito de Araripina desde que o pai, a mãe ou ambos, lhe deram este nome. Alimentou o projeto e entrou na disputa real pelo executivo  quando abdicou da candidatura em 2012 para ser vice de Alexandre Arraes.

Bringel Filho guarda a mesma particularidade de Valmir Filho, com a diferença de ser bem mais novo e de seu pai Bringel ter sido prefeito bem depois de Valmir Lacerda. Como se pode ver, os dois pré-candidatos a prefeito são filhos de ex-prefeitos, com uma singularidade: O pai do mais novo foi também vice do pai do mais velho, que por sua vez também foi vice de Valdeir Batista.

Valmir Filho não foi vereador. Bringel Filho é vereador. O primeiro é vice atualmente; o segundo lutou para ser indicado. Aí começam as diferenças, erros e acertos, que podem, ou não, dizer alguma coisa, se é que a escolha harmoniosa do candidato, ou o racha definitivo do grupo situacionista, passa necessariamente pelos dois.
Ao que tudo indica, não há mais no tabuleiro da disputa local aquela pessoa que chega com um patuá de dinheiro e se autoproclama candidato, resolvendo todos os 'problemas' que surgirem desta hora em diante. Também não há mais um Eduardo Campos.
Socorro Pimentel, na 'moita, esperando o racha da situação para se definir


Bringel Filho lutou para ser vereador. Agora luta para ser presidente da Câmara ou apoiará qualquer um que se lance contra Luciano Capitão, dentro do grupo - dizem fontes, não ele.
Pelo enunciado, nem precisava informar que Bringel Filho ainda é uma jovem promessa. Fosse ele um nome já consagrado - e poderá ainda ser-, não teria disputado a eleição da câmara e sim se resguardado para ser candidato a deputado e, sem sombra de dúvida, sido eleito. Bastava ter se filiado ao PHS ou qualquer sigla menor, aglutinado o grupo e, nem querendo, Roberta Arraes teria sido candidata.  Eduardo Campos não teria como dizer a Bringel  que o filho dele era obrigado a adiar seu projeto.  Não sendo vereador, hoje Bringel Filho poderia ser deputado estadual. Certamente em jogo acertado em 2012, envolvendo Alexandre Arraes, Bringel pai, Valmir pai, Valmir Filho e candidatos a vereador que perderam votos e até vagas com a sua entrada na disputa pela câmara. Quem no grupo seria contra?
Bringel Filho, segundo se fala - ele não, está na disputa pela presidência da Câmara de Vereadores. Até onde se tem conhecimento, projeto de Lei virou Lei municipal dando direito a reeleição para a mesa já na atual legislatura. Não se tem conhecimento que algum dos vereadores apresentou emenda propondo que o atual presidente não fosse beneficiado pela Lei que a Casa Joaquim Pereira Lima aprovou. Sendo assim, Luciano Capitão é candidato natural dentro do grupo, independente de acordos anteriores. Estes perderam valor com a nova Lei. Pode-se dizer, com isso, que o grupo está rachando por algo inexistente, impensável. Ou, com outras palavras, que Bringel Filho está, mais uma vez, limitando seu ângulo de manobra para voos mais altos, até mesmo o de deputado estadual mais adiante. Mas, certamente, ou provavelmente,  não está.
Lula Sampaio deverá lançar a filha Camila para manter espólio.

É para valer o que se fala? Ninguém sabe. Provavelmente Bringel (pai) ainda não chegou para acalmar os ânimos. Se assim tivesse feito, certamente já teria chamado dona Odete, mãe de Luciano, para tranquilizá-la: "Tudo será resolvido, afinal, sempre fomos um só corpo'. Bringel ainda sabe jogar. Não duvidem disso. Lutar por uma eleição perdida de presidente da Câmara certamente não é jogo do qual ele participa de forma direta. Dividir o grupo, assim, dessa forma, jamais o faria, a menos que outras razões o movam desde já ou desde antes. O mais provável é que, sendo quem é e tendo o passado que tem, o peso e a responsabilidade, chamará os colegas de Bringel Filho para um arranjo definitivo a fim de salvar o grupo de racha que se mostra inevitável.
Alexandre Arraes: Quanto mais candidatos disputando, melhor para o seu escolhido.

Bringel ainda tem força para eleger prefeito, para eleger vice ou para eleger deputado em chapinha bem montada. Certamente não vai provocar implosão de um grupo que ajudou como poucos a montar para transformar em gravetos, como está a oposição - ficando ele, também, restrito a isso.
De qualquer modo, quanto mais candidato sendo lançado em 2016, melhor será para o prefeito eleger seu sucessor. Resta saber se Alexandre Arraes está interessado em juntar cacos antes que eles se espalhem. Por falar nisso, quem andará passeando como candidato preferido na cabeça do prefeito?

sábado, 15 de novembro de 2014

Energia Solar x Energia Eólica: Qual das duas fontes o Araripe deve preferir?

Você prefere aquela que além de energia pode gerar 5 bilhões de litros de água por ano? Ou uma que gera energia e milhões de metros cúbicos de concreto para sempre sobre a terra?
Uma que pode deixar 100% do lucro para o proprietário da terra? Ou outra que deixe para o proprietário da terra apenas um 'aluguel' do lugar?

Parque Eólico sendo implantado em Marcolândia (PI) e em outros municípios que compõem a Chapada do Araripe.

A Alemanha apresenta irradiação 5 vezes menor do que a irradiação do Sertão Nordestino. Mesmo assim, os germânicos são campeões em produção de energia solar. Enquanto que no Sertão nordestino a irradiação chega 6.700 Kwh/m2, na Alemanha fica entre 900-1300 kwh/m2. A opção deles por ampliar a produção de energia solar deve ser por que só entendem de aplicar 7x0 na seleção brasileira de futebol.



A briga das energias limpas se concentra em energia solar e energia eólica. Essa é a discussão hoje em dia. Não optar por nenhuma delas é burrice ou má fé. Ou as duas coisas juntas, em se tratando de Brasil. Resta saber o que representa optar pela energia dos ventos no Sertão Nordestino e descartar a energia do sol. Uma coisa é certa: A energia do Sol, uma vez quebradas as amarras, tornará o homem livre para produzir e consumir. No caso específico do semiárido do Nordeste brasileiro, a energia solar pode vir acompanhada de muita água limpa. Em conta redonda e grande, 5 bilhões de litros de água de chuva para cada Mil hectares de área contínua ocupada com placas fotovoltaicas. É muita coisa. Informa a Organização Mundial da Saúde, que cada pessoa vive satisfatoriamente bem com 100 litros de água/dia. Anualizando a produção e o consumo, isto quer dizer que o parque de mil hectares de energia solar rende água suficiente para suprir uma cidade ou comunidade de 137 mil habitantes. Na Região Araripe, historicamente, os invernos ultrapassam a média de 500 mm/ano de chuva. Ou seja: Para cada mil hectares de placas solares, 5 bilhões de litros de água captados. Resta saber quanto o governo federal gasta e desvia com a maldita e famigerada indústria da seca, via carros-pipa. O tipo de água que serve nós conhecemos bem.
 
Parque Eólico do Araripe - Marcolândia (PI)  - Veja o pouco que representa o enorme guindaste ante a coluna de concreto que se ergue e a base de sustentação (também de concreto) que fica sob o solo. Serão 4 mil torres ao todo.

Toda a produção de energia solar poderá ser comprada pela Eletrobras diretamente ao proprietário da terra. Em vez de financiar empresários amigos e oligopólios que implantam parques de energia eólica, o governo, via BNDES, deveria financiar e qualificar proprietários rurais. Mesmo que optasse também pela eólica.
E porque o governo não faz isso? Pergunte se interessa ao PT que o povo deixe de ser miserável e passe à condição de novo milionário. Pergunte ao governo se interessa ao PT emprestar ao povo que não aceitaria pagar suborno - embora nenhum empresário pague. Pergunte ao PT se ele prefere conviver com uma sociedade esclarecida e rica ou com uma sociedade analfabeta e pobre - pois só nessa última pode implantar o seu socialismo, ou bolivarianismo. Energia Solar representaria centenas de engenheiros formados e empregados. Quem quer isso?
Também (não) pergunte ao PT se é melhor o povo vender energia solar e ter água farta para beber e produzir alimentos nobres ou se apenas receber um 'aluguel' do mega empresário pela área emprestada para produzir energia eólica. Perguntar se as toneladas de concreto que serão enterrados e erguidos sobre o solo correspondem a uma ou mais de dez paredes da Usina de Belo Monte é querer saber muito. Saber quem realizou e quem aprovou o estudo de Impacto Ambiental é motivo para prisão, se apressar a resposta. Pior ainda é perguntar quantos Bilhões de Dólares o BNDES libera para a gigantescas obras no País - E comparar o quesito custo x benefício tendo como parâmetro mil hectares de placas de energia solar devidamente adaptadas para captar água das chuvas leva qualquer um a julgamento sumário na 'Venezuela'.

Parque Eólico do Araripe - Marcolândia (PI) 

Alguns milhares de aves morrerão em choque com as turbinas. Mas defender a fauna não é papel deste blog e sim do IBAMA. A este blog compete saber dos prefeitos da região o que está previsto de geração de ICMS e ISS. Depois disto, comparar com o que poderia ser obtido com a geração de energia solar sendo comercializada diretamente pelos proprietários de terra locais; o que seria cobrado de Imposto sobre uso da terra por isto; o que deixaria de ser gasto com oferta de água potável. Resumindo: Quanto ficará para os municípios por cada torre geradora de energia eólica? Quanto poderia ficar se a opção fosse por energia solar? Quantos megawats cada município geraria de energia, sobretudo na parte baixa do Sertão (onde há pouco vento), e quantos megawats vai gerar com a opção pelas torres eólicas? Quem vende turbina eólica? Quem domina a tecnologia? Porque o PROINFA impõe 60% de nacionalização no caso da energia solar? Quem ganha com um e quem perde com outro?
Este é um debate que ninguém se atreveu a travar. O editor do Blog prefere mudar de opinião. Mas os fatos não indicam isso.

RETORNO DA SOLAR
Um estudo do potencial fotovoltaico no Brasil mostra que se um programa de incentivo fosse sido introduzido no ano 2008, e considerando uma Taxa Interna de Retorno do Investimento (TIR) mais razoável e já considerada atrativa para investimentos no setor energético brasileiro, em torno de 7%, sob a mesma condição de acréscimo na tarifa elétrica do setor Residencial somente do 4% , já em 2015 um considerável número dos estados brasileiros atingiria a paridade tarifária. No ano de 2017, a maioria dos brasileiros já poderia instalar sistemas FV com o mesmo preço do que a energia convencional.

POTENCIAL DO BRASIL
O mapa solar do Brasil mostra a média anual do total diário de irradiação solar global incidente no território brasileiro. Pode-se observar que a média anual de irradiação global apresenta boa uniformidade, com médias anuais relativamente altas em todo país. O valor máximo de irradiação global – 6,5kWh/m2 - ocorre no norte do estado da Bahia. A menor irradiação solar global (4,25kWh/m2) ocorre no litoral norte de Santa Catarina. Os valores de irradiação solar global incidente em qualquer região do território brasileiro (4200-6700 kWh/m2) são superiores aos da maioria dos países da União Européia, como Alemanha (900- 1250 kWh/m2), França (900- 1650kWh/m2) e Espanha (1200-1850 kWh/m2), onde projetos de energia solar, alguns contando com fortes incentivos governamentais, são amplamente disseminados.

A BURRA OU DESONESTA EXIGÊNCIA DE NACIONALIZAÇÃO
No Brasil, a geração de energia elétrica por FRE vem passando por uma nova fase, porém, apesar de o país já ter dado início ao incentivo, principalmente com o PROINFA - Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica no Brasil, a tecnologia FV conectada à rede elétrica não tem sido contemplada e incentivada pela legislação em vigor. O Proinfa contempla apenas as fontes eólica, biomassa e PCH. Por mais que a tecnologia FV fosse inserida nesse programa, ela seria praticamente inviável, uma vez que foi estipulado um percentual de 60% de nacionalização.

PETROBRAS sob o PT despenca na bolsa e vai levar muita gente aos tribunais americano e brasileiro.


O investidor internacional não é o brasileiro que vota no PT na ilusão de que outro partido vai acabar com a Bolsa Família. Quem investe na Petrobras, sobretudo, aqui e lá fora, o faz para ganhar dinheiro, e muito. Acontece que, para se manter no poder, o PT decidiu roubar e deixar roubar a maior empresa do Brasil, e numa jogada de Midas ao contrário conseguiu transformar uma empresa que atua sem concorrente no mercado em deficitária. Também pudera. Dilma, a gerentona, já quebrou até loja de 1,99, jamais faria diferente com uma empresa gigantesca.
O retrato da Petrobrás é o da foto. Em apenas 30 dias, suas ações deixaram de valer R$ 21,50 e passaram a valer apenas R$ 13,00. Ou seja: Derreteu quase a metade. Treze é o número do PT e não por acaso eu fiz esse clique do Jornal da Meia Noite, da Globo News. Simbolismo puro.
Há que se lamentar. Neste caso, há sempre o que piorar. Explica-se: O PT está no comando.
Mas há também algo a ser comemorado: Muita gente já foi presa e os políticos estão a caminho. Nós, os brasileiros que discordamos, ainda teremos a alegria de ver políticos de elevada arrogância sendo algemados aqui e em seguida levados aos Estados Unidos da América para lá prestarem seus depoimentos. Sim! Quem rouba aqui e prejudica um só cidadão americano não escapa da Lei de lá, quando a Bolsa de Nova Iorque é usada em ato de má fé.

Energia Solar: O tema está de volta - Mas quem chegou foi a eólica.


Encontrei 'perdida' entre as sugestões de pauta que guardo, a defesa da implantação de um Parque Eólico do Araripe, a fim de torná-lo independente do ponto de vista energético e, também, visando gerar impostos e empregos qualificados. Por sugestão do proponente, o programa seria chamado de "Araripe Solar Sustentável". A ideia é defender a alternativa da energia solar para a região, como sustentável, por algumas justificativas, a saber: 1)  Energia solar ocupa entre 100 e 400 vezes menos área que a lenha ou biocombustíveis. 2) A melhor área para a energia solar é a pior para a agricultura, o que permite colocá-la na parte baixa, onde estiver mais degradada. 3) A energia solar não precisa de áreas contínuas, podendo ser colocada distribuída próxima aos locais de consumo. 4) A região tem potencial para gerar toda a sua energia e ainda exportar para outras regiões, utilizando a energia; 5) A fabricação de coletores solares térmicos, em especial, pode ser realizada na região, gerando emprego e renda. 6) A operação e manutenção dos equipamentos gera mais empregos que a monocultura energética das chamadas florestas energéticas e biocombustíveis. 7) A energia solar não é renovável, é sustentável sempre, e mais abundante que qualquer outra fonte, além de permitir a independência energética da Região. 8) A energia solar não emite qualquer poluente durante sua utilização, além de poder reciclar totalmente os materiais utilizados na construção dos coletores, ao final do uso. 9) Se fizermos isto de forma organizada, poderemos ter a tecnologia adequada as nossas necessidades, sem depender de tecnologia importada (a tecnologia solar é simples, apenas precisa prática para usá-la adequadamente). A grande vantagem de lançarmos esta companha é que sairmos da incomoda posição de termos que convencer os órgãos governamentais, privados e a população de que o eucalipto é ruim. Eles é que terão dificuldade de demonstrar que o eucalipto é melhor que a energia solar. Está aberto o debate mais uma vez.

Postado originalmente em outubro de 2012.
Não por acaso está aí outra vez.
Não por acaso ainda não se disse como usar energia solar para calcinar gesso;
Não por acaso nenhum metro de gasoduto foi construído para suprir a demanda do Pólo Gesseiro no Araripe;
Não por acaso os deputados federais votados na região, apoiados pelo setor, voltaram para debater a crise no setor;
Não por acaso o gesso que vem de fora está chegando mais barato que o gesso do Araripe na região Sudeste do Brasil.
Não por acaso falta debate sério e diálogo maduro.
Não por acaso ninguém informa se a implantação de um Parque Eólico inviabiliza a implantação de outro parque Solar no Araripe pernambucano.
Não por acaso ninguém informa se um Parque de Energia Solar no Araripe gera mais empregos, mais energia e mais impostos para a região e o Estado.
Não por acaso as obras do Parque Eólico avançam nos municípios do vizinho Piauí e aqui não.
Quais as explicações? Quais os motivos?
Envolve eficiência energética? Envolve custos mais ou menos elevados em relação a um possível Parque Solar? Envolve interesses de fornecedores e transferência (ou não) de tecnologia?

Um parque Eólico vai gerar quantos megawats de energia e a que custo?
Um parque Solar geraria quantos megawats e a que custo?
Quantos empregos qualificados gera um e quantos gera o outro?
Quem sai lucrando e quem sai perdendo?

Perceba que o tema entrou em pauta para se contrapor ao eucalipto, pois alguém, desavisadamente ou de má fé, colocou em debate a implantação de uma floresta de eucalipto na região. O que  estava em curso, na verdade, era a implantação do Parque Eólico. De tão gigantesco, a questão foi abordada de forma indireta. Outras perguntas e outras respostas estão por serem feitas e serem dadas. Muitas.
E uma pergunta de fundo: O sertanejo do Araripe é rico e não sabe? Precisa de bolsa família para viver? E, sobretudo, precisa votar em corruptos na inocente ideia de que não votando perderá a tal bolsa?

Dilma não tem nomes para escalar. Os corruptos preferidos estão encrencados. Ela também.


O governo petista abusou tanto na arte de roubar que está ficando sem corruptos desimpedidos para escalar. O Ministério de Dilma para o segundo governo, ao que tudo indica, será um mar de ilustres desconhecidos, ou inexpressivos. Isso pode ser bom. A maior parte dos que aparecem nas fotos e filmes ao lado da presidente e de Lula está envolvida em escândalos. Só na Operação Lava-Jato são mais de 100 os graúdos citados até agora. Quando a mesma operação descer a lupa para os escalões inferiores, onde se opera poços menos famosos, os menos famosos se mostrarão até mais endinheirados. A polícia descobriu que um parafuso chega a custar 20 vezes mais caro quando a Petrobras é a compradora. Ou seja: O 'Bolsa Petróleo' da turma que compra peças para manutenção nas praças mais distantes da sede da Estatal pode ser até mais atraente para a turma do PT e apaniguados. E não é por outro motivo que aparecem defensores (enfurecidos) dessa espécie de gente nas redes sociais. Dinheiro vivo! Fora disso é alienação ou briga paroquiana.
A foto acima é a Veja desta semana. Retrata os donos ou dirigentes de grandes empreiteiras envolvidas no esquema bilionário de desvio de recursos nos últimos doze anos de governo petista. É só uma parte. Petrobrás é só um detalhe. Virão outros detalhes. Detalhes da Transposição; Detalhes da Transnordestina, Norte-Sul; aeroportos da Copa, estádios da Copa, portos, recapeamento de estradas. Tudo, enfim. Você, se petista convicto, ainda sentirá muita vergonha do voto que deu.

PT- PETROBRAS: A CASA ACABOU DE CAIR

CHEFE – Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, preso na sexta-feira passada: o "capo" do cartel da Petrobras gostava de repetir que tinha um único amigo no governo – "o Lula"
CHEFE – Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, preso na sexta-feira passada: o "capo" do cartel da Petrobras gostava de repetir que tinha um único amigo no governo – "o Lula" (Marcos Bezerra/Futura Press/Estadão Conteúdo)


Em um país de instituições mais frágeis, a prisão por suspeita de corrupção de altos executivos das maio­­res empresas nacionais não se efetivaria nunca ou produziria uma crise institucional profunda. Antes, portanto, de entrarmos nos detalhes dessa pescaria da Polícia Federal em águas sujas da elite empresarial, celebremos a maturidade institucional do Brasil — a mesma que foi posta à prova e passou com louvor quando o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou para a penitenciária a cúpula do partido no poder responsável pelo escândalo do mensalão.

Esse senhor pesadão, bem vestido, puxando uma maleta com algumas mudas de roupa e itens de higiene pessoal, não está se dirigindo a um hangar de jatos executivos para mais uma viagem de negócios. Ele está sendo conduzido por policiais para uma temporada na cadeia. A foto ao lado mostra o engenheiro Ricardo Pessoa, dono da empreiteira UTC, apontado por investigações da Operação Lava-Jato como o “chefe do clube”.

Um clube muito exclusivo, diga-se. Dele só podiam fazer parte grandes empresas que aceitassem as regras do jogo de corrupção na Petrobras. Por mais de uma década, os membros desse clube se associaram secretamente a diretores da estatal e a políticos da base aliada do governo para operar um dos maiores esquemas de corrupção já desvendados no Brasil — e, por sua duração, volume de dinheiro e penetração na mais alta hierarquia política do país, talvez um dos maiores do mundo.

Dono de uma holding que controla investimentos bilionários nas áreas industrial, imobiliária, de infraestrutura e de óleo e gás, Pessoa foi trancafiado numa cela da carceragem da Polícia Federal. Ele e outros representantes de grandes empreiteiras que se juntaram para saquear a maior estatal brasileira e, com o dinheiro, sustentar uma milionária rede de propinas que abasteceu a campanha de deputados, senadores e governadores — e, mais grave ainda, segundo declaração do doleiro Alberto Youssef à Justiça, tudo isso teria se passado sob o olhar complacente do ex-presidente Lula e de sua sucessora reeleita, Dilma Rousseff.

Na ação policial de sexta-feira foram presos dirigentes de empresas que formam entre as maiores e politicamente mais influentes do Brasil: OAS, Camargo Corrêa, Mendes Júnior, Queiroz Galvão, UTC, Engevix, Iesa e Galvão Engenharia. Essas companhias são responsáveis por quase todas as grandes obras do país. Os policiais federais vasculharam as salas das empresas ocupadas pelos suspeitos presos e também suas casas.

Embora tendo executivos seus citados por Youssef e Paulo Roberto Costa, o e­­x-diretor da Petrobras preso em março, que está contribuindo nas investigações, não foram alvos das investidas policiais da sexta-feira passada dirigentes de outros dois gigantes do ramo: a Odebrecht e a Andrade Gutierrez. O juiz Sergio Moro recebeu pedido dos procuradores para emitir ordem de prisão contra dois altos executivos da Odebrecht. Negou os dois, mas autorizou uma incursão na sede da empresa em busca de provas.

Diretor da Petrobras, que cobrava 3% de propina para o PT: preso depois que a Polícia Federal descobriu que ele tinha contas secretas no exterior

“Hoje é um dia republicano. Não há rosto e bolso na República”, declarou o procurador Carlos Fernando Lima, integrante da força-tarefa encarregada da Lava-Jato, a origem da investigação.
No rol dos empreiteiros caçados pela polícia estavam megaempresários, como Sérgio Mendes, da Mendes Júnior, João Auler e Eduardo Hermelino Leite, da Camargo Corrêa, Ildefonso Colares Filho e Othon Zanoide, da Queiroz Galvão, Léo Pinheiro, da OAS, e Gerson Almada, da Engevix.

Uma parte dos alvos não havia sido localizada pela polícia até o fim da tarde de sexta. Alguns estavam em viagem no exterior e foram incluídos na lista de procurados da Interpol. O juiz Moro bloqueou 720 milhões de reais em bens dos investigados.

O papel central de Ricardo Pessoa, da UTC, no esquema foi detectado logo no princípio das investigações. Não demorou muito para que os policiais e procuradores não tivessem mais dúvida. Aos curiosos com sua prosperidade crescente nos últimos anos, Ricardo Pessoa dava uma explicação que, até o estouro do escândalo, parecia apenas garganta: “Só tenho um amigo no governo: o Lula”. Pessoa coordenava o cartel, do qual participavam treze empreiteiras.

Esse grupo de privilegiados se encontrava para decidir o preço das obras na Petrobras, dividir as responsabilidades pela execução de cada uma delas — e, o principal, o valor da propina que deveria sobrar para abastecer os escalões políticos. Tecnicamente, esse era o grupo dos corruptores. Os diretores da Petrobras participantes do esquema eram os corruptos. De cada contrato firmado com a Petrobras, os empresários recolhiam 3% do valor, que se destinava a um caixa clandestino. O pagamento era feito de diversas maneiras: em dinheiro vivo e em depósitos no exterior ou no Brasil mesmo, em operações maquiadas como prestação de serviços, principalmente de consultoria — um termo vazio de significado, mas que transmite um certo ar de austeridade e necessidade.

As empreiteiras do esquema firmavam contratos de consultoria com empresas de fachada que embolsavam o dinheiro e davam notas fiscais para “limpar” as operações, que pareciam protegidas por uma inexpugnável confraria de amigos posicionados nos lugares certos em Brasília e na Petrobras. Os recursos desviados abasteciam o PT, o PMDB e o PP, os três principais partidos da base de apoio do governo federal. A investigação mapeou o caminho da propina paga por várias das integrantes do clube. Entre 2005 e 2014, o grupo OAS, por exemplo, repassou pelo menos 17 milhões em propinas apenas por meio do doleiro Alberto Youssef.

Além dos empreiteiros e de seus principais executivos, também foi preso o ex-diretor da Petrobras Renato Duque, apontado como o homem que, no fatiamento da propina, cuidava da parte que cabia ao PT. Esse elo que a polícia começa a fechar entre o diretor corrupto e a empresa corruptora tem atormentado deputados, senadores petistas e altos dirigentes do governo.

Funcionário de carreira, Duque entrou na Petrobras em 1978 — um ano depois de Paulo Roberto Costa — por concurso. Galgou alguns postos ao longo de sua trajetória, mas sua nomeação como diretor, em 2003, surpreendeu a todos. Duque era, então, chefe de setor, alguns níveis hierárquicos abaixo da diretoria. Nunca antes na história da Petrobras um chefe de setor havia ascendido sem escalas à cúpula. A explicação logo se tornou pública. Duque era o escolhido de José Dirceu, com quem tinha um relacionamento antigo. Discreto e de temperamento afável, Duque procurava não ostentar. Entre 2003 e 2012, ele reinou absoluto na diretoria de Serviços. Paulo Roberto Costa revelou à Justiça que, por lá, 3% do valor dos contratos era repassado exclusivamente ao PT.


EXPLOSÃO – Fernando Baiano: o lobista, que está foragido, ameaça contar o que sabe e elaborou uma lista com beneficiários de propina ligados ao PMDB

A polícia já descobriu onde estão as contas bancárias que receberam parte desses recursos. Elas foram identificadas por Julio Camargo, dirigente da Toyo, outra empreiteira envolvida no escândalo, que também fez acordo com a Justiça para contar o que sabe. E ele sabe muito, principalmente sobre a distribuição de dinheiro ao partido que está no governo há doze anos e a alguns de seus altos dirigentes. Foi com base no depoimento de Julio que a polícia decidiu pedir a prisão temporária de Duque e colocar outro funcionário da Petrobras no radar: Pedro José Barusco, que atuou como gerente de engenharia. Barusco só não foi preso porque propôs um acordo de delação premiada.

Os policiais também chegaram a uma personagem que leva o escândalo ao coração do PT: Marice Correa de Lima, cunhada de João Vaccari, tesoureiro do partido, outro investigado. Marice lidava com o que o doleiro Youssef chama de “reais vivos”. Em dezembro do ano passado, a cunhada do tesoureiro do PT recebeu no apartamento onde mora, em São Paulo, 110 000 reais. Origem das cédulas: a construtora OAS. Marice é também mais um elo a ligar o petrolão ao mensalão. A petista apareceu nas investigações do grande escândalo do governo Lula como encarregada de pagamentos.

Outro alvo da operação de sexta feira, o lobista Fernando Soares, o Baiano, é apontado como o arrecadador do PMDB na Petrobras. Baiano estava foragido. Sua prisão vai ajudar a esclarecer outras frentes de corrupção na estatal — entre elas, a rede de propinodutos instalada no negócio da compra da refinaria de Pasadena, no Texas. E os resultados da Operação Lava-Jato estão apenas começando a aparecer. (Da Veja)


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

RESULTADO DA ELEIÇÃO DE DILMA NA ECONOMIA NACIONAL.


Veja acima o tombo nas ações de Petrobras e Eletrobras. No gráfico aparece somente o que caiu acima de 10%. A perda de valor do Banco do Brasil foi espantosa também. O mercado avisou com antecedência que não aguentava mais a vovó Dilma. Essa bolsa aí gira a economia, que por sua vez irriga as demais bolsas.
Quem elegeu Dilma deve ficar de prontidão para trabalhar dobrado a fim de pagar a conta. Quem votou em Aécio já o fez por não suportar tanta carga.

Dilma: Em vez de agradecimentos, agressões aos veículos de comunicação.


Até a Globo que blindou o PT durante doze anos entrou na porrada ontem, no discurso de agradecimento de Dilma. Porrada verbal, claro. Com a Veja foi diferente. Pancada física foi o que ocorreu. Vejam os lábios dela. Nada diferente de uma cobra. O gosto de sangue era evidente. Motivo? Bonner ousou lhe perguntar o que perguntou aos demais candidatos. O PT não tolera liberdade, menos ainda a de expressão.
Esperem mais. Isso não é o fim. O que essa turma defende é privilégios. As esmolas para fazer a diferença nas urnas custam pouco. O preço da democracia é muito mais elevado para quem paga as duas contas.
Não temam pela Globo. Já estão todos acertados na intimidade. Tanto a TV quanto o PT precisavam se passar por vitimas. É assim que funciona no bolivarianismo: Liberdade e democracia de mentira e liberdade de imprensa idem.

Minas 'enforcou' o Brasil pela segunda vez. Mas lá, convenhamos, faltou um Lacerda para governador na chapa de Aécio.


Márcio Lacerda (PSB), prefeito de Belo Horizonte. Faltou ele no jogo como Eduardo queria.

Quando Eduardo Campos era vivo e sentava à mesa com Aécio Neves para traçar os rumos do Brasil, uma peça sempre ficava faltando ou no lugar errado. A peça atende pelo nome de Márcio Lacerda. Ele é o prefeito de Belo Horizonte, filiado ao PSB. É militante histórico de esquerda e Eduardo sabia, como Aécio sabe, que Minas tem um lado Norte que também vota e continuará votando com a mente voltada para uma sopinha quente por alguns anos ainda. É natural. Havia uma pedra no caminho: a pedra Tucana. Como poderia Aécio, um mineiro ainda não simpático a São Paulo, lançar em seu estado um candidato do bloco dilmista e não um tucano da gema? Seria enforcado vivo na Avenida Paulista. Certamente não teria conseguido a proeza de abrir quase 7 milhões de votos no mais populoso e produtivo estado d Brasil. Sangrando, nossa militância aprendeu isso. Sangrando e enterrando o maior estrategista eleitoral em plena campanha. Não esqueçamos mais isso. O que falo também explica que disputar com Eduardo no segundo turno seria mais vantajoso, visto que as regiões que votaram em Aécio também votariam em Eduardo, e que em Pernambuco, Paraíba e Alagoas a cantiga seria outra, dando à oposição os votos que faltaram. Mas isto é irrelevante depois que Eduardo nos deixou sem explicação - ainda.
Aécio deixou o projeto de Eduardo de lado (sem margem para manobrar), descartou Márcio Lacerda para a disputa do governo de Minas e escalou o tucano Pimenta da Veiga para a disputa contra Pimentel, do PT. Seria melhor ter lançado uma irmã ou a própria mãe. Venceriam. Mas faltou um Lacerda na disputa para governador. Aí os fatos se consumaram. Primeiro, Aécio não conseguiu eleger seu candidato ao governo, perdendo a disputa para os petistas em casa. Ainda no primeiro turno, também perdeu para Dilma nas montanhas tenebrosas de Minas. Veio então o segundo turno. O cheiro de poder associada à maior ganância fez o resultado: Minas já tinha um governador petista e deu preferência a eleger uma mineira também petista. Poucos fariam diferente, é verdade. Os mesmos mineiros, se contassem com um governador tucano eleito, certamente dariam chance de boa gestão a Márcio Lacerda, elegendo um aliado tucano. O fato é que Aécio não contava mais com nenhum tucano qualificado para disputar o governo do Estado. Sua aposta, junto com Eduardo, sempre foi Márcio Lacerda, do PSB, justamente para distensionar, como bem ensinou Tancredo. Sem Márcio perdemos o governo de Minas. Sem governo de Minas, perdemos o Brasil para o PT outra vez.
Contudo, jamais poderia se esperar que os paulistas entendessem tamanha desfeita. Mais do que compreensível. Pode-se dizer até mesmo que o vice poderia ter saído da Bahia ou do Ceará, o que garantiria a vitória. Mas não deu. Falharam as negociações e Eunilson Oliveira preferiu perder sem mudar o Brasil. A chapa ideal seria Aécio presidente com Tasso Jereissati de Vice, com Eunilson Oliveira governador no campo de Aécio. Ou Aécio com Paulo Souto de vice, com Gedel governador. Uma das últimas costuras, somada a Márcio Lacerda imbatível em Minas, transferindo poder e cheiro de poder federal para o segundo turno, tudo hoje seria diferente.
Mas não é hora de culpar ninguém. Nada disso - melhor cenário - esteve ao alcance de Aécio. Ele fez muito, além até do que poderia se imaginar. Fez tanto que parece um gênio entre os demais políticos. Também faltou a Aécio outro parceiro. E este parceiro se foi no início da campanha. Um estranho acidente levou Eduardo e com ele a articulação que faltava para a campanha funcionar sem sobressaltos, enquanto o combatente final apenas pediria votos. A militância fez muito. Além das expectativas. Mas algumas coisas dependem menos de vontade e mais de dinheiro. Só da Petrobras sangraram 10 bilhões.

VEJAM OS NÚMEROS DO BRASIL E DE MINAS.



Bastaria Minas votar como São Paulo, ou menos, apenas 62,76%. Aécio só precisava tirar de Dilma 1.731.000 votos. Ela terminaria a eleição totalizando 52.770.000 votos. Ele somaria 52.772.000 votos, sendo eleito presidente da República.
Valeu Minas! Um novo Tiradentes foi enforcado em montanhas mineiras. Um novo libertador foi proibido de nos libertar. Que carregue essa mancha para sempre em tua história.
Que não apareçam mineiros culpando os nordestinos. Que não apareçam paulistas fazendo o mesmo. Não queiram que alguém daqui, a quem foi negada a escola ideal e a liberdade indispensável, faça a opção de pegar um ônibus lotado às 4 da manhã para trabalhar bem distante. Não contem com isto. É querer ferir a inteligência dos mais pobres e necessitados. Resignem-se e aceitem continuar trabalhando duro enquanto a rede de outros não rompe os punhos.
Isto também vale para todos os balconistas, atendentes, médicos, domésticas, enfermeiras, vigilantes, motoristas, sapateiros, costureiras, etc, independente da região em que moram. Fiquem todos sabendo que o salário mínimo poderia ser de R$ 3.000,00 e toda empresa pagaria sem reclamar. Basta que o PT desista de roubar tanto e alivie a carga tributária em 10%. Pagaremos melhor salário, venderemos bem mais, todos serão felizes e ninguém precisará andar agarrado à saia da avó malvada e chantagista pro resto da vida. mas este foi o voto vencido.
Para refletirem: Os punhos das redes dos que descansam estão ainda muito resistentes. E os seus punhos de trabalhador e pagador de impostos?
Achas que têm punhos fortes o bastante para enfrentar aquela milícia que ontem parou o discurso da presidente para agredir quem revela a roubalheira? Vá pensando! A chance encerrou-se ontem. Agora aguente. Tudo por tua culpa, Minas Gerais.
Para quem não sabe, até 89% dos votos apurados o presidente eleito era Aécio Neves. O TSE só liberou (geral) quando o PT virou.

YES, NÓS TEMOS JARBAS!

Você lembra dessa imagem que postei nas redes sociais? Você lembra da minha luta solitária aqui em Araripina para fazer a minha parte?
Saiba agora - depois da depressão nacional potencializada, da pressão sobre os órgãos de imprensa, inclusive blogs, da ação desenfreada de militantes orientados para o mal e milicianos instruídos, ou nem tanto, e de toda nuvem negra que se avizinha, que este senhor será a voz mais alta e combativa. Yes, nós temos Jarbas! Minas nos deu o rato. Pernambuco nos deu o Jarbas. Ontem ele me ligou ao meio dia. Estava esperançoso, até eufórico. Ainda não sabia que Minas nos trairia outra vez.
Agrupem-se em barricadas!
A luta só começou.
Viva o Brasil!
Viva os justos!
Viva os destemidos combatentes!
Que Deus não nos abandone agora e nunca. Que Eduardo, Arraes, Tancredo e Ulisses acendam a maior lanterna para clarear lá de cima.
Combatentes de outras praças, a minha senha não mudou. Nem eu. Tudo em lugar seguro.
Forte abraço.

domingo, 26 de outubro de 2014

O Brasil perdeu

Não há o que comentar. O Brasil perdeu com a vitória de Dilma. O mapa eleitoral mostra isso. O país está dividido. Mas o Nordeste ganhou. Que Dilma conclua sem mais falar as obras atrasadas. Já terá feito muito.
O Brasil, contudo, ganhou um líder de oposição. Um líder que conciliou grande parte do País. Aécio é um guerreiro.
Nós, que militamos contra tudo e contra todos, também ganhamos. Ganhamos experiência e unidade. No mínimo. O resto vem depois.
Aqui no Araripe, já temos uma bandeira: O Canal do Sertão. Vamos cobrar desde já. Contra a vinda da água não haverá divisão de forças. E de unidade é tudo o que precisamos. Água nos une. Água já. Dilma não vai negar.

sábado, 25 de outubro de 2014

DOLEIRO DELATOR CORRE RISCO DE MORTE E LEMBRA CELSO DANIEL. PSDB EMITE NOTA URGENTE.


A morte do prefeito Celso Daniel, de Santo André, responsável pela coordenação da campanha de Lula, nunca foi esclarecida.

A campanha de Aécio Neves acaba de publicar uma nota oficial:

COLIGAÇÃO MUDA BRASIL
Nota à Imprensa


Coligação Muda Brasil quer detalhes sobre saúde do doleiro Youssef

O coordenador jurídico da Coligação Muda Brasil, deputado Carlos Sampaio, criticou a falta de informações sobre o estado de saúde e os motivos que levaram à internação o doleiro Alberto Youssef, na tarde deste sábado.

De acordo com a Polícia Federal e com o advogado de defesa de Youssef, ele foi encontrado desmaiado na cela e levado para o hospital Santa Cruz, em Curitiba, onde estaria na UTI. No entanto, nenhum boletim foi divulgado.

Para Sampaio, essas informações são de extrema relevância para o país, já que a hospitalização do doleiro ocorreu depois da divulgação do depoimento em que ele revelou que a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.

“Dada a gravidade das informações prestadas por ele, é importante que sejam esclarecidos ao país qual o seu quadro de saúde e o tratamento pelo qual está passando. Afinal, ele é uma testemunha-chave do esquema de corrupção na Petrobras e foi firme ao denunciar que Lula e Dilma sabiam de tudo. O mínimo que se exige, numa circunstância dessas, é que o país seja informado daquilo que, de fato, aconteceu com ele.”

SENSUS: AÉCIO 52,1 x 47,9 DILMA


Corrijam a tabela abaixo. Não perderei mais tempo com isso. O fato é que o Sensus acaba de lançar na praça a mais recente pesquisa. Este instituto foi o único a captar a verdade no primeiro turno. Fiquemos com ele. Deixem que os advogados da máfia defendam a veracidade de Datafolha e Ibope. Esqueçam também a média. O Sensus é o mais recente apanhado pós debate. Não deixem de ler a postagem anterior. Sangue no olho e cara feia para 'advogado da máfia' de agora até encerrar o pleito.

O Instituto Sensus realizou a última pesquisa de intenção de votos para presidente, fechada há pouco, indicando liderança do candidato do PSDB, Aécio Neves, com 52,1% dos votos válidos. A sua oponente Dilma Rousseff (PT), segundo o Sensus, soma 47,9% dos votos válidos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob nº 01193/2014.

Ao contrário de todos os demais institutos de pesquisa do País, como Datafolha, MDA e Ibope, que apontavam para Marina Silva (PSB) disputando o segundo turno com a candidata do PT, o Sensus foi o único a captar o crescimento de Aécio, na reta final, sobretudo após o debate da Rede Globo, indicando que ele estaria no segundo turno, como de fato aconteceu.

Computando-se todas as intenções de voto, inclusive brancos e nulos, Aécio tem 45,7%, contra 42% de Dilma. Indecisos, brancos e nulos somam 12,4%. As entrevistas foram realizadas nesta sexta-feira (24) e hoje, e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais e para menos.

O levantamento do Sensus confirma outra pesquisa, divulgada mais cedo pela CNT/MDA, segundo a qual Aécio Neves passou à frente da candidata petista. Ele agora somaria 50,3% das intenções de votos válidos contra 49,7% de Dilma. Na última pesquisa CNT/MDA, divulgada no dia 20 de outubro, Dilma aparecia com 50,5% dos votos válidos, contra 49,5% de Aécio.

A intenção de votos espontânea mostra os candidatos empatados tecnicamente. Aécio tem 44,4% dos votos e Dilma, 43,3%. Na pesquisa estimulada os números vão a 45,3% para o tucano e 44,7% para a candidata à reeleição. (Diário do Poder)

No debate, Dilma humilha economista cearense desempregada: Vai se qualificar no SENAI!"


Parece mentira, mas não é. Assim como Dilma diz que é economista, mas não é; que é candidata, mas não é. A presidente, no debate da Rede Globo, ao ser questionada por uma eleitora indecisa, vinda do nosso vizinho Ceará, economista, preparada, apenas desempregada por ter atingido os 55 anos de idade, ouviu a resposta acima sobre como voltar ao mercado de trabalho de forma digna. Ouça. Espalhe. Faça a sua parte.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Dilma tentou na justiça barrar circulação da revista Veja de hoje. TSE negou. A ditadura ainda não se instalou. Até domingo ainda não. Depois de domingo, só o eleitor decide.



O ministro Admar Gonzaga, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), negou nesta sexta-feira o pedido de liminar feito pela campanha da presidente Dilma Rousseff de retirada da publicação da reportagem da revista “Veja”, publicada no site e no Facebook da revista, que traz informação atribuída ao doleiro Alberto Youssef de que Dilma e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sabiam do esquema de corrupção na Petrobras.

Para negar o pedido, o ministro Admar Gonzaga justificou que o artigo da lei eleitoral citado na representação (art. 57-D, § 3º, da Lei das Eleições) para pedir a retirada do ar não está em vigor nas eleições deste ano. Ele arquivou a representação, sem julgamento do mérito.

Em seu curto despacho, o ministro Admar Gonzaga afirmou o seguinte: "O dispositivo invocado para a suspensão da veiculação (§ 3º do art. 57-D da Lei nº 9.504/1997), consoante entendimento deste Tribunal Superior (Consulta nº 1000-75), não tem eficácia para o pleito de 2014, razão pela qual indefiro liminarmente a petição inicial e extingo o processo sem resolução do mérito, nos termos do art. 267, I, do Código de Processo Civil."

O parágrafo terceiro do artigo 57-D, citado pela representação e pelo ministro foi incluído na Lei das Eleições pela chamada minirreforma eleitoral, aprovada pelo Congresso e que virou lei no final de 2013, menos de um ano antes desta eleição. O entendimento do TSE é de que as alterações desta lei não iriam vigorar para as eleições de 2014. O artigo trata da livre manifestação do pensamento, mas vedando o anonimato nas campanhas eleitorais. O parágrafo diz que: " Sem prejuízo das sanções civis e criminais aplicáveis ao responsável, a Justiça Eleitoral poderá determinar, por solicitação do ofendido, a retirada de publicações que contenham agressões ou ataques a candidatos em sítios da internet, inclusive redes sociais." (Jornal O Globo)

BOICOTE A PERNAMBUCO: Transnordestina não vai chegar a Suape enquanto não chegar ao porto do Ceará.



Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem
Transnordestina vai chegar a Pecém, no Ceará, antes de Suape

A ferrovia Transnordestina, um projeto acalentado pelos pernambucanos desde os tempos do Império, está seguindo para o porto de Pecém, no Ceará. A proposta desenhada no governo Lula era de uma estrada de ferro de três cabeças, nascendo em Eliseu Martins (PI), derivando, em Salgueiro (PE), para Suape (PE) e Pecém (CE). Mas o governo federal optou por fazer logo o sentido Norte e, esta semana, deu as ordens de serviço nos trechos que levam ao litoral do Ceará.

Isso não quer dizer que Suape pode não receber a estrada. Mas enquanto o governo cearense assegura acesso ao terminal marítimo por decisão própria, Suape depende de autorização da Secretaria Especial dos Portos, em Brasília, que sequer analisou a proposta. Suape projeta a ferrovia servindo a um terminal de granéis sólidos e a outro de minérios, na ilha de Cocaia.

As ordens de serviço foram dadas pela ministra do Planejamento, Miriam Belchior, na última terça-feira, em Fortaleza, na presença do governador Cid Gomes, para os trechos entre Missão Velha e Acopiara, num total de 150 quilômetros. Na prática, isso quer dizer que enquanto no sentido Suape (522 km) só existe a terraplanagem, no sentido de Pecém, além do trecho Salgueiro-Missão Velha (CE), existem agora mais dois até Acopiara em obras firmes.

O terceiro Salgueiro-Eliseu Martins tem metade da ferrovia concluída. No Ceará, a Transnordestina só precisa de mais dois trechos (Piquet Carneiro-Quixadá (179,2 km) e Itapiúna-Porto do Pecém (164,3 km)), totalizando 343,3 quilômetros.

Ferrovia de três cabeças

O projeto da Transnordestina prevê 1.728 quilômetros de ferrovia em bitola métrica e de 1,6 m, beneficiando 81 municípios no Piauí (19), Ceará (28) e Pernambuco (34). Na teoria, a ferrovia ligaria o terminal ferroviário de Eliseu Martins (PI) aos terminais portuários de Suape (PE) e Pecém (CE). Mas desde o começo ficou claro que aonde o trem chegar primeiro, a ferrovia se viabiliza globalmente.

Opção Suape

Até a aprovação da MP 595, que virou a Lei nº 12.815, Suape parecia a opção mais viável, pelo potencial de negócios já agregado ao terminal. De granéis líquidos ao complexo industrial, ainda que o único trecho pronto fosse entre Salgueiro e Missão Velha.

Opção Pecém

As dificuldades começaram quando a nova lei tirou de Suape o poder de negociar seus projetos portuários sozinho e subordinando-os à SEP, entregue ao grupo político da família Gomes, do Ceará. A SEP não conseguiu analisar nenhum projeto de Suape.

Doleiro vai entregar as contas secretas do PT e revelou que Dilma e Lula sabiam de tudo. Não sobrará pedra sobre pedra.

Alberto Youssef  (Foto: Aniele Nascimento / Agência de Notícias G/AE)
Alberto Youssefagem: Aniele Nascimento / Agência de Notícias G/AE)

Os trechos mais quentes da reportagem de VEJA deste fim de semana sobre as confissões à Justiça do doleiro Alberto Youssef, um dos cabeças do esquema de corrupção na Petrobras:
• — O Planalto sabia de tudo!
— Mas quem no Planalto? — perguntou o delegado.
— Lula e Dilma — respondeu o doleiro.
• Na semana passada ele aumentou de cerca de trinta para cinquenta o número de políticos e autoridades que se valiam da corrupção na Petrobras para financiar suas campanhas eleitorais. Aos investigadores Youssef detalhou seu papel de caixa do esquema, sua rotina de visitas aos gabinetes poderosos no Executivo e no Legislativo para tratar, em bom português, das operações de lavagem de dinheiro sujo obtido em transações tenebrosas na estatal. Cabia a ele expatriar e trazer de volta o dinheiro quando os envolvidos precisassem.
• Entre as muitas outras histórias consideradas convincentes pelos investigadores e que ajudam a determinar a alta posição do doleiro no esquema — e, consequentemente, sua relevância pa­ra a investigação —, estão lembranças de discussões telefônicas entre Lula e Paulo Roberto Costa sobre a ampliação dos “serviços”, antes prestados apenas ao PP, também em benefício do PT e do PMDB.
• “O Vaccari está enterrado”, comentou um dos interrogadores, referindo-se ao que o do­leiro já narrou sobre sua parceria com o tesoureiro nacional do PT, João Vaccari Neto. O doleiro se comprometeu a mostrar documentos que comprovam pelo menos dois pagamentos a Vaccari. O dinheiro, desviado dos cofres da Petrobras, teria sido repassado a partir de transações simuladas entre clientes do banco clandestino de Youssef e uma empresa de fachada criada por Vaccari.
• O doleiro preso disse que as provas desses e de outros pagamentos estão guardadas em um arquivo com mais de 10 000 notas fiscais que serão apresentadas por ele como evidências. Nesse tesouro do crime organizado, segundo Youssef, está a prova de uma das revelações mais extraordinárias prometidas por ele, sobre a qual já falou aos investigadores: o número das contas secretas do PT que ele operava em nome do partido em paraísos fiscais. Youssef se comprometeu a dar à PF a localização, o número e os valores das operações que teria feito por instrução da cúpula do PT.
• Youssef dirá que um integrante da ­coor­denação da campanha presidencial do PT que ele conhecia pelo nome de “Felipe” lhe telefonou para marcar um encontro pessoal e adiantou o assunto: repatriar 20 milhões de reais que seriam usados na cam­panha presidencial de Dilma Rousseff. Depois de verificar a origem do telefonema, Youssef marcou o encontro que nunca se concretizou por ele ter se tornado hóspede da Polícia Federal em Curitiba.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

BOMBA: Os cabaças da Máfia aparecem nas gravações. O vice Michel Temer já está de prontidão para assumir no lugar de Dilma.



Amanhã, nas bancas, as gravações que mostram que Dilma e Lula sabiam e concordavam com o propinoduto da Petrobras. É caso de impeachment às vésperas da eleição.

R$ 131 Bilhões desviados da saúde. Milhares de morte.


Levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina em parceria com a ONG Contas Abertas afirma que o Ministério da Saúde deixou de usar R$ 131 bilhões entre 2003 e 2014 na saúde pública.O período se refere aos dois mandatos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao da atual presidente, Dilma Rousseff, ambos do PT. A conta foi feita com base nos recursos autorizados pelo orçamento no período em relação ao que foi desembolsado pela pasta. Pelo cálculo feito no estudo, somente no ano passado R$ 12,78 bilhões permaneceram nos cofres. Neste ano, até outubro, dos R$ 107,4 bilhões autorizados, R$ 80 bilhões haviam sido usados.

"Há uma histórica subutilização dos recursos. Algo incoerente, sobretudo quando analisamos as necessidades do setor", afirmou o presidente do CFM, Carlos Vital. Ele disse que recursos seriam suficientes, por exemplo para construir 320 mil Unidades Básicas de Saúde de porte 1, destinadas para atendimentos mais simples. "O cálculo é feito apenas para dar uma dimensão do que poderia ter sido destinado para o setor e não foi", completou.

Pelos cálculos do CFM, entre 2003 e 2014 a dotação autorizada para a área da Saúde totalizou R$ 1,021 trilhão. No período, no entanto, desembolsos foram de R$ 891 bilhões. Vital avalia que dois fatores impedem a utilização integral dos recursos. A primeira delas seria o contingenciamento, ordem dada pelo governo para que o dinheiro, embora previsto no orçamento, não seja usado. Em seguida, viriam problemas de competência administrativa. Recursos previstos para serem usados em projetos, em parceria com Estados e municípios, que ficariam intocados por falta da apresentação de projetos adequados.

Interação. "O dono do recurso tem de interagir, ir até seus parceiros, identificar as falhas e ajudá-los a superá-las. Faz parte da sua missão", disse Vital. Esta não é a primeira vez que o CFM faz levantamentos sobre a utilização de recursos destinados no orçamento para o Ministério da Saúde. Em anos anteriores, resultados foram encaminhados para o Ministério Público Federal e para Tribunal de Contas da União.

O levantamento feito pelo CFM mostra que entre 2003 e 2013 foi autorizado o uso de R$ 81 bilhões em ações de investimento em saúde, como construção de Unidades Básicas de Saúde ou aquisição de equipamentos. Desse total, porém, foram gastos R$ 30,1 bilhões - de cada R$ 10 para investimentos, R$ 5,6 deixaram de ser aplicados.

Ainda de acordo com o levantamento, este ano foram reservados para investimentos R$ 10 bilhões mas, até outubro, R$ 3,7 bilhões haviam sido efetivamente pagos. O Ministério da Saúde dá números diferentes. Afirma que para essas ações foi autorizado o gasto de R$ 6,4 bilhões e que até outubro, 67% desse valor já havia sido empenhado. "A execução orçamentária da pasta segue o cronograma e o período do exercício mesmo considerando o ano eleitoral", diz a nota. Por lei, transferências da União para Estados e Municípios ficam suspensas no período de 90 dias que antecedem as eleições. A exceção fica por conta de obrigações que já haviam sido firmadas antes desse período. (Estadão)